19 agosto, 2017

UM GRITO SÓ DE TODOS NÓS


Belo Domingo passado em Tondela! Segunda jornada do campeonato, 37 graus, jogo numa província onde não é habitual jogar-se para o campeonato, Agosto, sol e esplanadas, cerveja e amigos, e acima de tudo, FCP! Todos os condimentos para um grande dia, o que se veio a verificar.

Estavam reunidas as condições para uma rumaria e lá estivemos em peso. Os bilhetes voltaram a esgotar, o que já nem é notícia, sector visitante à pinha e apoio durante os 90 minutos. Vocalmente não foi perfeito, podia ser melhor, mas só de se olhar para a bancada já se arrepiava!

O único inconveniente era a hora do jogo, já aqui o disse anteriormente, embora considere bastante positivo a ideia de marcar com a devida antecedência, o que se verificou, é complicado aceitar uma deslocação de 300 km (ida e volta) num Domingo à noite. Nem toda a gente está de férias e nem todos gozaram ponte na segunda-feira...

Ainda antes de almoço nas redondezas do Dragão vi várias famílias portistas a lotar os carros e a arrancar em direcção a Tondela. O que me deixou logo com um sorriso nos lábios. Fiz-me à estrada pelas 13h e cheguei a Tondela ainda a tempo de almoçar.


Convívio top durante toda a tarde com a malta do costume. Bonito de se ver azul e branco espalhado pelas ruas à volta do estádio, novos, velhos, homens, mulheres e crianças. A cerveja e os petiscos foram-me esgotando enquanto a hora do jogo se aproximava. Ensaio-os dos cânticos e entra-se na curva. Super Dragões e Colectivo no comando do apoio ao FC Porto. Vitória saborosa por 0-1, vale na mesma três pontos e é nestes jogos que se ganham os campeonatos.

De realçar o espírito vivido pela nossa equipa, os que jogam e os que não jogam, os suplentes e os da bancada. Naturalmente sob a batuta do mister, é notável ver a união que impera entre o plantel. O grito em conjunto no final das partidas e o agradecimento mesmo junto aos sócios, ultras e restantes adeptos, aquilo que sempre mencionei aqui ao longo de tanto tempo. Contem connosco porque “esta curva nunca te vai deixar”.

A contar com as deslocações nos jogos amigáveis em Guimarães, Barcelos e Algarve, temos quatro saídas com deslocações em massa e a próxima é aqui ao lado em Braga. Antes disso, vamos para o terceiro jogo em casa... com lotação esgotada!

Mar Azul, venham todos, juntos somos mais fortes!

Um abraço ultra.

18 agosto, 2017

NO BOM CAMINHO.


Mais uma Jornada e mais uma vitória do FC Porto. Ambiente fantástico em Tondela, com o Estádio maioritariamente pintado de Azul e Branco e com a nossa Equipa a conseguir um triunfo que teve tanto de sofrido como de importante.

Se é verdade que a qualidade exibicional esteve longe da apresentada na primeira partida oficial, também não é menos verdade que nestes jogos onde a nota artística é mais reduzida e onde as oportunidades de golo custam a aparecer, é preciso ser-se pragmático para se levar os 3 pontos e foi exatamente isso que nós fomos.

Também importa relembrar que os nossos rivais não foram capazes de fazer melhor. Os de verde venceram em casa o Setúbal com um Penalty extremamente discutível já na reta final da partida e os de vermelho venceram o Chaves com um autêntico chouriço de Seferovic já para lá dos 90.

Desengane-se quem está à espera de goleadas e de Futebol bonito todos os jogos. Vamos ter muitos jogos como o de Tondela, como aliás acontece sempre todas as Épocas, e provavelmente podemos até nem ganhá-los todos porque nenhuma Equipa ganha todos os jogos. É importante mantermos esta onda positiva em torno da Equipa, mas sempre com a consciência de que um Empate ou uma Derrota podem acontecer a qualquer momento e que não será isso que nos fará ir abaixo nem entrar num processo de Auto-Destruição que tem sido hábito ao longo das últimas Temporadas.

Isso será determinante na forma como decorrerá o resto da Época. Temos uma Equipa unida, um Treinador consensual (algo que parecia impossível até há uns meses atrás) e uma Direção a trabalhar com menos aparato mas nitidamente melhor à procura de formar um Plantel competitivo e que ao mesmo tempo, ao nível de custos, se enquadre dentro da nossa realidade e daquilo que temos definido de forma a que possamos cumprir as metas que temos delineadas com a UEFA. Não existe motivo algum para que ao mínimo deslize comecemos a colocar tudo em causa.

No entanto, nada disso invalida que continuemos a ser exigentes com o Grupo de Trabalho e a querer deles sempre o máximo ao nível da atitude e da entrega. O que não podemos é confundir isso com vitórias, ou seja, o facto de não ganharmos um qualquer jogo não invalida que a Equipa tenha feito tudo para o vencer e com o Sérgio Conceição já pudemos constatar que isso é condição mais do que obrigatória.

Não poderia deixar passar em claro a brilhante performance da nossa Equipa de Ciclismo na Volta a Portugal, que culminou com 6 Vitórias de Etapa, a Camisola da Montanha, o Prémio por Equipas e o Primeiro e Segundo lugar da Classificação Geral Individual. Foi um domínio inequívoco de uma Equipa dirigida de forma exímia pelo Nuno Ribeiro que soube sempre, ao longo da prova, controlar a corrida da forma que nos era mais conveniente.

Uma palavra também para a RTP pelo, já recorrente, péssimo Serviço Público prestado com comentários verdadeiramente tendenciosos de Marco Chagas e João Pedro Mendonça onde, bastantes vezes, foi notória a dificuldade em pronunciar o nome do FC Porto. Também pudemos assistir, como na edição do ano passado, à tentativa de desorientação da Equipa Azul e Branca por parte dos repórteres que faziam as Entrevistas no final das Etapas sempre com perguntas do tipo: “Mas quem é agora o líder?”; “Com tantos ciclistas a poder vencer a Volta isso não poderá ser um problema?”. Infelizmente, a RTP continua a brindar-nos com este péssimo Serviço, verdadeiramente tendencioso e alérgico ao Azul e Branco.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

17 agosto, 2017

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PLANTEL.


