21 outubro, 2017

futebol, 20:30, sporttv1 – FC PORTO Vs. paços ferreira

O DRAGÃO VESTIDO DE GALA

A Gala anual dos Dragões de Ouro terá a sua edição deste ano na próxima Quarta-feira mas os portistas esta noite fizeram questão de fazer um ensaio vestidos de traje. O FC Porto recebeu e venceu, de forma estrondosa, o P. Ferreira por claros 6-1. Terá sido a melhor exibição dos portistas esta época que viveu esta noite momentos altos de grande inspiração.  

O FC Porto, perante o seu público, não dá hipótese internamente. Goleada após goleada, os Dragões já levam mais de 20 golos no seu estádio a contar para a Liga NOS.

Sérgio Conceição regressou ao 4x4x2 com que iniciou a época. Colocou Marega ao lado de Aboubakar e Corona e Brahimi a explorar as faixas com os apoios de Ricardo (que grande locomotiva) e Alex Telles. No meio-campo surgiram Danilo e Herrera e atrás deles a habitual dupla de centrais, Marcano e Felipe. Na baliza, Sérgio Conceição voltou a apostar em José Sá.

O jogo começou praticamente com o golo inaugural. Numa dinâmica fortíssima, o FC Porto parecia uma locomotiva imparável. Jogadas rápidas, movimentações constantes e muitos jogadores a surgirem na zona de finalização, os azuis-e-brancos abriram o marcador aos 3 minutos. Bom entendimento na ala direita com Brahimi a surgir na área a cruzar para Ricardo. Em desequilíbrio e pressionado por um defesa contrário, o defesa lateral direito rematou para as malhas pacenses.

Logo de seguida, Marega cabeceou para grande defesa de Mário Felgueiras na sequência de um lançamento lateral de Alex Telles e desvio de Marcano. Aos 7 minutos, o jogo poderia ter ficado sentenciado mas não marcou o FC Porto, aproveitou o P. Ferreira.

Aos 8 minutos, Herrera numa saída para o ataque, perdeu a bola a meio-campo e Welthon cavalgou metros até à entrada da área onde desferiu um remate ao ângulo inferior da baliza de José Sá. Sem hipóteses.

O FC Porto reagiu de imediato e continuou a fazer o mesmo jogo como se nada se tivesse passado. Aboubakar criou um lance de muito perigo, salvo sobre a linha de baliza apesar do fora-de-jogo. Mas os Dragões estavam endiabrados. Jogadas rápidas, combinações perfeitas pela direita, pelo meio e pela esquerda a que só faltava o golo.

Aos 18 minutos, Ricardo assistiu Felipe e este isolado atirou para a baliza num remate à ponta-de-lança. Estava desfeito o empate que só pecava por tardio. O P. Ferreira parecia completamente perdido, não conseguindo sair a jogar e sentia-se completamente sufocado pela equipa das Antas.

Cinco minutos volvidos, o FC Porto ampliou o resultado. Triangulação perfeita entre Brahimi, Aboubakar e Marega com o Maliano a surgir na cara do Guarda-redes contrário e a estabelecer o resultado em 3-1. Ficava cada vez mais complicada a vida da equipa da capital do móvel.

Marega não satisfeito com um golo, repetiria a proeza aos 34 minutos. Cruzamento de Ricardo na direita para a entrada da pequena área e Marega a surgir com o pé direito a fazer o resultado ao intervalo. 4-1 era um resultado curto para tanto caudal ofensivo, de grande qualidade, digno de uma Gala dos Dragões de Ouro.

Mas numa noite quase perfeita, há sempre um senão para manchar a noite. Ainda antes do intervalo, Brahimi tem uma oportunidade soberana de fazer o quinto golo. Na zona de grande penalidade, o argelino recepcionou um cruzamento da direita e quando remata a bola é defendida por um defesa contrário para canto. O árbitro, bem colocado, e o VARíssimo, com todos os meios, fecharam os olhos a mais um lance claro. É mais um de muitos para a conta dos erros graves deste campeonato.

Na segunda parte tivemos novamente o FC Porto a tentar ampliar o score. O P. Ferreira a tentar fazer pela vida, evitando uma derrota por números históricos.

Aos 55 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Felipe fazia o 5-1 mas o VARíssimo, desta vez muito atento, anulou o golo por fora-de-jogo de Aboubakar. O camaronês estava em posição de fora-de-jogo posicional, mas fez-se ao lance apesar de não ter tocado na bola.

É um lance discutível. Aboubakar não tocou na bola, fez-se ao lance, mas será que teve influência na jogada? A bola não sofreu mudança de direcção a caminho da baliza, mas a tentativa de Aboubakar condicionou a reacção de Mário Felgueiras?

Deixo estas questões para os entendidos na matéria.

O certo é que o VARíssimo foi pronto a decidir neste lance, o mesmo não o fez no lance de grande penalidade na primeira parte. São as “varísses” do costume a tender sempre para o mesmo lado.

O FC Porto manteve a bitola e procurou mais golos. O 5-1 chegou, efectivamente, aos 65 minutos. Jogada de Brahimi a isolar Marega, este rematou contra Mário Felgueiras, a bola sobrou para Corona que aumentou o resultado. Sete minutos depois, Aboubakar estabeleceu o resultado final num cruzamento de Corona onde o camaronês só teve que encostar para as malhas contrárias.

O resultado estava feito, mas foi escasso. Se o FC Porto atingisse a dezena de golos, não seria nada de estranhar, tamanho que foi o caudal ofensivo azul-e-branco e as oportunidades desperdiçadas, perante um Paços de Ferreira que viu desde muito cedo que, no Dragão, não é fácil derrubar esta equipa.


O FC Porto mantém a liderança isolada na prova e na próxima jornada desloca-se ao Estádio do Bessa para um sempre jogo complicado com os axadrezados. Espera-se um mar azul a inundar o Estádio do Bessa, mas antes o FC Porto defronta, esta Terça-feira, o Leixões para a Taça da Liga no Estádio do Dragão.

20 outubro, 2017

INDIVIDUALIZAR É FÁCIL.


Os quatro anos sem títulos têm tornado a nossa massa adepta bastante impaciente e muito instável quanto a estados de espírito e opiniões sobre certos jogadores e treinadores. Como não gosto de estar no oito, nem no oitenta e como procuro, embora nem sempre isso seja possível, observar as coisas e usar a racionalidade, não posso dizer que perdemos em Leipzig por causa de uma determinada decisão do nosso Treinador ou de uma Exibição menos conseguida de algum dos Atletas.

Infelizmente, muito por culpa dessa tal instabilidade que não deixa de ser compreensível, vi muita gente imputar a responsabilidade da derrota na Alemanha a duas pessoas: O nosso Treinador Sérgio Conceição e José Sá. O primeiro porque decidiu trocar o Guarda-Redes e o segundo porque falhou no primeiro golo do conjunto da casa. Parece-me uma análise demasiado simplista e, francamente, com muita pouca razão de ser. Não sei o motivo da troca na baliza e, sem que se tenha passado algo de suficiente grave a nível disciplinar com Casillas que fosse motivo para o relegar para o banco de suplentes como forma de “castigo”, também sou da opinião que o Espanhol deveria ter sido o titular.

Mas será justo e correto dizermos que a nossa derrota se deveu a isso? Não me parece e por vários motivos. O primeiro porque o Leipzig foi melhor do que nós durante quase toda a partida. O segundo, porque após o erro do José Sá no primeiro golo conseguimos empatar e a partir dai o nosso Guarda-Redes esteve irrepreensível. O terceiro, porque, na minha opinião, tivemos exibições individuais bem piores do que as do nosso Guarda-Redes. Não gosto de individualizar mas é impossível não falar de Layún e da forma péssima em que se encontra. Quarto, porque na única derrota que havíamos tido esta Temporada, também para a Champions, Casillas falhou no segundo golo do Besiktas e quanto a mim poderia ter feito mais no Terceiro. Não me lembro de ninguém ter imputado as responsabilidades da derrota ao Espanhol. Quinto, e último, porque no Mónaco, aos 5 minutos de jogo, Casillas largou uma bola num lance idêntico ao erro de Sá que só por sorte não originou o primeiro golo dos Monegascos. Dizer que Casillas não cometeria um erro daqueles é só intelectualmente desonesto.

Como disse acima, salvo algum motivo de força maior, Casillas deveria-se ter mantido como Titular na nossa baliza, mas é de todo absurdo dizer-se que com ele na baliza o resultado teria sido garantidamente outro. Infelizmente, ao longo destes últimos dias, fui lendo comentários desse tipo e imensas críticas ao nosso Treinador, muito poucas com algo construtivo e a procurar analisar os factos com racionalidade e sem ideias pré-concebidas.