Depois de uma pré-época de nível elevado, e de uma jornada inicial muito bem conseguida a catapultar-nos para o sempre agradável primeiro lugar da classificação, nada como cruzarmo-nos com um dos ex-libris da fatah anti-Porto em Portugal: O Tondela.

Como seria de esperar, e apesar de ainda só estarmos na 2ª jornada do campeonato, a equipa tondelense entrou em campo como se estivesse nos derradeiros 90 minutos da prova, a necessitar desesperadamente do ponto para sobreviver. Cada bola disputada era uma luta pela vida. Como equipa portuguesa medíocre que se preze, a estratégia escolhida foi a da faca nos dentes na defesa e chutão para os galgos, ou eventuais bolas paradas, nos movimentos ofensivos. Apesar da partida controlada e do perigo insípido das investidas da equipa da casa, a verdade é que foi a primeira vez desde a digressão mexicana, de há quase 1 mês atrás, que nos sentimos desconfortáveis no resultado.

Como em qualquer discussão de adepto de bancada, café ou sofá, podemos argumentar pelo nome deste ou aquele jogador para lançar dentro das 4 linhas. Dentro das preferências pessoais de cada um, milhares de argumentos são justificáveis. Olhando para a realidade nua e crua, no nosso banco em Tondela, como "armas secretas" tínhamos um médio ofensivo (Otávio), e a coisa mais parecida com um atacante puro era Hernâni, um jogador que por muita fé que se possa ter, ou não, nele, neste momento está longe de ser uma solução para as nossas necessidades. Se quisermos entrar num campo mais depressivo, ver num jogo de campeonato, Marega como a melhor opção credível para titular do FCP, entra no campo do surrealismo dáliano.

Por mérito próprio, chamamento divino, destino (ou todos juntos), Sérgio Conceição pegou nas aparas de NES e Lopetegui, e conseguiu até ao momento, contra todas as expectativas, formar um esboço coerente de uma equipa coesa, competitiva, ofensiva e a praticar bom futebol. Contudo não nos iludamos. Este jogo de Tondela não foi caso único. Jogos menos conseguidos acontecem e acontecerão. A perda de pontos será infelizmente uma inevitabilidade numa prova longa como é a Liga Portuguesa. Ciclos menos positivos, uma quase certeza.

Apesar do bom trabalho que a SAD azul e branca tem efectuado neste início de temporada de 2017/18, dentro das contingências a que se vê obrigada, se quiser alcançar o topo das competições nacionais, é essencial fornecer ao treinador algo mais do que uma pistola de fantasia com fulminantes. Se o treinador vê num esquema de 4-4-2 a fórmula de alcançar o sucesso, não se pode compor o plantel nas necessidades eternas do 4-3-3. Não faz muito sentido ter 7 médios para 2 lugares, e 7 avançados para 4. Há uma descompensação aqui que, caso não seja corrigida, numa época longa e dura com sobrecarga de jogos, lesões e castigos leva a que o treinador em algumas ocasiões tenha que inventar, com o perigo que isso representa.

Sendo ainda prematuro fazer juízos de valor definitivos até ao mercado fechar, faço votos que a SAD portista esteja atenta a este nosso calcanhar de Aquiles, com o risco que uma atitude laxista possa significar.


Confesso que a temporada ciclista me passa completamente ao lado. Não faço a mínima ideia quando ocorrem os vários meetings e grandes prémios, nem sequer os nomes dos seus vencedores. Contudo, desde tenra idade, dois grandes momentos existem que tenho curiosidade natural em acompanhar: A Volta a França e a Volta a Portugal.

Se a prova gaulesa tem ganho ainda mais prestígio, e audiências, nas cadeias televisivas internacionais, é verdadeiramente lamentável o clima de frete com que se cobre a principal prova nacional. Com as genuínas críticas que se podem apontar à RTP por alguns "lapsos" nos seus comentários, esta merece o benefício da dúvida por ainda ser a única que se preza a dar destaque às aventuras e desventuras dos vários heróis sobre rodas, o maior dos quais este ano, o nosso Raúl Alárcon. Como tal, não queria deixar de endereçar os meus parabéns à W52-FC-Porto por mais uma Volta conquistada.

16 agosto, 2017

ABOUBAKAR vs LUISÃO.


Se há frase relativa ao futebol com a qual concordo perfeitamente é a mítica proferida pelo ex-presidente do Vitória de Guimarães, António Pimenta Machado: “No futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”. Quem anda neste Mundo ou simplesmente o acompanha de perto, já por diversas vezes assistiu ou viveu situações nas quais esta frase se aplica na plenitude.
Mas se a mesma é indesmentível, também não é menos verdade que existem neste Mundo um conjunto de “virgens ofendidas” que clamam por seriedade e honestidade intelectual quando a verdade se “distorce” em seu desfavor, mas que rapidamente a assumem como incontornável quando a mesma vai de encontro às suas preferências.