Não há qualquer motivo para extremismos. Perdemos contra uma excelente Equipa, que foi segunda num dos Campeonatos mais fortes do Mundo e que no passado fim-de-semana foi ganhar a Dortmund pelos mesmos números com que nos bateram, ainda assim temos o Apuramento completamente em aberto e uma vitória na próxima Jornada irá nos deixar numa posição excelente para avançarmos para os Oitavos. No Campeonato é o que todos sabemos, 8 jogos, 7 vitórias e 1 empate em Alvalade. Líderes isolados como já não éramos há quase 2 anos. Não é hora para o bota-abaixo habitual que tem sido o pão nosso cada dia das últimas Épocas. As críticas são sempre importantes, desde que sejam feitas com o intuito de ajudar, desde que tragam algo de construtivo e, acima de tudo, desde que sejam feitas com racionalidade e não de cabeça quente.

Vamos arrancar para uma série de jogos importante até ao final do ano, onde se jogará a liderança do Campeonato, o futuro na Champions e nas Taças Domésticas. É decisivo mantermos o espírito destes primeiros meses de Temporada, a começar já pelo jogo de Sábado frente ao Paços.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

19 outubro, 2017

NÃO ESMORECER!


Se há umas semanas atrás dizia que tínhamos cada vez mais um FC Porto que dava gozo, mau era que 1 derrota e um mau jogo me fizesse imediatamente recuar nesse pensamento!

Mas não nos iludamos. O FC Porto é exigência constante, o “Mar Azul” tem de ser alimentado com resultados e com atitude e o jogo de Leipzig foi a antítese do que o FC Porto tem sido nesta temporada.

Algum excesso de confiança depois de refulgir no Mónaco e de uma boa prestação em Alvalade? Um adversário que mesmo sem ter grande pedigree é mais forte que muitos tubarões de nome? Um mau dia de muitos dos nossos jogadores? Talvez um pouco de tudo, mas chegar ao fim e ouvir o Capitão e demais jogadores a queixarem-se que entraram sem intensidade dá vontade de perguntar: “Mas porquê?”

Depois Casillas. Não me iludo, mesmo que confie que na maior parte das vezes o Sérgio Conceição seja sincero duvido que a “opção técnica” seja a razão para “sentar” o espanhol em favor do José Sá. Será uma reedição do Caso Baía de 2003, uma situação em que o treinador quer tomar o pulso ao balneário e a um dos seus craques? Será que o Casillas teve algum comportamento menos próprio e como tal foi punido com o banco na sua competição de eleição? Não sei, no entanto espero que as eventuais ondas de choque morram rapidamente e que não seja este episódio um momento de quebra. Sem querer alongar mais o assunto a verdade é que o FC Porto entrou mal e o 1º golo tem responsabilidades do Guarda-Redes que rendeu o espanhol, daí que espero que este caso não tenha sido a razão da desconcentração e menor concentração que a equipa demonstrou na terça-feira.

Sábado há mais, na competição que mais nos importa neste momento, por todos os motivos e mais alguns. A liderança isolada é para manter e se possível alargar e todos os Egos têm de ser postos de lado sob pena das nossas principais virtudes deste início de temporada sejam rapidamente anuladas.

17 outubro, 2017

DRAGÃO SALVOU-SE DA GOLEADA.



LEIPZIG-FC PORTO, 3-2

O FC Porto que se apresentou em Leipzig foi completamente trucidado pelo futebol da equipa alemã. Apresentando um onze muito semelhante ao utilizado no Mónaco, Sérgio Conceição decidiu colocar José Sá no lugar de Casillas, um posto muito específico numa equipa de futebol.

Já muito foi falado sobre esta troca de guarda-redes, algum ruído fez-se sentir entre adeptos mas a comunicação social tratou logo de empolar a situação, fazendo disto um caso de indisciplina ou coisa que o valha.

Não faço ideia o que se passou para haver esta troca. Prefiro aguardar pelos próximos jogos para ver o que se vai suceder mas se me perguntarem se concordei com esta opção, direi abertamente e claramente que não.

Porquê?


Simples. Se foi um caso de indisciplina, talvez esta mudança poderia ter sido feita no jogo do próximo fim-de-semana, um jogo teoricamente menos exigente. Se foi por opção técnica, direi que Sérgio Conceição cometeu novo erro depois de já o ter feito na jornada inaugural com o sistema tático apresentado frente ao Besiktas durante a primeira parte.

Podem falar que no Mónaco também arriscou colocando Sérgio Oliveira no meio-campo mas as coisas correram bem e não se fala nisso. Claro, concordo. Quando as coisas correm bem, não se critica, quando correm mal, fala-se. É assim no futebol e é assim em muitas situações na vida.

O certo é que se o jogo desta noite tivesse corrido mal mesmo com Casillas, já não se falaria como se falou ontem e hoje entre adeptos e comunicação social.

Sérgio Conceição declarou completa indiferença perante o ruído que se faça ou não sobre esta troca. Pode dizer isso mas indiferença não é de forma nenhuma. Ou então o homem não está consciente como diz estar.

Não quero especular sobre isto porque posso estar a meter a “pata na poça” mas relembro apenas aos leitores desta crónica o episódio vivido no Estádio do Bessa em fins de Agosto de 2002. Na altura, o episódio acabou em bem. Esperemos que desta vez volte a correr igualmente bem.


O certo é que o FC Porto foi para o jogo e sentiu desde o minuto inicial uma pressão muito intensa e fortíssima da equipa do Leipzig. Os Dragões foram sufocados na saída de bola da sua área e depois a equipa contrária surgiu a com cinco/seis homens na área portista para a finalização. Foi um sufoco.

Não estranhou que aos 8 minutos Orban inaugurasse o marcador para o Leipzig. José Sá abordou mal um remate de fora de área, a bola sobrou para Orban que rematou para a baliza deserta.

Os portistas não conseguiam construir jogadas de troca de bola. Faziam um pouco de jogo aéreo e de pontapé para a frente. O Leipzig continuava, pois, a massacrar o FC Porto.

Apesar disso, com alguma surpresa, os Dragões conseguiram empatar num lance aéreo. Estavam decorridos 18 minutos quando Layún fez um lançamento lateral longo para a grande área, Marcano e Felipe de cabeça ganharam a bola e Aboubakar, à meia-volta, atirou de pé esquerdo para a baliza.

Esperava-se que este golo pudesse colocar em sentido os alemães e acordasse os portistas para o jogo. Mas a dinâmica de jogo do Leipzig não baixou e a equipa portista sentiu as transições ofensivas de uma forma bastante intensa. Os alemães apresentavam um jogo pela zona central e de uma verticalidade vertiginosa. Criavam calafrios à equipa de Sérgio Conceição.


Depois de algumas oportunidades desperdiçadas, o Leipzig marcou dois golos no espaço de três minutos e quase que sentenciou a partida. Aos 38 minutos foi Forsberg a colocar o resultado em 2-1 e aos 41 minutos, Augustin, aproveitando um erro de Marcano, aumentou para 3-1.
Temeu-se o pior porque o Leipzig continuou a ser uma equipa perigosa. Mas os Dragões numa das poucas investidas à área contrária reduziu para 3-2 ao terminar o primeiro tempo. Alex Telles cobrou um pontapé de canto, Herrera assistiu Marcano na pequena área e reduziu o marcador, redimindo-se do erro anterior.

Na segunda parte, apesar do Leipzig não se apresentar com a mesma intensidade, o certo é que o FC Porto não foi capaz de reagir. O seu futebol ficava-se por tentativas bastante frágeis para uma equipa com ambições na Champions League.

Sérgio Conceição operou substituições com as entradas de Óliver, Corona e Hernâni. A nível de efeitos práticos, apenas o mexicano conseguiu criar algum perigo com jogadas individuais mas as tentativas não passaram de ameaças.

O FC Porto caiu para o 3º lugar no grupo G, sendo ultrapassado pelo adversário de ontem que tem mais um ponto que os Dragões. Em caso de vencerem o Leipzig no Dragão na próxima jornada, os azuis-e-brancos voltarão ao 2º lugar. Mas aos portistas vai ser exigido muito mais para poderem levar de vencida esta equipa que, apesar de não ter muitas individualidades, é uma equipa compacta e perigosa no contra-golpe. Sérgio Conceição deverá ter em conta os erros e reflectir sobre eles. Mas para já, o FC Porto terá dois jogos em casa em breve. No Sábado, recebe o P. Ferreira para a Liga NOS, jogo importante para manter a liderança. E três dias depois, recebe, também no seu reduto, o Leixões para a Taça da Liga.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Cometemos erros que não são normais”

As razões da derrota
“É uma equipa com um grande poderio físico, muito intensa e agressiva na recuperação da bola. Cometemos alguns erros na defesa que não são normais, mesmo frente a uma equipa com estas caraterísticas e que nos deu dissabores na primeira parte, apesar de sentir que, quando chegávamos à frente, o fazíamos com algum perigo. Sinceramente, voltando à preparação do jogo, faltou-nos a tal consistência na defesa para partir para uma exibição mais confortável e tentar ganhar o jogo.”

Lições para a receção ao Leipzig
“Estou cá para analisar o que não foi bem feito, sabemos que temos agora dois jogos em casa e um fora na Liga dos Campeões. É uma derrota que nos custa, não estamos habituados a perder. Perdemos conta uma equipa forte, muito sólida e que jogava em casa uma partida essencial para as suas aspirações. Mas ainda falta algum tempo para recebermos o Leipzig, vamos descansar e pensar no jogo com o Paços de Ferreira, que é muito importante para nós no Campeonato Nacional.”


A titularidade de José Sá e Casillas no banco
“Achei que a melhor equipa era constituída pelos 11 que começaram. Cabe-me a mim escolher os 11, os sete que ficam no banco e infelizmente tive de deixar três jogadores de fora. Vamos ver no futuro, hoje foi assim, os jogos são diferentes. Foi uma opção técnica, sou treinador, tenho de decidir, pouco me importa o ruido se decido em consciência.”

Desculpas aos portistas no estádio
“Tenho que pedir desculpa e agradecer ao público que veio apoiar-nos. Quando fui cumprimentar os jogadores estava a rever o jogo e passou-me completamente, vim para o balneário de forma ingénua, sem agradecer o apoio dos adeptos. Cheguei ao balneário e pensei nessa situação, que não é normal em mim.”



RESUMO DO JOGO

AS CONTAS DO FC PORTO.


Foram apresentados os resultados da FC Porto SAD na semana que passou e o prejuízo obtido não espanta ninguém minimamente atento à realidade financeira do clube, principalmente nos últimos 4/5 anos - Relatório e Contas Consolidado 2016/2017 e Relatório e Contas Individual 2016/2017.

É óbvia a relação entre os resultados desportivos e económicos de qualquer clube, mais do que diretamente relacionados, há uma relação de ciclo vicioso entre os fatores desempenho desportivo e económico, ou seja, quanto melhores são os resultados desportivos, melhor é a situação financeira do clube, quanto melhor é a situação financeira, mais possibilidades existem de contratar melhores jogadores, que consequentemente podem levar a melhores resultados desportivos.

Nos últimos anos, a degradação dos resultados económicos foi acompanhando os maus desempenhos desportivos da equipa conduzindo ao atual ponto onde estamos: sem poder atacar o mercado como se devia e como era necessário para suprir lacunas no plantel que existem, que não deixaram de existir pelo facto de Sérgio Conceição estar, até agora, a fazer um bom trabalho a todos os níveis, disfarçando de forma excelente os pontos fracos de uma equipa, que no ano passado nada ganhou.

Olhando mais em detalhe para as contas do FC Porto, no que diz respeito aos proveitos operacionais, excluindo proveitos com passes, a grande melhoria em relação ao ano anterior deve-se, em grande medida, à evolução dos proveitos com provas UEFA (para o qual a passagem aos oitavos da Champions contribuiu decisivamente) e dos proveitos com bilheteira, estes em resultado de uma aproximação clara entre a massa associativa e a equipa, mérito de Nuno Espirito Santo, que apesar de alguns defeitos, também teve muitos méritos no ano passado. Estas duas rubricas representaram um acréscimo de 20,6M€ face ao ano transato, sendo que as restantes rubricas de proveitos não apresentaram alterações significativas.

Relativamente à questão das receitas, o caminho a seguir passa inevitavelmente pelo que se fez no ultimo ano, ou seja, obtenção de pelo menos os oitavos-final da Champions League, o que garante sensivelmente cerca de 30M€/ano, bem como garantia de um montante significativo de receitas decorrentes da bilheteira, que em 2016/2017 atingiram quase 8M€/ano, para as quais contribuem decisivamente a competência quer dos jogadores, quer do treinador, quer da SAD. São estas rubricas as que mais dependem do desempenho desportivo, as outras duas rubricas mais relevante são os direitos de transmissão (23,9M€) e publicidade e sponsorização (14,1M€), sendo que estas do ponto de vista teórico, com o contrato realizado com a Altice estarão assegurados nos próximos anos sem grandes oscilações, mesmo que o desempenho desportivo não seja positivo.

Quanto à estrutura de custos, a rubrica de custos com pessoal representa 60% do total de custos operacionais (excluindo custos com passes) e é claramente a rubrica de custos que mais importa discutir, sendo que das restantes, fornecimentos e serviços externos não tem grandes oscilações de ano para ano, bem como amortizações e outros custos que não representam grande relevância na estrutura de custos.

Sejamos realistas e não tenhamos medo das palavras, é muito mau, péssimo diria mesmo, que o volume de custos com pessoal do FC Porto seja de 73,2M€/ano, um valor muito acima daquilo que tem sido os desempenhos desportivos da ultimas 4 épocas. Tem-se gasto demasiado dinheiro com ordenados de jogadores, para o desempenho desportivo da equipa, e esta é obviamente uma verdade inquestionável no universo portista. Durante anos alertei, mesmo neste blog, para a imensidão de jogadores emprestados, contratados sem razão aparente e outros que nunca ninguém percebeu porque alguma vez assinaram contrato com o FC Porto. Pois bem, na apresentação dos resultados, Fernando Gomes, administrador da SAD, falou numa “simples medida de gestão” que iria poupar cerca de 21M€/ano. Que “simples medida de gestão” é esta?

É algo que já deveria ter sido feito há vários anos, ou seja, dispensar um conjunto de jogadores que tem tanta utilidade para o FC Porto como a de uma guitarra num funeral. A questão que coloco é: foi preciso chegarmos ao ponto de estar sob alçada do fair-play financeiro da UEFA e com uma situação financeira delicadíssima para perceber que o único caminho possível era dispensar jogadores tais como, Fernandez, Ricardo Nunes, David Bruno, Rodrigo Soares, Lichnovsy, Abdoulaye (é assustador pensar na quantidade de anos que esta amostra de jogador esteve vinculado ao FC Porto), Bolat, Ghilas, Angel, Fidelis, Tiago Rodrigues, Pité, Zé Pedro, Kayembe, Sambú ou Sami. Gastou-se vários milhões de € em salários de gente desta para quê?!?!?!?! Não se percebeu atempadamente da mediocridade e inutilidade destes jogadores para um clube como o FC Porto. Há casos e casos, qualquer clube tem de ter um leque de jogadores alargado, emprestar alguns e ter paciência com outros, mas este leque de jogadores que enumerei são jogadores do mais fraco e medíocre que os meus olhos já viram, e muitos deles estiveram anos e anos vinculados ao FC Porto por obra e graça de quem?!?!?!?!?!

O caminho aqui é apenas um: reduzir a brutal estrutura de custos com pessoal. Bem vistas as coisas, reduzimos agora 21M€, que poderá levar o total de custos com pessoal para uns 55/60M€, contando também que irão haver valorizações salariais (Aboubakar já teve uma) e jogadores que entram. É perfeitamente possível com 60M€ de gastos com salários construir um plantel competitivo que possa pelo menos lutar pelos títulos internamente.

13 outubro, 2017

ATITUDE SÉRIA.


LUSITANO DE ÉVORA-FC PORTO, 0-6

O FC Porto estreou-se na Taça de Portugal com um resultado volumoso perante uma equipa da Distrital de Évora. O Lusitano, não podendo usar o seu campo para a realização deste jogo por supostas faltas de condições, recebeu o FC Porto no Estádio do Restelo., em Lisboa.

Perante o impedimento da FPF para a realização do jogo em Évora pelas condições já referidas anteriormente, seria de bom tom acabar com tanta hipocrisia em que se converteu esta prova. Quando a FPF vem transformar a Taça de Portugal numa suposta festa, alterando o sorteio puro pelo sorteio condicionado, para depois tomar este tipo de atitudes, está tudo dito.


A condicionante introduzida é uma hipocrisia pura. Essa condicionante que coloca a jogar em casa as equipas dos escalões inferiores, é tudo menos uma realidade. Esta noite foi um desses casos. Se realmente o campo do Lusitano de Évora não tem condições para receber um clube grande, então para quê vir com essa treta de dizer que quer colocar os clubes inferiores a jogar perante o seu público? Não me admira que esta situação ocorra porque se o presidente da FPF revela a sua imagem em relação ao actual polvo do futebol português, no que concerne a outras questões, nada me espanta que tenha o mesmo tipo de procedimentos.

Sérgio Conceição apostou num onze apenas com três titulares absolutos e mais um habitual titular (Ricardo Pereira). De resto, deu oportunidade a jogadores menos utilizados e incidiu a sua aposta em Diogo Dalot na lateral esquerda. Um claro sinal de confiança para os jogadores que entraram em campo ficou bem patente desde o primeiro minuto.

Os jogadores corresponderam quase na plenitude e encararam o jogo com grande seriedade, procuraram justificar a aposta e mostraram garantias para o futuro próximo.