Vincent Aboubakar, avançado do nosso clube e com o qual temos contrato (convém não esquecer, pois até parece que o mesmo termina daqui a 15 dias), não gostou da forma como foi tratado na pré-época passada. Sobre isso não me vou pronunciar, pois não tenho dados que me permitam avaliar se o camaronês foi alvo de um tratamento incorrecto ou se tudo se ficou a dever a mera opção técnica, independentemente da concordar ou não com a mesma. O que é facto, é que o mesmo se sentiu injustiçado e rapidamente a comunicação social centralista procurou “fazer sangue”. Com a facilidade de ter emigrado para o Besiktas e de na Champions o slb ter ficado no mesmo grupo dos turcos, os imparciais jornalistas montaram a “ratoeira” ao atleta, e numa altura em que tudo lhe corria bem no clube de Istambul, questionaram o jogador se queria voltar a Portugal. Que resposta se esperaria? “Sim, quero!” ou “Sim, tenho saudades do banco!” ou “Claro, quero voltar a ser suplente!”. Como é evidente, a maior referência actual do futebol dos Camarões, respondeu que não queria regressar... óbvio! É que além do aspecto desportivo, convém recordar que na Turquia a percentagem de desconto do salário do jogador é muito inferior à aplicada em Portugal, pelo que a remuneração auferida é substancialmente superior.
Finalizada a época, qualquer jogador que tenha contrato com um clube tem que regressar à origem, e foi obviamente isso que aconteceu.
Nova época, novo treinador, novo diretor para o futebol, nova estratégia, nova política desportiva, novas dinâmicas e relações. O camaronês passa a sentir-se mais importante no grupo, mais valorizado, mais reconhecido e com maior preponderância no 11 titular. Resultado natural? Aquilo que há um ano era verdade (a vontade de não voltar a jogar no Porto), passa a mentira! Mas passa a mentira porque todo o contexto mudou! Passa a mentira porque o seu meio envolvente e contexto dentro do plantel mudou radicalmente. Aboubakar mudou de opinião não porque lhe tenham aumentado o salário ou por outra qualquer razão esotérica, mas tão só porque toda a realidade mudou.

O problema é que as tais virgens ofendidas que se vergam perante o clube do regime e que estão disponíveis a tudo para terem um minuto de atenção do 1.º ministro do estado lampião, quiseram e querem fazer disto um caso e um caso aparentemente virgem de um jogador que inverte discurso. Mais, ao invés de valorizarem o trabalho que aparentemente foi feito pelo treinador e estrutura junto do jogador, persistem é em lhe querer encontrar futuro num outro clube por estar a iniciar o último ano do actual contrato, como se também esta situação fosse virgem no futebol ou até mesmo em Portugal.

Curioso que não é preciso recuar muitos anos para nos recordarmos da novela de todos os verões do clube da luz: a saída de Luisão! Todos os anos era desta, Luisão dizia que o seu ciclo tinha chegado ao fim, apareciam dezenas de grandes clubes europeus interessados no seu contributo, o brasileiro chegava tarde para treinar porque estava a analisar as soluções, mas depois o final era sempre o mesmo: aumento salarial e continuidade na luz, como ainda hoje acontece. Não, nessa altura o que era verdade hoje não era mentira manhã. Não... Luisão amava e ama o benfica, adorava e adora lisboa, e tudo não passavam de situações normais de mercado. São uns ridículos que de tão descarados que são tornam-se a chacota para quem tem dois dedos de testa.

Meus caros, não nos deixemos intoxicar por esta gente que insiste e persiste em nos menorizar e dividir. O FC Porto somos nós contra tudo e contra todos.

Um abraço, até domingo no sítio do costume!

PS – Finalmente, finalmente! Nas próximas duas semanas estarei de férias. Regresso a 6 de Setembro.

15 agosto, 2017

A DIFÍCIL HERANÇA DE SÉRGIO.


É indesmentível que, dois meses após a apresentação de Sérgio Conceição, os sinais da equipa são positivos, não sendo brilhantes, nem fantásticos, creio que nenhum Portista poderá estar insatisfeito com aquilo que viu na pré-época e com aquilo que viu nos primeiros dois jogos do campeonato.

Porém, há coisas que admito continuam a desagradar-me e outras que mais do que desagradar, irritam-me profundamente e entram no campo dos fenómenos inexplicáveis.

Não creio que os mais de 70 milhões provenientes da venda de jogadores constituam uma notícia verdadeiramente positiva para o universo Portista. Acho que era imperioso ter feito um encaixe bem superior e que era necessário limpar de forma mais efetiva uma folha de jogadores, dos quais vários deles são de uma mediocridade que devia fazer corar quem decidiu a sua contratação para um clube com a enorme dimensão do FC Porto. É indesmentível também que só um encaixe de mais de 100 milhões de €, teria permitido um ataque ao mercado para suprir algumas das óbvias necessidades do atual plantel, mas também já se percebeu que é quase impossível fazer encaixe significativo com os excedentários que restam, sim porque fazer encaixes com bons jogadores é muito mais fácil.

Infelizmente, cometeram-se muitos erros nos últimos anos, gastaram-se muitos milhões de € em jogadores sem qualidade para um clube como o FC Porto, errou-se, por isso, muito na gestão desportiva, para além do adormecimento comunicacional (problema resolvido e bem pelo atual diretor de comunicação, honra lhe seja feita!), aproveitado pelos outros, das mais variadas formas, legais, ilegais, pouco éticas, nada éticas, etc…

Não espanta, porém, que alguém tenha querido levar Ruben Neves por 18 milhões, mas que ninguém queira Herrera por uns 15 milhões, que Adrian Lopez se mantenha no seu enésimo empréstimo porque ninguém o quer a titulo definitivo por um valor minimamente aceitável, que Jose Angel tenha saído a custo zero e que fazer algum encaixe financeiro com Abdoulayes, Suks, Buenos ou Zé Manuéis seja tão provável como acertar na chave do Euromilhões.

Por tudo isto, não posso também deixar de elogiar fortemente Conceição pelo discurso que tem tido, contrariamente ao fraquíssimo conteúdo do discurso de NES. Conceição tem um discurso que é ao mesmo tempo otimista, mas que foge da monotonia de um discurso feito de lugares-comuns e afirmações que não acrescentam coisa nenhuma. Mais do que lamurias relativamente do que falta, Conceição tem sabido trabalhar com o que tem, potenciar o que é possível e esconder ao máximo aquilo que é menos bom.

Mas de uma coisa ninguém tenha duvidas, por mais defeitos ou criticas que se lhe possa apontar, é evidente que a herança de Conceição não é fácil dados os condicionalismos financeiros em consequência de muito disparate cometido. Conceição não dispõe, nem disporá dos milhões de € que todos os anteriores treinadores tiveram, por isso não coloquem, uma vez mais, nas costas do treinador todas as responsabilidades de um eventual insucesso. Até porque um eventual sucesso, com os mesmíssimos jogadores das ultimas 4 épocas sem títulos, dever-se-á, sobretudo, ao treinador!