Os primeiros vinte minutos foram de assalto à baliza eborense mas efeitos práticos não foram visíveis. O Lusitano resistiu o que pôde, mas à passagem do 20º minuto, Brahimi assistiu Aboubakar e este rematou para o fundo das malhas. Um minuto depois nova jogada pela esquerda dos azuis-e-brancos e Dalot cruzou para a cabeça de Aboubakar que bisava no encontro.

A primeira parte continuou a ser jogada num único sentido. Óliver ainda teve uma oportunidade de golo e o Lusitano chegou apenas com relativo perigo à baliza portista. O intervalo ditava uma eliminatória sentenciada.

Na segunda parte a história do jogo manteve-se. O FC Porto a jogar em ritmo de cruzeiro chegou facilmente aos 5-0 antes dos 15 minutos da etapa complementar com golos de Marcano (50´), Otávio (55´) e Galeno (59´). Entretanto, Sérgio Conceição decidiu poupar bem cedo Brahimi, Aboubakar e Marcano para o difícil jogo da Champions League. Para os seus lugares entraram Galeno, Luizão e Jorge Fernandes, três elementos da equipa B que deram bem conta de si.


Galeno, como já escrevi, fez o gosto ao pé mas perdeu uma oportunidade soberana de baliza aberta. Tal como Luizão, o ponta de lança que esteve a milímetros de facturar na partida. Temia-se uma goleada histórica, no entanto, algumas oportunidades desperdiçadas e, posteriormente, um abrandamento residual do FC Porto impediu um resultado muito mais pesado para o conjunto de Évora.

Aos 90 minutos, Hernâni fechou a contagem na meia-dúzia, com um golo de golpe de escorpião. Num cruzamento para a grande área de Dalot, a bola tabelou nas cabeças de jogadores portistas e lusitanenses e Hernâni num golpe artístico, bateu Laurentino pela sexta vez.

O jogo terminaria pouco depois com uma vitória robusta do FC Porto que fez um belo ensaio para Terça-feira frente ao Leipzig, sem desgastar os habituais titulares. Melhor não poderia pedir o técnico portista, a não ser lamentar mais uma lesão de Soares que ficou inapto durante o último treino antes do jogo para a Taça de Portugal.

O FC Porto desloca-se a Leipzig na próxima Terça-feira para jogar com a equipa local, num jogo a contar para a 3ª Jornada da Champions League. Um bom resultado catapultará a equipa azul-e-branca para a fase seguinte da prova.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Houve seriedade durante os 92 minutos”

Respeito e oportunidade aos mais novos
“O mínimo que devíamos ter era seriedade e respeito pelo adversário, são as primeiras caraterísticas para se ganhar o jogo. São forças diferentes e fica aqui uma palavra de apreço pelo esforço que o Lusitano fez. Nos também fizemos o nosso papel, fomos sérios, determinados e ambiciosos, mesmo quando estávamos a ganhar por uma diferença que poderia deixar-nos descansados. Houve seriedade durante os 92 minutos. Também foi importante lançar um ou outro jovem da equipa B e aqui fica uma palavra especial para a sua equipa técnica e nomeadamente para o Folha, que tem feito um trabalho muito bom com estes miúdos. E o mar azul continuou, mais de 4.000 adeptos num jogo da Taça em Lisboa, frente ao Lusitano de Évora, é fantástico”.

E se o jogo fosse em Évora?
“Se o palco não for o melhor, se a relva estiver em piores condições, isso beneficia a equipa inferior tecnicamente. Nós sabíamos que independentemente do campo onde fossemos jogar, estaríamos sempre preparadíssimos para ser muito competitivos, como fomos. Foi uma vitória importante porque teve várias situações que me agradaram, falo dos jogadores da equipa B e também de jogadores menos utilizados, que deram uma resposta fantástica. A motivação é grande, independentemente do adversário.”


A escolha da equipa
“Tinha de ter pelo menos oito jogadores que tivessem sido utilizados nos últimos três jogos. Fora esses, jogou o Sá, que não tinha minutos, o Hernâni, para lhe dar conhecimento, e o Dalot. Se não houvesse essa situação, provavelmente começaria mais um ou outro jogador da equipa B, mas temos de respeitar as regras. Fiquei satisfeito com todos e é Importante dar minutos, porque temos seis jogos para fazer em 18 ou 19 dias e é importante ter toda a gente motivada e preparada para as competições onde estamos inseridos.”

Galeno e os outros jovens
“Tivemos também o Luizão, que entrou no meio-campo de forma muito interessante, o Dalot, o Jorge… O Galeno é um jovem com qualidade, tem feito um campeonato fantástico, à semelhança do ano passado. Fez toda a pré-época connosco, conhece o que é pedido no centro de ataque e na ala. Tenho atenção a todos, há uma interação muito positiva entre equipa A e B. Não podemos tirar deste jogo conclusões precipitadas, mas são jovens a ter em conta, aos quais estou atento.”



RESUMO DO JOGO

10 outubro, 2017

O COZINHEIRO, OS LADRÕES, SUAS CONCUBINAS E O AMANTE DELES.


Como se estivéssemos algures numa pacata vila alentejana, num daqueles dias em que o sol fustiga a terra, onde a frescura de uma recatada sombra ou o som monocórdico de uma ventoinha une necessidade e desejo, assim também parece ser a actividade nas hostes portistas nos tempos recentes.

Calma. Pacata. Letárgica. Como se tivéssemos sido vencidos por um delicioso e abundante repasto.

Não é para menos. Depois das dúvidas iniciais sobre as capacidades do Maitre de Cuisine, bem como o nariz torcido ao observarmos o aspecto gasto, e por vezes decadente, do mobiliário do estabelecimento, a degustação dos petiscos e pratos simples que nos tem sido dada a saborear, de qualidade gourmet a toda a prova, tem-nos surpreendido e enchido semanalmente a alma e os sentidos.

Ao ponto quase utópico, quando comparado com uma meia dúzia de meses atrás, da discussão sobre questões internas se resumir a divergências inocentes e pueris sobre quais as melhores formas de empratamento, constantemente obsoletas perante a sagacidade do Chef.

Como o próprio referia recentemente, a manterem-se todos estes condimentos, ingredientes e o espírito bon vivant de todos aqueles que se têm engalanado semana sim, semana sim, com os seus melhores trajes azuis e brancos, para saborear este manjar que nos tem sido oferecido, o merecido escudo ao peito decerto não nos escapará no Verão do próximo ano.

Nunca será demais salientar que, se eventualmente aqui ou acolá, surgir uma pilosidade no prato, as vozes que tão recatadas têm estado no momento do êxito, se mantenham na frescura da sombra onde quer que se encontrem.

Descendo de categoria, numa conhecida taberna medieval encarnada no reino virtual, é surpreendente observar o enérgico chafurdar na lama da sua primata clientela. Para quem o menu tetra lhes enche a boca perante terceiros, com a patética sofreguidão que lhes temos visto, a indigestão com as recentes ementas tem levado a ferozes lutas entre as manadas e rebanhos existentes, com uma proeminente concubina vermelha à mistura. Quando os alicerces do castelo são feitos de frágeis cartas, a queda será sempre eminente. Oxalá que neste momento, tenhamos fechado bem escondidinhos na biblioteca, os ensinamentos do Dalai Lama e da Madre Teresa, e coloquemos à cabeceira da cama o "Arte da Guerra" do Sun Tzu. O pior erro que poderíamos cometer, seria ter piedade destes espécimes.

Na classe das curiosidades, não queria deixar de referir um dos pratos que está a ter mais saída neste antro é o Rui Chouriço. Porque será?

Para finalizar, uma palavra para a entidade que gere todos estes estabelecimentos. Mais uma vez, foi-nos dado a conhecer um cardápio onde as palavras ódio e arbitragem surgem com elevado destaque. Ao pajem amestrado que preside a esta instituição, sugeria que o próximo menu, fosse baseado nos sabores exóticos TRANSPARÊNCIA e JUSTIÇA

Creio que estaria bem mais de acordo com o que se tem visto na restante cozinha mediterrânica.

Cumprimentos Portistas

09 outubro, 2017

CLIMA DE ÓDIO?!?!?!


“De facto, continuamos a assistir, por parte de alguns dos mais mediáticos protagonistas do nosso futebol, ao lançamento de intoleráveis suspeições e ao acicatar do ódio em relação à arbitragem nacional”.
- Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, em 05/10/2017 .
A “miss universo” Fernando Gomes, que agora sempre que abre a boca tem um discurso de paz e amor tão comovente, voltou à carga com a sua enorme preocupação em relação ao clima de ódio do futebol português, proferindo as palavras acima descritas.

É um papel de palerma, o adjetivo mais simpático que consigo encontrar, aquele que o atual presidente da FPF tem feito nos últimos tempos. Um papel de palerma que não lhe fica bem, quer pelo seu passado, quer pelas atuais funções no futebol português.

Sobre as variadíssimas divulgações ao “caso dos emails”, um caso que está a ser investigado pelo Ministério Publico e que tem como alvo a Benfica SAD e vários intervenientes a ela ligados direta ou indiretamente, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

Sobre o facto de haver um clube que está a ser investigado pelo Ministério Publico por um suposto crime de corrupção ativa na atividade desportiva, cuja moldura penal vai de 1 a 5 anos de prisão, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

Sobre o facto de só não se terem efetuadas buscas à casa e ao escritório do Sr. Vieira e às residências dos Srs. Gonçalves, Guerra e Adão, como pretendia o Ministério Publico e a PJ, porque um juiz, no seu ultimo dia de funções, as impediu, o Sr. Gomes disse alguma coisa?

De facto, é um papel de verdadeiro e autentico palerma aquele que o Sr. Gomes está a incorporar. Mais triste e alvo de profunda reflexão por todos nós, é perceber o porquê dessa atitude do Sr. Gomes no atual momento, dadas as atuais circunstancias. Fica cruelmente exposta a postura de subversão e de medo do Sr. Gomes perante o clube dos 6 milhões de adeptos. Se dúvidas houvessem, as suas ultimas atitudes comprovam totalmente que o Sr. Gomes está borrado de medo do clube que em Portugal mete medo a muita gente. Lamentável e indesculpável!

Sobre a conversa da treta do clima de ódio, é simplesmente uma conversa sem conteúdo absolutamente nenhum, cheia de frases feitas, verdades universais e lugares-comuns sem qualquer tipo de cabimento face ao que se está a passar.

O Sr. Gomes deve andar a comer demasiado queijo, que por sua vez lhe tem afetado a memória, para se ter esquecido que em 2008 um clube foi à UEFA fazer queixinhas de outro clube, tentando da forma mais ordinária possível retirar o clube campeão português da presença na Champions League.

O Sr. Gomes deve ter-se esquecido de alguns dos grandes obreiros do “clima de ódio” que atualmente se vive no futebol português, nomeadamente muitos paineleiros, que de forma obsessiva e com claro défice mental, andaram durante anos e anos a gritar histericamente contra um “apito dourado” que deu ZERO em todas as instâncias jurídicas do país.

O clima que hoje há é o mesmo dos últimos 35 anos, a altura a partir da qual surgiu no futebol português um presidente chamado Pinto da Costa, que acabou com a brincadeira da divisão de títulos entre os dois clubes da capital. O resto é conversa de treta e de quem está “cagado de medo” do clube que historicamente tem demonstrado mais mau perder no futebol português. Reflita-se, investigue-se e julgue-se convenientemente, como num país democrático da Europa desenvolvida, no qual eu (inocentemente ou não) ainda acredito viver.

08 outubro, 2017

HÁ 15 ANOS, NÃO GANHAM NADA!


Mas que grande deslocação dos ultras do FC Porto ao Alvalixo!! Superioridade em número e em poder vocal. O FC Porto disputou a oitava jornada do campeonato nacional na terra dos mouros. A adrenalina no máximo levou 3 mil adeptos do FC Porto até Lisboa. Sabendo que os lagartos só disponibilizam aqueles bilhetes a que são obrigados (2500), vários adeptos compraram bilhetes por vias alternativas para garantir mais apoio à nossa equipa.

Em dia de eleições, votámos no FC Porto Campeão!

Há tempo para tudo, basta querer. Levantar cedo, votar, estar com a família umas horas, arranjar as coisas e rumar à capital do império, aqueles que nos tentam ostracizar. 300 quilómetros debaixo de um calor enorme, se no Porto já estava quente, lá em baixo a temperatura ultrapassava facilmente os 30 graus.


Um autêntico passeio, azul por todo o lado, não só no local de concentração dos nossos adeptos. A maioria em autocarros como de costume mas também muitos Dragões decidiram viajar em viaturas particulares, atendendo também ao facto de no dia seguinte ser dia de trabalho na melhor cidade do mundo.

O cortejo, à semelhança do ano passado começou mais atrás, na Avenida Padre Cruz. Grande cortejo dos Dragões até às portas do estádio, sempre vigiados pelos cães, de duas e de quatro patas, todos mortos por nos caírem em cima. Provocados a toda a hora por quem se diz estar lá para nos proteger, lá fomos entrando a conta-gotas. Sector do costume, agora também em forma de jaula, este ano a diferença foi que o grosso das claques ficou em cima, ao contrário do que é habitual. De forma a aproveitar ao máximo a acústica do estádio no segundo anel, a maioria dos ultras optou por entrar primeiro para cima e só depois preencher o sector junto ao relvado.


Apoio vocal estrondoso de um modo geral. Sector visitante e até na central! Sim, este clássico teve de tudo! Núcleos dos SD espalhados pelas centrais, em grande número, a cantar sem qualquer receio e cerca de 300 adeptos que ficaram do lado de fora, segundo a PSP, por terem bilhetes duplicados. Aguardamos esclarecimentos mais detalhados.

Destaque para o último quarto de hora de jogo, parecia que jogávamos no Dragão, os adeptos da equipa da casa colavam em nós, um apoio incrível, acreditamos até ao fim, jogadores e equipa, e continuamos juntos rumo ao primeiro lugar!

Na bancada, demos goleada em casa da lagartada. Regressámos ao Porto de imediato que passado umas horas o despertador tocava. Mas com o sentimento de dever cumprido.

Um abraço ultra.

07 outubro, 2017

UM PORTO À PORTO.


Após uma Jornada que, na teoria, seria bastante complicada para as nossas cores, a nossa Equipa segue na liderança com a mesma distância que havia cavado na Jornada Anterior.

E, se antes da partida o Empate até poderia ser visto como um resultado nada negativo porque nos mantinha na frente do Campeonato, após o jogo em Alvalade foi praticamente unânime o sentimento de frustração por não termos conseguido traduzir em golos a superioridade que demonstrámos na esmagadora maioria dos 90 Minutos. Mas, apesar do Empate não ter sido o resultado ideal por tudo aquilo que jogámos, a verdade é que o Empate que viria a acontecer umas horas depois na Madeira deixou tudo igual no topo da Classificação, o que não se pode considerar negativo.

Praticamente dois meses após se ter iniciado a Temporada, as dúvidas e as incertezas parecem tender a desaparecer. Sérgio Conceição já mostrou que tem unhas para o veículo que está a conduzir e, sem margem para dúvidas, muito do bom início de Temporada que temos tido deve-se a ele. O Plantel, afinal, não parece assim tão curto como muitos vaticinavam e isso é fruto do aproveitamento e da evolução de alguns jogadores que, aparentemente, não iriam ser opção. E, neste capítulo, saltam à cabeça dois nomes: Moussa Marega e Sérgio Oliveira.

O Futebol tem coisas bizarras e a História do Maliano pelo FC Porto é uma delas. Sérgio Conceição tem mudado várias vezes o onze inicial, ou por opção técnica ou porque é forçado a fazê-lo, a verdade é que Marega tem sido absolutamente indiscutível na frente de ataque e, não seria de admirar que caso Sérgio Conceição decidisse colocá-lo no banco, a maioria dos adeptos iria ficar surpreendida. Alguém imaginava isso ser possível há uns meses atrás? Penso que a resposta é óbvia e para isso há que destacar, não só o trabalho e empenho do Atleta, mas também do nosso Mister que está a saber aproveitar o que tem ao seu dispor e potenciar ao máximo todos os Atletas. Na minha opinião, isso é que distingue os Bons dos Maus Treinadores.

O caso do Português é um pouco diferente, se a afirmação de Marega foi ocorrendo progressivamente até assumir a titularidade, Sérgio Oliveira foi lançado às feras no Mónaco sem ter qualquer minuto jogado em provas oficiais. Alguns, e eu admito que fui um deles, torceram o nariz e não tenhamos dúvidas que havia quem já estivesse pronto a disparar sobre Conceição caso as coisas corressem mal, mas a verdade é que o Jovem Médio fez um jogo fantástico, tendo tido um contributo muito importante na enorme vitória alcançada no Principado. É verdade que a Exibição em Alvalade não foi tão bem conseguida, embora tivesse estado longe de ter sido negativa, mas quando praticamente ninguém esperava eis que o nosso Treinador “descobre” mais uma opção para o Meio-Campo apostando em alguém que, estando motivado e com a cabeça no lugar, tem tudo para ser uma enorme mais valia ao longo da Temporada.

Ainda estamos muito longe da Meta, nem um terço de Campeonato completámos, mas os sinais são muito positivos, tanto em termos de atitude, como de futebol praticado e, acima de tudo, de resultados. Até recebermos o inimigo no Dragão temos agora uma série de jogos bastante importante onde, idealmente, precisamos de gerir da melhor forma o Grupo para que possamos manter e se possível aumentar a vantagem pontual no Campeonato, ultrapassar a fase de Grupos da Champions e avançar na Taça de Portugal.

Se assim o conseguirmos, com toda a certeza, estaremos numa posição fantástica para nesse jogo darmos uma machadada que poderá vergar, de uma vez por todas, o nosso inimigo. Mas, como disse, é preciso manter o nível até lá e cada jogo é sempre mais importante do que o anterior.