13 agosto, 2017

A VITÓRIA DO SACRIFÍCIO.


TONDELA-FC PORTO, 0-1

É com jogos como o desta noite que, por vezes, se vencem campeonatos. Esta foi uma das frases de Sérgio Conceição no fim do jogo. Não poderia estar mais de acordo com tal conclusão. O FC Porto obteve três pontos importantes e, na parte final, não ganhou para o susto.

É certo que os portistas poderiam ter obtido outro resultado, mas algumas oportunidades desperdiçadas impediram os Dragões de tranquilizarem antes do final do jogo.


O Tondela manietou o FC Porto na primeira meia hora do encontro. Impediu, muitas vezes, que os laterais azuis-e-brancos subissem até à linha final e condicionou o jogo de Óliver Torres que é nada mais, nada menos que o cérebro da equipa portista.

Os homens de Tondela fizeram da sua arma o jogo directo, procurando surpreender os Dragões através de lances em profundidade ou em segundas bolas. Mas a equipa de Pepa não criou lances dignos de registo.

De registo, ficou mais uma grande penalidade por assinalar a favor do FC Porto. Depois de, na 1ª Jornada, Marcano ter sido socado por Moreira na grande área, desta vez Ricardo Costa agarrou, primeiro, e derrubou, depois, Marega na área tondelense. A falta começou fora da grande área, mas terminou dentro.

Eu pergunto para que serve o VAR (Vídeoárbitro). Para nada. Ou melhor, se calhar para decidir lances a favor de outra agremiação em que depois as más decisões são justificadas com a má colocação das câmaras ou com imagens deficientes. Que conveniente!


O certo é que, tal como no ano passado, tudo parece igual ou pouca coisa mudou. Um penalty assinalado ou não, pode fazer toda a diferença num jogo de futebol. Se o VAR não vem para ajudar a facilitar as decisões dos árbitros, então poupe-se dinheiro e recursos.

Voltando ao jogo, o FC Porto procurou o golo. Demorou a chegar, mas acabou por aparecer à passagem dos 37 minutos. Brahimi conduziu a jogada, lançou Corona na direita do ataque portista. O mexicano centrou para o coração da área contrária onde um defesa tondelense aliviou, de forma, defeituosa. Alex Telles tentou o remate frontal, a bola sobrou para Aboubakar que, isolado e à segunda, bateu o guarda-redes da equipa da casa.

Desta vez, o árbitro pediu o auxílio do VAR (outra conveniência), quiçá para tentar vislumbrar uma irregularidade num golo limpinho. Que pena, não é sr. Padre? O golo é regular.

O intervalo chegou pouco depois. Pensou-se que os Dragões tinham aberto finalmente o jogo para uma etapa complementar mais produtiva e mais facilitada.

O início da segunda parte veio, realmente, mostrar um FC Porto mais perigoso e com mais oportunidades, mas Aboubakar, com uma bola no poste, e Marega, com um remate para defesa aparatosa do guarda-redes contrário, tiveram a oportunidade de sentenciar a partida.


A partir daí, o Tondela cresceu, operou substituições no sentido de subir no relvado e disso não soube o FC Porto tirar partido. Retraiu-se em campo e Sérgio Conceição foi obrigado a reforçar o meio-campo de forma a estancar o ataque da equipa da casa.

Por duas vezes, Iker Casillas foi chamado a intervir com duas defesas difíceis e aparatosas, sem não esquecer que fica ligado a uma fífia e que poderia ter comprometido os três pontos já bem perto do final da partida.

Não foi um bom jogo do FC Porto. Foi, sim, uma boa vitória, que valeu três pontos e que podem ser muito importantes para as contas do campeonato. A deslocação a Tondela revelou-se muito difícil para um Dragão que nunca conseguiu impor o seu jogo como durante a pré-época. A equipa soube sacrificar-se, soube unir-se e soube jogar como uma só para arrecadar o mais importante: a vitória.

Na próxima jornada, o FC Porto recebe o Moreirense no Estádio do Dragão e prevê-se mais uma enchente para apoiar a equipa e ver os seus jogadores somar mais três pontos.

Notas finais para as boas prestações de Corona e Brahimi no apoio à equipa e no trabalho incansável e de grande sacrifício de Marega no desgaste à equipa beirã.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “A vitória é justíssima”

FC Porto é justo vencedor
“Há sempre riscos quando se está a ganhar pela margem mínima. Um lance poderia dar o empate, mas estávamos precavidos para o jogo do Tondela. É difícil jogar contra uma equipa que faz muito jogo direto. A jogar assim, tenho a certeza que será difícil para qualquer adversário sair de Tondela com pontos. Não foi um espetáculo brilhante e tentámos impor a nossa dinâmica sempre que podíamos, mas também há mérito do Tondela na forma como nos condicionou. Mesmo com pouco espaço, tínhamos de tentar desequilibrar a defesa. Poderíamos ter feito o 2-0 e isso ia dar maior tranquilidade à equipa, mas a vitória é justíssima e não há nada a dizer.”


Entender o jogo
“Temos de saber entender o jogo. Quando o adversário nos condiciona, temos de ser inteligentes e não arriscar certas situações. Tínhamos de aproveitar melhor a capacidade dos nossos avançados. Por vezes perdemos bolas que não devíamos perder, mas soubemos sempre recuperar. Na generalidade, foi um jogo controlado por nós.”

Ganhar sabe sempre bem
“Tínhamos de igualar a agressividade do Tondela. Poderíamos ter feito três ou quatro golos, mas estas vitórias também são saborosas. Na época passada o FC Porto perdeu dois pontos neste estádio.”