Termino, fazendo menção à fantástica Vitória da nossa Equipa de Basquetebol em Israel contra uma das Equipas mais poderosas na FIBA Europe Cup. Nada está decidido até porque a diferença é igualável com apenas um triplo e os israelitas continuam a ser favoritos, mas com um Dragão Caixa ao seu nível e com uma exibição a roçar aquilo que fizemos fora de portas é bem possível fazermos uma enorme surpresa e avançarmos na prova.

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

03 outubro, 2017

SINAIS CADA VEZ MELHORES


Sejamos sinceros, independentemente do FC Porto já ter vencido em Braga e Vila do Conde, dois terrenos teoricamente complicados, eram legítimas as enormes expetativas para todos vermos como o FC Porto de Conceição se iria portar no complicadíssimo ciclo de jogos Mónaco/Sporting/Leipzig, 3 jogos onde 2 objetivos bem claros estavam definidos: manter liderança à distância atual e manter intactas as hipóteses de apuramento na Champions League.

Pois bem, 2/3 desse ciclo de jogos está cumprido e a verdade é que o desempenho do FC Porto pode ser definido numa só palavra: EXCELENTE!

Uma vitória retumbante no terreno do campeão francês, semifinalista da Champions League e superiormente orientado pelo 2º melhor treinador português da atualidade, com uma exibição que literalmente pasmou a Europa inteira. Intensidade, agressividade e eficácia foi aquilo que se viu o FC Porto, que de forma autoritária e clara arrecadou 3 preciosos pontos que o mantêm na luta pelos oitavos-final da Champions.

Dias depois, a visita ao estádio nacional mais difícil para o FC Porto nos últimos anos com dois objetivos bem claros, manter pelo menos a distancia para os rivais diretos e demonstrar em campo tudo aquilo que de bom tem sido dito do FC Porto de Conceição.

Não só o FC Porto manteve a liderança com a distancia intacta para os rivais, saindo incólume de Alvalade, como também a exibição foi esclarecedora de tudo aquilo que tem sido o FC Porto desta época, ou seja, agressividade e intensidade em níveis elevadíssimos, um conjunto de belíssimas ocasiões para construir um resultado ainda mais positivo e apenas um nível de eficácia que não acompanhou o nível exibicional demonstrado.

Continuam por isso os excelentes sinais dados pelo FC Porto, uma equipa para quem os elogios começam a justificar-se de forma clara semana após semana.

E a grande verdade é que olhando para a forma como a equipa joga, percebe-se uma verdade cada vez mais evidente do futebol atual: a simplicidade de processos é fundamental para se atingir o sucesso! Não é um jogo muito elaborado, nem esteticamente requintado (como por exemplo a entediante série de passes e passinhos do “tikitaka à espanhola”) aquele que este FC Porto apresenta, mas é um futebol com dinâmica, verticalidade e algo fundamental, mas que não existia já há algum tempo para os lados do Dragão, que se chama velocidade. E a velocidade é tão importante para desmontar as porfiadas defesas contrárias que tantas vezes se encontram no campeonato português.

Resta continuar a esperar que os sinais positivos permaneçam cada vez com mais intensidade semana após semana, jogo após jogo e, sobretudo, que não haja o menor sinal de excesso de confiança, nomeadamente entrar num jogo com a perigosa ideia de que “isto mais cedo ou mais tarde se resolve”. O perigo está ao virar de qualquer esquina, qualquer jogo no Dragão frente a um dos últimos classificados pode trazer uma “ratoeira” das grandes, por isso, é necessário que a atitude e a dinâmica permaneçam as mesmas. Uma coisa pelo menos este ano sinto, que é um gozo tremendo em ver um jogo do FC Porto, independentemente do resultado final que possa surgir.

PS - Brahimi já esteve várias vezes praticamente fora do plantel do FC Porto, é um jogador que teve momentos muito bons na 1ª época mas que depois se eclipsou nas 2 épocas seguintes. A verdade é que este inicio de época do argelino tem sido simplesmente assustador. Tecnicamente o argelino é um jogador muito acima da média, que se gerir melhor o timing de libertar a bola (à qual por vezes tem um apego obsessivo) pode ser um caso sério e verdadeiramente decisivo no FC Porto.

01 outubro, 2017

SOUBE A POUCO.


SPORTING-FC PORTO, 0-0

Grande jogo do Dragão no covil do leão. Principalmente na primeira parte, os azuis-e-brancos estiveram sempre por cima do jogo. Dando continuidade às boas prestações dos jogos anteriores, os portistas entraram em Alvalade praticamente com o mesmo onze com que defrontou o Mónaco. A única alteração foi a utilização de Layún no lugar de Ricardo Pereira que se apresentou com algum desconforto muscular.



Desde o minuto inicial que o Sporting tentou encostar o FC Porto atrás mas os Dragões não permitiram e conseguiram sair para o contra golpe com bastante facilidade. Com troca de bolas rápidas e jogadores sempre em movimento, o FC Porto acercou-se da baliza de Rui Patrício. Só pecou na finalização. Tivessem os portistas concretizado metade das oportunidades e a esta hora estaríamos aqui a falar de outro jogo.

A equipa treinada por Sérgio Conceição teve a sua primeira oportunidade bem cedo no jogo. Numa saída de bola da sua área em dois/três toques, Herrera transportou a bola até à grande área contrária e, no momento de soltar a bola na direita em Layún, optou por um remate por cima da baliza. Depois foi Brahimi numa combinação com Aboubakar atirou para defesa apertada do Guarda-redes contrário.

Perto do fim da primeira parte, Aboubakar surgiu isolado mas Rui Patrício desviou a bola dos pés do camaronês. Volvidos quatro minutos, Marega, num cabeceamento, enviou a bola à trave e na recarga, também de cabeça, Aboubakar não conseguiu bater o guardião leonino.


Ao intervalo, o resultado era demasiado lisonjeiro para os verdes-e-brancos.

Na segunda parte, a equipa contrária reagiu e teve um maior ascendente no terreno do jogo. O FC Porto, fruto disso e da menor frescura física resultante do jogo com o Mónaco, procurou segurar o jogo. As investidas ofensivas não foram bem conseguidas e Sérgio Conceição pecou pelas substituições tardias.

O meio-campo portista precisava de mudar as peças. Herrera e Sérgio Oliveira acusavam o desgaste. Danilo, tocado ao intervalo, parecia em inferioridade física e a concentração no jogo tinha diminuído. Exemplo disso, foi a perda de bola infantil junto da grande área que poderia ter dado a Bruno Fernandes o golo dos leoninos.

Com Óliver e Reyes no banco (sim, pode jogar no meio-campo defensivo), Sérgio Conceição acabou por lançar Otávio no jogo. O médio brasileiro ainda teve uma soberana assistência para Marega desfazer o nulo mas mais uma vez o guarda-redes do Sporting estava inspirado.


Apesar das ameaças, o Sporting nunca incomodou seriamente Casillas e o FC Porto, com menor poder ofensivo, ainda criou mais uma situação apertada para o adversário com um livre muito bem cobrado por Layún a castigar falta sobre Corona. Rui Patrício voltou a corresponder e o nulo acabou por prevalecer.

O FC Porto perdeu os primeiros pontos do campeonato mas manteve a distância para os seus rivais directos que também não foram além de um empate.

O destaque do jogo desta noite vão para a equipa, a união demonstrada e o grito de guerra de Sérgio Conceição no fim do jogo: “Vamos ser campeões, c*******!”.

A Liga NOS vai voltar a sofrer nova interrupção para compromissos das selecções nacionais e regressa apenas no dia 21 de Outubro com o FC Porto a receber o P. Ferreira. Antes disso, os Dragões estreiam-se na Taça de Portugal em Évora com o Lusitano local e depois vão à Alemanha defrontar o Leipzig para a 3ª Jornada da fase de grupos da Champions League.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Perdemos dois pontos”

O golo que faltou
“Faltou-nos fazer o golo na primeira parte, muito bem conseguida a todos os níveis. Fomos uma equipa com uma intensidade grande, muito sólida e madura, anulando a ligação e construção de jogo do Sporting, sabendo onde agredi-lo e feri-lo. Pecámos apenas no último terço, no momento de definição, podíamos ser mais rápidos e objetivos. De qualquer forma, penso que fizemos uma primeira parte fantástica, criámos duas ou três oportunidades claras de golo, o Sporting só chegou à nossa baliza através de pontapés de canto. Não me lembro de uma defesa do Iker nem de qualquer ocasião de golo do Sporting, à exceção de um remate do Bruno Fernandes na sequência de uma perda de bola nossa. Resumindo, acho que o Rui Patrício foi o melhor jogador do Sporting. Perdemos dois pontos, porque fizemos um jogo muito bem conseguido com uma equipa de qualidade, forte coletiva e individualmente.”