Qualidade e confiança
“Os meus jogadores têm uma qualidade enorme, seja a jogar em casa ou fora. Será sempre a mesma coisa. É preciso não esquecer que jogamos sempre contra um adversário que nos cria dificuldades. O importante é saber sempre responder a essas dificuldades. O importante é a resposta dos jogadores e eu confio cegamente neles.”



RESUMO DO JOGO

12 agosto, 2017

VAR - VIDEO AMIGO DO REGIME!


É inacreditável o ponto a que chega a impunidade do clube do regime e a forma como os Agentes do Futebol, e não só, lhe são subservientes é absolutamente vergonhosa.

Depois de tudo o que tem sido tornado público nas últimas semanas, como o apoio a claques ilegais, o acesso a informações da vida pessoal de árbitros e ao Telemóvel do Presidente da FPF, a influência exercida sobre os mais diversos agentes desportivos para que decisões relativas à arbitragem e disciplina lhe sejam favoráveis e, mais recentemente, o desejo de vasculhar o Computador de um seu Ex-Treinador, eis que o início da implementação do VAR tem sido a cereja no topo do bolo do proteccionismo ao clube de carnide.

Nos 2 jogos oficiais que esse clube disputou, Supertaça e receção ao Braga, temos nada mais nada menos que 2 lances de golo mal ajuizados pelo VAR. Na Supertaça, no primeiro golo marcado por Jonas, na altura do cruzamento que origina a frangalhada de Miguel Silva, Seferovic está adiantado como se comprova na imagem abaixo exposta e, claramente, é o seu posicionamento que origina o erro do Guarda-Redes Vitoriano. Jorge Sousa, no VAR, indicou a Artur Soares Dias que o golo é legal.


Na partida da passada Quarta-Feira, o Braga chega ao 3-2 de forma absolutamente limpa, o golo é invalidado pelo assistente, e Fábio Veríssimo, no VAR, confirma a decisão.

Embora sejam lances onde as repetições mostradas não são as mais claras, mas já lá vamos, é inacreditável como é que alguém com acesso a imagens de todas as Câmaras que estão a filmar a partida consegue confirmar as erradas decisões de quem dirige a partida no relvado. O VAR pode não ter qualquer efeito prático, como se vê claramente nestes dois exemplos, mas servirá para desmascarar, ainda mais, quem anda no Futebol ao serviço do Clube do Regime, pois só assim se compreende que alguém vendo estes lances na Televisão consiga decidir a favor dos de carnide.

Mas, se na minha opinião não existe qualquer desculpa para o VAR nestas duas jogadas, também é preciso salientar que as imagens não são as melhores. Se no caso da Televisão do Regime é apenas a continuação de uma palhaçada que se arrasta pela 5ª Época consecutiva, mas que esta Temporada terá contornos ainda mais graves devido à utilização do VAR, no caso da RTP seria exigível um pouco mais de rigor na transmissão da partida.

E foi para mim curioso assistir ao pedido de desculpas do realizador do jogo Ricardo Espírito Santo por ter feito um plano do seio de uma adepta do regime, sem que tenha existido também um pedido desculpas por não ter contribuído para o auxilio ao cumprimento das regras do jogo de forma negligente. A imagem do Fora-de-Jogo de Seferovic que apresento em cima foi tirada com a minha TV em Pausa, para que toda a gente possa ver a posição do Suiço no momento do cruzamento e ai constatar claramente a sua posição irregular. No entanto, o senhor Ricardo Espírito Santo, que como realizador deveria ter a responsabilidade acrescida de garantir a imparcialidade e também o máximo de rigor possível na difusão das repetições de forma a que todos os espectadores ficassem esclarecidos à cerca da legalidade dos lances, não foi capaz de parar a imagem na altura do cruzamento e assim mostrar, inequivocamente, que o primeiro golo do Regime foi obtido de forma ilegal.

Quero acreditar que tal como no plano do seio da dita adepta, o senhor Ricardo Espiríto Santo também se sentirá arrependido por não ter sido capaz de esclarecer de forma mais clara os Telespectadores que acompanharam a partida na Televisão do Estado.

Posto isto, meus amigos, está mais do que visto que a luta será dura e que tudo valerá para que o tão ambicionado Penta aconteça. Resta-nos continuar unidos, focados, mas também humildes, porque se mantivermos todos esta atitude acreditem que iremos ser muito felizes lá mais para a frente.

Um abraço Azul e Branco,´
Pedro Ferreira

11 agosto, 2017

SEM NOME E SEM VERGONHA.


Está lançado o debate público sobre a legalização das claques. Está previsto na lei, desde 2009, que nenhum promotor de espectáculos desportivos pode apoiar uma claque ou grupo organizado de adeptos que não estejam devidamente legalizados e registados como uma associação. Já não vou entrar aqui na questão de concordar ou não concordar com a legalização, com o facto de todos os ultras terem aparentemente de se identificarem para fazerem parte da claque, entro apenas na questão da lei. É lei e portanto é para cumprir. Julgava eu...

Lisboa está à margem da lei, o Carnide está à margem da lei e naturalmente os No Name Boys e os Diabos Vermelhos estão à margem da lei. De forma absolutamente clara e à vista de toda a gente, sem medo das consequências. Estão fora da lei, sabem-no, demonstram-no e gabam-se disso mesmo.

As claques benfiquistas quanto a mim podem ser ilegais para sempre, Vivo bem com isso. Não podem é ter as mesmas regalias do que as claques legais.


Podem concentrar-se num café ou em casa de um elemento do grupo, não podem ter uma sede própria oferecida pelo Clube. Podem ir à MegaStore todas as semanas comprar bilhetes, não podem é ter direito a remessas que nem passam pela bilheteira. Podem ir de carro, carrinha ou autocarro apoiar o seu clube, desde que paguem do seu próprio bolso como qualquer outro sócio anónimo, não podem ter viagens grátis e “pága o Benfica”. Podem entrar cachecóis, estandartes, bandeiras ou faixas do clube, não podem é usar material da claque. Podem ir ao jogos fora como qualquer adepto dito “normal”, não precisariam é de chamar a polícia e fazer-se uma “caixa de segurança” para os proteger, como se faz a qualquer claque. Exemplo disso ainda agora, há menos de dois meses, o jogo de Hóquei em Patins no Dragão Caixa.