Desiludidos com o resultado
“Na segunda parte, Sem qualquer arrogância, por sentirmos que estávamos tão por cima no jogo, inconscientemente na segunda parte baixámos a nossa intensidade e o sporting conseguiu equilibrar sem criar perigo, o jogo ficou um pouco mais partido do que aquilo que queríamos e tínhamos preparado. No geral, penso que fomos superiores, tivemos mais oportunidades para ganhar o jogo. Hoje saímos daqui um pouco desiludidos com o resultado e isso é a demonstração inequívoca de merecíamos mais do que o empate.”

A ausência de Ricardo
“O Ricardo no treino de ontem sentiu um desconforto muscular, era o lateral direito que ia jogar, infelizmente ano pôde.”


O efeito psicológico dos primeiros pontos perdidos
“Efeito psicológico?! Tem, positivo… Fizemos um jogo fantástico em casa de um rival, fomos uma equipa dominadora, tivemos as melhores chances de golo… como é que podemos ficar abalados com este empate? Antes pelo contrário, ficamos até mais confiantes.”

Um sério candidato ao título
“Disse aos jogadores que íamos ser campeões no fim do jogo. Com esta atitude, com esta determinação, com esta qualidade, vamos ser campeões. É uma mensagem que tem a ver com o facto de eu sentir que merecíamos ter ganho o jogo. O pensamento em ser campeão tenho eu, tem o Jorge Jesus e tem o Rui Vitória. Penso que não é qualquer tipo de arrogância da minha parte, mas sim o sentir que fizemos um bom jogo em casa de um rival, que também é uma boa equipa.”

A força do 12.º jogador
“Aproveito para agradecer a presença de três mil adeptos, que é fantástico. Continua este mar azul, continua a nossa força, somos um sério candidato ao título, porque somos muito competitivos.”​

A paragem no campeonato
“Há uma grande vontade de estarmos e trabalharmos juntos. Há um ambiente fantástico no FC Porto. O nosso dia a dia é feito de grande exigência, de muito trabalho e com um espírito muito saudável. Não gosto de perder jogadores para a seleção, por outro fico contente porque é sinal que temos jogadores de qualidade. Temos que respeitar esta paragem e preparar o nosso jogo para a Taça de Portugal.”



RESUMO DO JOGO

ESTE MAR AZUL NÃO PODE PARAR.


Continua a onda azul e branca por onde quer que o FC Porto jogue. A nível interno, no campeonato nacional, conquistámos 100% dos pontos em disputa até agora. Dragão quase sempre cheio, invasões a Tondela, a Braga e a Vila do Conde. Ficamos esta semana a saber que para a taça de Portugal o FC Porto vai deslocar-se a Évora (grande sorteio, só espero que seja Sábado!!) e a próxima é já em Alvalade. Jogo grande, mais que os três pontos é um clássico e o primeiro lugar está em jogo. Não faltam condimentos para um grande espectáculo, tanto no campo como nas bancadas, lá estaremos em peso em cima dos lagartos, na casa deles!

Em dia de eleições, com ou sem as urnas fechadas, à hora do apito inicial mais de 2500 adeptos serão do FC Porto e não se calarão um minuto! Mesmo que a voz nos doa! Prevê-se mais um Domingo longe de casa e o motivo é o mesmo de sempre.


A nível internacional, entrámos com o pé esquerdo em casa com o Besiktas. Num jogo onde os turcos não trouxeram adeptos, o sector visitante esteve vazio mas ainda assim os forasteiros levaram os três pontos. Quando já muita coisa era colocada em causa, eis que o FC Porto vence categoricamente no Mónaco na segunda jornada do grupo.

Uns de avião para Marselha, outros para Nice, outros para Milão. Uns a partir do Porto, outros de Lisboa e outros de Faro. Outros a viajar de outros locais da Europa, com destaque para os núcleos das nossas claques no estrangeiro. E ainda outros, que na madrugada de segunda-feira arrancaram de autocarro até ao Mónaco desde e a Invicta!! É também isto o FC Porto!! É bom que os jogadores saibam este tipo de coisas e esses ultras certamente se sentiram recompensados com o resultado. Vitória categoria e um show do outro mundo dos ultras Porto!! Pela primeira vez em algum tempo não pude comparecer ao vivo e fiquei arrepiado com a transmissão. Jogámos em casa. Noventa minutos de apoio perfeitamente audível e constante. Estrondoso, grande prestação dos nosso adeptos!!


Parabéns a todos os presentes, que seja para repetir nos restantes dois jogos fora, na Alemanha e na Turquia.

Com o Porto sempre, pelo Porto tudo!

Um abraço ultra.

30 setembro, 2017

O DESESPERO DOS INFELIZES.


O FC Porto está a atravessar um bom momento e isso, alem de ser absolutamente inegável, causa desconforto e bastante azia a muita gente.

Não é por isso de admirar que a nova narrativa dos cartilheiros, aqui com destaque óbvio para Pedro Guerra, seja diminuir as vitórias do nosso clube alegando que os adversários facilitam, deixam jogadores propositadamente de fora e jogam de uma forma diferente com o FC Porto do que contra o clube deles.

É fácil perceber o objetivo desta gente, que não tem o mínimo de vergonha na cara. Desestabilizar, fazer barulho, pressionar, coagir e intimidar. É o Modus Operandi da agremiação que apoiam e à qual obedecem, por isso, não é de surpreender o discurso da Máquina de Propaganda benfiquista.

Mas não deixa de ser inacreditável como é que um clube que todos os anos tem Miguel Rosa, ou fora dos jogos contra si ou a fazer assistências para golo, e um clube que ainda esta semana vai defrontar um Marítimo desfalcado do seu pilar defensivo por uma bizarra expulsão, consegue vir apontar supostos benefícios do FC Porto relativamente às formações apresentadas pelos seus adversários no Campeonato Nacional. É preciso ter uma lata e das grandes!

O Regime está desesperado, todos percebemos. É difícil explicar como é que se fatura tanto em vendas de Jogadores e o Plantel se vai deteriorando de Época para Época, também é difícil de explicar os E-Mails e tudo aquilo que o seu conteúdo prova, também é difícil de explicar porque é que Nuno Gomes saiu do clube e Rui Costa está com as mesmas intenções, também é difícil de perceber porque é que um Ex-Vice Presidente e Ex-ídolo da Massa Adepta do Regime é agora um grande crítico da atual direcção e, para terminar, também não é fácil de explicar como é que um Clube que ainda há bem pouco tempo proclamava voltar à ribalta do Futebol Europeu consegue sair do terreno do modesto Basileia com 5 bolas sem resposta.

São muitas dúvidas sem resposta e os resultados são o reflexo do nervosismo do Regime, resultados esses que internamente não são ainda piores porque os Padres vão levando os de vermelho ao colo, numa escandaleira que a implementação do VAR apenas veio reforçar.

Quanto a nós, depois da enorme vitória no principado numa demonstração inequívoca de classe e grandeza como o nosso Treinador havia prometido na véspera, temos agora o primeiro clássico da Temporada num Estádio onde já não somos felizes há vários anos.

Estou convencido, apesar das certezas do Treinador adversário, que vamos obter um excelente resultado no Domingo e sair de Alvalade com a liderança do Campeonato reforçada, no entanto, ninguém pode esperar facilidades, pela natural valia do adversário, mas também pela dupla nomeada para dirigir a partida com Carlos Xistra no apito e Hugo Miguel no VAR.

Não é meu hábito embarcar no discurso politicamente correto e dizer que vamos esperar que a Equipa de Arbitragem tenha uma noite bem conseguida e faça um excelente jogo. Não é possível eu ter esse pensamento para com dois senhores que, num passado bem recente, prejudicaram o FC Porto de forma clara e inequívoca em jogos decisivos para o desfecho do Campeonato. Por isso, não me acredito na sua idoneidade e, como é natural, estou a contar que a sua performance seja similar há de tantas outras que têm protagonizado ao longo dos anos: Fazer tudo para que o FC Porto não vença.

Dessa forma, resta-nos fazer como é habitual e ser muito melhor do que o nosso adversário para sairmos com os 3 pontos e com uma vantagem pontual que, não sendo de todo confortável e decisiva, pode tornar-se bastante importante no desfecho do Campeonato.

Um Abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

29 setembro, 2017

CARTA ABERTA AO DR. FERNANDO GOMES: DEMITA-SE DA FPF!


Caro Dr. Fernando Gomes,

Permita-me, antes de mais, dar-lhe os parabéns pela sua recente nomeação pela UEFA para a Comissão Executiva da FIFA. É sempre bom ver que lá fora reconhecem tanto ou mais o seu trabalho que a região de Lisboa e Vale do Tejo, que tão bem o adoptou e onde V. Exa se sente tão à vontade.
Mas o assunto da minha carta é outro: como você próprio reconheceu em texto escrito no jornal A Bola, nem tudo vai bem no futebol português e, cito-o, “existem sinais de alarme no futebol português”. Essa é, digo-lhe já, a única coisa em que estamos de acordo. Mas já lá vamos.