Estamos a falar de claques que levam dois assassinatos desde a sua fundação. Claques que quase mataram um jogador de hóquei do Porto. Claques que queimaram um autocarro de adeptos do FC Porto que se tinham deslocado a Lisboa. E tantos outros exemplos...

Estes indivíduos recusam-se a dialogar com quer que seja, muito menos com a autoridade. Deste lado, onde existe um grupo bem mais aberto (para o bom e para o mau), onde a polícia sabe perfeitamente quem é e quem não é da claque, quem vai muitas vezes, quem nunca vai e quem vai sempre, onde existe um clima de cooperação uns com os outros, somos sempre os perseguidos os e os alvos a abater.


A PSP, em vez de andar atrás daqueles que não dão a cara todas as semanas nos estádios portugueses e em alto e bom som cantam “ilegais allez”, fez uma caça às bruxas no primeiro jogo do campeonato com o Estoril. No final do jogo, já com tudo a desmobilizar, confrontou agressivamente jovens para lhes revistar... o cachecol. No meio de tanta revista, um auto de apreensão! Um artefacto perigosíssimo que põem qualquer espectador em perigo. Um cachecol que diz “NO PYRO NO PARTY”. Contado ninguém acredita mas é mesmo verdade.

Os lampiões são ilegais e a autoridade cai em cima dos legais. Neste país, o crime compensa. Estamos numa república das bananas. É não passar cartão a esses senhores, que aos anos passeiam as fardas e as trombas pelo país inteiro atrás de nós, mortinhos por nos cair em cima à primeira oportunidade.

Um abraço ultra.

09 agosto, 2017

ENTRADA DE DRAGÃO.


FC PORTO-ESTORIL, 4-0

O FC Porto começou o campeonato dando continuidade à boa pré-época realizada. Uma equipa intensa que massacra, que mói, que persiste e que quer sempre mais. Não se dá por satisfeita depois de estar em vantagem.

Assistimos, neste fim de tarde, a uma exibição fantástica de uma equipa que sabe o que quer. O FC Porto esmaga, sufoca e coloca o adversário em sentido. O Estoril que o diga. O futebol é virado sempre para o ataque e o ritmo é desconcertante. O Estoril não teve um momento de descanso e de tranquilidade para pensar o seu jogo.


Que diferença deste Porto para o Porto da época passada. E o grosso dos jogadores está lá. A postura, a atitude e a performance é que são completamente distintas. O principal responsável tem um nome: Sérgio Conceição. O treinador portista conseguiu num mês cativar um grupo de jogadores e soube passar a mensagem daquilo que pretende.

Claro que ainda há muito para melhorar, muitos aspectos para trabalhar e o plantel poderá não estar completamente definido. Mas, neste FC Porto, há trabalho feito e é nisto que nos importa focar de momento. Realçar o que vimos esta tarde no Estádio do Dragão é aquilo que importa descrever.

O primeiro golo só chegou depois da meia hora num lance em que Marega, acabado de entrar para o lugar do lesionado Soares, aproveitou um mau passe de Mano para Moreira e rematou para a baliza deserta.

Mas o lance do primeiro golo, apesar de ser uma oferta monumental, também tem mérito da parte do avançado portista. A pressão constante e a atitude de nunca dar um lance como perdido são sinais evidentes neste FC Porto 2017-18. E com esta evidência, o FC Porto inaugurou o marcador.


No primeiro tempo antes do golo, o FC Porto tinha desperdiçado algumas boas oportunidades, sobretudo por Aboubakar. Viu o árbitro, e bem, anular três golos. Mas já não esteve bem na análise de um lance na área canarinha quando o guarda-redes estorilista, ao tentar socar uma bola, acertou em cheio no nariz de Marcano. Terá ficado uma grande penalidade por assinalar.

Na segunda parte, jogo novamente de grande intensidade por parte dos Dragões. Agressividade e persistente procura da bola e de golos foi visível no relvado. Brahimi, aos 52 minutos, numa iniciativa individual, entrou na área e, na cara de Moreira, atirou para o fundo das redes.

Com 2-0, o FC Porto atingia a tranquilidade, mas os azuis-e-brancos queriam mais. Mais golos é a palavra de ordem desta equipa. Os canarinhos ainda tentaram reagir. Tiveram três bons remates. Dois bem defendidos por Casillas e outro que roçou a trave da baliza portista.


Mas a noite era azul-e-branca. Aos 60 minutos, Óliver Torres assiste Marega que, de cabeça, bisa na partida e dez minutos depois, o médio espanhol bate um livre para a área onde surge o seu compatriota Marcano a cabecear para o 4-0. Inicialmente, o golo foi anulado por pretenso fora-de-jogo, mas a tecnologia do videoárbitro veio repor justiça, validando o golo.

Até ao fim da partida, houve ainda tempo para mais oportunidades desperdiçadas, com destaque outra vez para Aboubakar. O camaronês fez um jogo em grande, mas esteve numa noite de azar no capítulo da finalização. Em grande também estiveram Óliver, um jogador de grandíssima classe, Brahimi a atacar e a defender, embora por vezes cometa exageros desnecessários, e Marega que aproveitou a oportunidade para mostrar que quer ser solução.

O FC Porto soma os primeiros três pontos e no próximo Domingo desloca-se a Tondela para cumprir a 2ª Jornada da Liga NOS 2017/18.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Foi um jogo muito positivo”

O mar azul
“Tivemos um apoio fantástico dos adeptos, estamos a criar um verdadeiro mar azul e eles são verdadeiramente o nosso 12.º jogador. É muito importante sentirmos esse apoio, esta paixão que eles sentem pelo clube e isso transmite-se para dentro do grupo de trabalho, que também sente isso. Há uma coisa que posso prometer, podemos até empatar ou mesmo perder um jogo – espero que não – mas a atitude, a paixão, a entrega e a dedicação estarão sempre em campo.”

A justiça do resultado
“Foi uma vitória justa. Na primeira parte, em alguns momentos do jogo podíamos e devíamos ter circulado a bola de forma mais rápida, até para encontrar espaço perante o bloco médio/baixo do Estoril. Muitas vezes tivemos algumas dificuldades em encontrar um futebol mais de apoio e diversificar esse tipo de movimentos. Mas depois, com decorrer do jogo, com a nossa intensidade, a procura constante de condicionar o adversário, a forma como estamos vivos, presentes no jogo, surgiram naturalmente os outros golos.”

A ansiedade no primeiro jogo
“A pressão é sempre positiva. Naturalmente que os jogadores poderão sentir o início do campeonato, a necessidade de dar uma resposta igual à que foi dada na pré-época. Isso é natural e é algo que sabia que, com o jogo, se ia perdendo. É uma situação normal, não é só no FC Porto e no Estoril, em todas as equipas há essa ansiedade. É bom sinal, é sinal de que os jogadores ficam vivos, desconfiados do próprio adversário.”


A força do grupo
“Hoje ficaram jogadores de fora como o André André, o João Teixeira, o Sérgio Oliveira, o Indi, o Rafa, o Layún, que está doente. Todos eles, os que jogam e os que não jogam, fazem um FC Porto competitivo, com uma luta sã dentro do grupo de trabalho e penso que isso é o mais importante. Há alguma tristeza de alguns por não participarem, mas com as competições internas e com a Liga dos Campeões toda a gente vai ter oportunidade de jogar. O espírito solidário do grupo de trabalho também é uma das nossas forças.”

A lesão de Soares
“Será reavaliado amanhã. O departamento médico saberá mais em pormenor a gravidade da lesão. O que me foi passado pelo departamento médico, com quem estamos em total sintonia, é que ele estava a 100 por cento para o jogo, se não obviamente que eu não o teria utilizado. Foi o menos bom de um jogo muito positivo da nossa parte.”

A estreia oficial no Dragão
“Senti-me muito bem. Como disse na antevisão do jogo, é óbvio que estava emocionado por saber que ia ter a minha estreia como treinador principal num jogo oficial, mas hoje acordei completamente focado no jogo, no que tínhamos que fazer para ganhar.”

O FC Porto de Sérgio Conceição
“Tem a ver com uma ideia de jogo diferente, quero um FC Porto sempre com grande intensidade, com boa agressividade, a constante procura da bola, do golo, sempre de forma organizada e equilibrada também, que é importante, condicionando muito o jogo do adversário. Temos jogadores com essas características e tentamos ao máximo potenciar essa ideia de jogo. Não vai ser sempre assim, não vamos marcar sempre quatro golos, mas acho que desta forma estaremos mais perto de ganhar os três pontos.”


RESUMO DO JOGO

UM(A) PINHÃO BADALHOCO(A).


De certo tipo de gente já não há nada que nos possa surpreender, pois quem faz do ódio pessoal a sua razão de existência, simplesmente não conhece limites. Esse tipo de gente mesquinha, rasteira, sem nível e mal amada, não devia sequer ter nascido pois a sua presença polui o universo, e não me refiro apenas à aversão a tomar banho com frequência aceitável.

Se é um facto que a comunicação social sulista e elitista, prostituta e rendida à capital, de cócoras e sem nível, encontra um sem número de exemplares no perfil anteriormente descrito, a verdade é que poucos reunirão um conjunto tão alargado de características nojentas e asquerosas como o(a) Leonor Pinhão.
Este ser humano, é a única forma que encontro de me dirigir a ele(a), tem um passado de ódio ao FC Porto e seu presidente, onde passagens como o livro de Carolina Salgado ou as crónicas semanais no jornal A Bola, são apenas retalhos de uma vida que lamentavelmente brotou há já 60 anos, numa altura em que a lei do aborto ainda não estava aprovada.

Podem os mais sensíveis estar chocados com o início do meu artigo de hoje, mas quero deixar bem claro que desde o penúltimo sábado (29/07), a diferença entre o(a) Pinhão e um qualquer animal é que tenho mais compaixão pelo animal do que pelo(a) Pinhão.
E porquê? Vindo deste(a) Pinhão já nada choca ou surpreende... ok, é verdade! Mas há limites mínimos de dignidade que o ser humano não pode, ou pelo menos não deve ultrapassar. Se o fizer, e este foi o caso, passa automaticamente a deixar de merecer qualquer respeito ou dignidade.
E o que escreveu o(a) Pinhão desta vez? Na sua habitual crónica de sábado no CM, escreveu em dada altura aquele(a) que gosta tanto de um chuveiro como a Tânia Laranjo:

“O diretor de comunicação do FC Porto, por exemplo, anunciou na semana passada que o melhor está para vir e logo no dia seguinte o presidente do clube sofreu uma queda aparatosa que o remeteu para o leito de um hospital”.
Meus caros, quem faz uma afirmação destas na mesa de um tasco, é de lamentar e só o pode fazer por estar embriagado ou por defeito de formação humana.
Mas quem o escreve num jornal, apenas merece que se lhe deseje o mesmo: que se junte ao Eusébio!
De pouco vale um discurso falsamente moderado, típico do primeiro ministro lampião, numa qualquer televisão quando depois se escreve isto. Isto é ser nojento(a), asqueroso(a), porco(a), badalhoco(a) e apenas ao alcance de gente sem nível, sem princípios e sem valores éticos e morais. Falar de defeito de formação humana é utilizar um eufemismo para classificar quem se exprime publicamente desta forma. Daqui em diante, qualquer um que lhe deseje a morte está absolutamente legitimado!
Se calhar desejar-lhe a morte não é suficientemente mau. Provavelmente é bem pior desejar-lhe uma inundação em casa, mesmo que a água não suba além do tornozelo! É que imaginando o efeito que H2O poderá ter em alguém que lhe tem alergia, estaremos seguramente a falar de um castigo devastador e torturante que quiçá poderá ultrapassar a morte.

Como não temos memória curta, sublinho que esta não é a primeira vez que publicamente alguém ligado ao único clube em Portugal cujas suas claques já assassinaram adeptos adversários, deseja a morte ao nosso presidente. Já em plena emissão da benficatv, um seu comentador desejou que Jorge Nuno Pinto da Costa fosse fazer companhia a José Maria Pedroto. Perante isto, pedir depois aos outros que sejam moderados ou respeitadores, só por brincadeira. Jesus Cristo é que levou um estalo e deu a outra face. Eu não sou Jesus Cristo nem espero ser. Quem se mete desta forma com o meu clube ou os que o servem, leva resposta e o mesmo tipo de sentimento. Não nos podemos silenciar ou ignorar quem tanto mal nos deseja, quem nos deseja tão mal ao ponto de escrever o que este(a) Pinhão escreveu.

Meus amigos, é por estas e por (muitas) outras que temos que estar mais unidos do que nunca se queremos regressar aos títulos e às vitórias. Mais do que nunca temos que estar reunidos em torno daquilo que é nosso e em torno daqueles que são os únicos que neste momento nos podem devolver ao caminho da glória.

Até logo, no sítio do costume!

07 agosto, 2017

A TRISTE REALIDADE: UM CAMPEONATO COM 17 EQUIPAS E 1 BATOTEIRO.


Sinceramente, ao olhar para os últimos desenvolvimentos do futebol português não sei muito bem se devo rir ou chorar. Por mais piada que achemos a determinadas coisas, depois constatamos o tempo que perdemos, as angustias que sofremos e a expetativas que criamos em relação a uma coisa que se chama futebol e damos por nós a pensar: “estarei a fazer figura de tolo ao me chatear e perder tanto tempo com isto?!?!”.

O facto deles até agora apenas negarem a acusação de corrupção, mas nunca o conteúdo do que foi divulgado ao nível de mails e sms, bem como o facto de alguns intervenientes nos mails divulgados, nomeadamente o sr. Figueiredo (aquele que enquanto presidente da Liga, disse que iria estar sempre ao lado de um clube!), já terem admitido a veracidade e existência dos mesmos, já indiciava que tudo o até aqui divulgado seria real e verdadeiro.

O anúncio de que eles irão fazer uma queixa contra o FC Porto por acesso a correspondência eletrónica comprova factualmente que tudo aquilo é verdade, existe, não foi manipulado, nem inventado. A partir daqui poderemos então refletir sobre tudo isso, com a certeza de que estamos perante coisas reais, verdadeiras, que existiram mesmo. Acrescente-se que também caberá a eles provarem que o FC Porto, e os outros órgãos de comunicação social como o Expresso (ou só fizeram queixa do FC Porto?!?!?!?!), acederam ilegalmente a estes mails. Caso não o conseguirem fazer, mesmo com uma vasta equipa de advogados e consultores, será que a indemnização de 50 milhões seguirá sem sentido contrário, ou seja, a favor do FC Porto?

Conclui-se e constata-se, portanto, que aquilo que estamos a viver é uma “guerra” em que clube se julga completamente acima das leis, aliás, esse clube julga-se superior ao próprio estado de Direito, uma espécie de realidade paralela à margem das leis pelas quais se regem todas as outras instituições e pessoas, algo mais comum num qualquer país africano subdesenvolvido do que num país da UE.

É evidente que a posição do FC Porto não pode ser outra em relação a tudo isto. Uma postura não agressiva, mas sim bélica e violentíssima, de denúncia constante, alto e bom som na maior parte dos órgãos de comunicação social possível, da pouca-vergonha que semana após semana se vai sabendo em relação a tanta nojice encornada. Outra dimensão diferente, mas igualmente importante, é sermos competentes dentro de campo, treinador, jogadores e SAD. A culpa de termos chegado aqui também é obviamente nossa e já é tempo de estancar os erros das ultimas quatro épocas.

Não há outra forma de reagir, senão sermos violentos e incómodos em relação àquilo que é um clube que se julga no direito de brincar com tudo e todos, instituições governamentais incluídas…

É preciso ter uma lata descomunal quando vemos agora um senhor com orelhas grandes estar muito preocupado com a imagem do futebol português. Quando há uns anos foi à UEFA pedir a exclusão do campeão nacional (título ganho com 20 pontos de vantagem) da Champions League aí não estava preocupado com a imagem do futebol português.

Infelizmente tudo isto é uma grande tristeza mas é o que há…

É triste saber que um campeonato vai começar e uma das equipas tem um 1º ministro que prefere "lugares na liga a bons jogadores" e que, a julgar por algumas prosas de Adão para Guerra, tem "os padres que escolhe e ordena, nas missas que celebra"…

É triste saber que um clube tem o poder de aceder indevidamente a relatórios de observadores para “dar cabo” a notas de árbitros…

É triste saber que o assessor jurídico da SAD de um clube recebe listas com candidatos a árbitros e assistentes da Liga com mensagens do tipo “por esta ordem, estes são os melhores e nada pode falhar”…

É triste saber que há delegados da Liga que querem ser os “meninos queridos” de um certo e determinado clube e que inclusivamente trocam mensagens de afeto com assessores jurídicos desse clube…

É triste saber que um clube recebe, através do presidente da assembleia geral da Liga, documentos oficiais da Liga, antes ainda de todos os outros clubes terem conhecimento…

É triste saber que há um clube que recebe e monitoriza os sms de Fernando Gomes, atual presidente da FPF…

É triste saber que um clube recebe mails sobre aspetos da vida privada e íntima de árbitros de futebol, incluindo fotografias de amantes…

É triste saber que um clube apoia ilegalmente claques, negando depois a existência das mesmas, quando o seu próprio treinador dá os parabéns quando uma das claques celebra o aniversário ou quando um funcionário do próprio clube ajuda a claque em dia de jogo…

É triste tudo isto e muito mais, mas é contra isto que também temos de combater!