Como ponto prévio, gostaria de me oferecer para o cargo de Data Protection Officer na FPF. Como sabe (ou deveria saber), a UE publicou uma nova Directiva sobre Privacidade de Dados, mais conhecida como RGDP, que será directamente aplicável nos países europeus a partir de 25 de Maio de 2018. Entre várias novidades, as entidades públicas e privadas serão obrigadas a indicar um encarregado de protecção de dados para as suas organizações e também a comunicar pública e atempadamente um ataque aos seus dados e à segurança dos mesmos.

Ora, ao que parece, a FPF, mais que do que nunca, precisa de alguém competente nestas matérias. Depois do famoso “roubo” dos computadores da FPF, sabemos agora que os seus e-mails (sim, os emails do próprio Director da FPF!) são encaminhados por funcionários da Federação para o Benfica. Existe, portanto, um clube do nosso campeonato que teve acesso a toda a sua correspondência profissional e, quiçá, privada. Não é caso de somenos, terá que concordar comigo. Assim sendo, ofereço desde já os meus préstimos para o ajudar nessa difícil tarefa, que é de conseguir que as suas comunicações sejam invioláveis.

Posto isto, felizes de nós se os problemas fossem só estes, Dr. Fernando Gomes. Há mais, como bem sabe, muitos mais. Vamos a isso:

Gostava de saber a sua opinião, se é que a tem, sobre as lavagens de dinheiro e apostas ilegais no futebol português. Sabemos bem que os clubes pequenos vivem afogados em dificuldades, cada vez mais dependentes de receitas extraordinárias para manter as suas actividades correntes, como pagar salários, deslocações e prémios de jogo.

Outra coisa que tenho curiosidade é a sua opinião sobre os No Name Boys e Diabos Vermelhos. Sabe quem são? Nunca ouviu falar? Pois eu elucido-o: são as claques afectas ao Sport Lisboa e Benfica, existem há dezenas de anos e continuam a actuar de forma ilegal, completamente fora do enquadramento jurídico vigente. Bem sei que V. Exa. não é licenciado em Direito, mas perceber a gravidade da situação não é propriamente ciência espacial, muito menos para um membro de tão ilustre comité FIFA.

Ainda sobre esse caso, seria importante fazer-lhe a pergunta: sabe o Presidente da FPF que um adepto simpatizante do Sporting, de nacionalidade italiana, foi atropelado mortalmente nas imediações do Estádio da Luz, após um confronto entre claques rivais? Foi disso informado?

Continuamos, Dr. Fernando Gomes.

Voltemos à fragilidade dos clubes ditos pequenos. Nunca lhe mereceu nenhum comentário as actuações do clube do Restelo, em especial do seu atleta Miguel Rosa (quando lhe é permitido jogar, o que é raro) contra o Benfica? Acha tudo normal? Não vislumbra V. Exa. nenhuma dependência ou subserviência de um clube face a outro? Sabia que a Benfica SAD é, por exemplo, credor da Belenenses SAD? Isto não lhe causa desconforto?
E do jogo da mala, Sr. Fernando Gomes? Nunca lhe disseram nada sobre um certo Marítimo x Benfica?

Passemos agora para as arbitragens, o tal tema em que não se coibiu de mandar uma bicada a alguém, e cito-o: “para disfarçar insucessos próprios”. Não façamos joguinhos, Sr. Presidente da FPF: estamos carecas de saber que fala de Jorge Nuno Pinto da Costa. É verdade que o nosso Presidente tem muitas responsabilidades no que aconteceu nas 4 épocas anteriores. Dou-lhe isso de barato. Mas não é menos verdade que, se não houvesse túneis, se não existissem juristas como o Dr. Ricardo Costa, EstorilGate e Colinhos, o FC Porto teria hoje mais 2 ou 3 títulos de campeão nacional. Não menosprezando os nossos erros internos – que existiram e foram notórios – fique sabendo que é muito, mas mesmo muito difícil ganhar jogos arbitrados por padres ordenados e cartilhados.

Olhe, para lhe dar um exemplo, viu o mais recente Benfica x Braga? Viu a gravata de Samaris sobre João Carlos Teixeira? Não lhe parece verdadeiramente escandaloso que um árbitro não sancione tal conduta nem sequer com um amarelo? Não denota algo de estranho quando não se punem as condutas assassinas de Samaris, Pizzi e Eliseu, mas pelo contrário já se sanciona severamente Jorge Sousa, por pôr em ordem um jovem guarda-redes, ou um central maritimista que ia defrontar o Benfica por chamar – pasme-se, algo nunca visto! –  filho da polícia à mãe de um adversário? Não lhe parece que estamos a caminho de celebrar missas e homilías nos relvados nacionais?

Não nota nenhuma diferença de tratamento quando o Benfica joga para as competições europeias? Acha normal que o campeão nacional português seja aviado com 5 golos sem resposta perante um Basileia desta vida que no campeonato suiço de 10 equipas se situa em 3º lugar? Não vislumbra V. Exa. que quando o Benfica joga fora fá-lo mal, de forma atabalhoada e sem a tranquilidade que aparenta demonstrar dentro de portas? Percebe que a bota não bate com a perdigota? Nunca se apercebeu que lá fora (e lá fora) o Benfica leva vermelhos a torto e a direito e comete penalties como quem troca de cuecas?

E continuando nas arbitragens: o que tem a dizer do VAR? Qual a sua opinião? Acha que tem estado bem? Ouviu as gravações de Bruno Veríssimo sobre o “aguenta aguenta, é fora-de-jogo”? Que comentários lhe merecem?

O que pensa do facto de haver um clube que manipula imagens a seu bel prazer em todos os jogos que disputa dentro de portas? Entende que os árbitros ordenados têm condições para continuar a apitar o FC Porto e o Benfica? Não lhe parece estranho que um padre – desculpe, um árbitro de nome João Pinheiro – chegue a internacional com 2 jogos nas pernas, nenhum deles na I Liga? Acha bem que o VAR se baseie nas imagens transmitidas pelo canal oficial de um dos clubes da I Liga que desenha conforme lhe interessa linhas imaginárias no relvado? Não vê aqui um latente conflito de interesses?

Pequena nota de rodapé: Se não souber o que é isso de latente, diga-me e eu escrevo a explicar-lhe. Se não souber o que é conflito de interesses, idem.

Ainda sobre as arbitragens, desculpe maçá-lo com este tema, mas é que temos pano para mangas: Por que é que Marco Ferreira, que foi árbitro internacional, desceu de categoria depois de ter sido o segundo melhor árbitro nacional e logo depois de – coincidência – ter apitado 2 das 3 derrotas do Benfica nessa temporada? E porque é que, depois disso, o Sr. Marco Ferreira pediu uma audiência a Luís Filipe Vieira? E porque é que, já agora, Jorge Sousa simulou uma lesão para a sua nota não baixar e assim evitar a despromoção de categoria? Tem respostas para alguma destas perguntas, Sr. Fernando Gomes?

Insisto que sou chato: porque é que Nuno Cabral, ex-árbitro e ex-delegado da Liga, envia a Paulo Gonçalves, director jurídico do Benfica, relatórios sobre as notas atribuídas ao árbitro Rui Costa? E porque é que LFV assume que é preciso “dar cabo da nota” a esse árbitro? E porque é que o mesmo Nuno Cabral pede ao mesmo Paulo Gonçalves para que lhe arranje uma nomeação para um jogo da I Liga? E porque pede também a sua intervenção para que se melhore a nota do árbitro João Pinheiro? E proque é que Adão Mendes, ex-vice-presidente do Conselho de Arbitragem da AF Braga, pede também ao mesmo personagem para melhorar as notas do seu filho e de Manuel Mota? E mais: porque é que Ferreira Nunes (ex-vice-presidente da Comissão de Arbitragem responsável pelas classificações dos árbitros) pede também ele apoio para as eleições para a Presidência da AF Coimbra? Porquê tantos pedidos, das mais diversas personagens ligadas à arbitragem, a um mero director jurídico de uma SAD?

Peço desculpa, mas ainda não acabei, Dr. Fernando Gomes. Aguente, aguente…

Chegando ao tema dos e-mails, não existindo um negação clara e inequívoca da veracidade dos mesmos, o seu conteúdo não lhe merece censura, Sr. Fernando Gomes? Ou vai apenas olhar para a forma dos mesmos, fazer como a avestruz e enfiar a cabeça na areia do sigilo da correspondência privada? Se bem se lembra, durante o Apito Dourado, o conteúdo das gravações telefónicas, estando em segredo de justiça, foi partilhado até à exaustão. Valha a verdade, e se bem nos lembramos, nunca ouvimos a sua voz, enquanto Administrador da SAD do FC Porto, levantar-se contra o que quer que fosse nesse capítulo. A sua ou de Antero Henrique, já agora. Permita-me a provocação: os Administradores da SAD que rodeavam Pinto da Costa tinham muito em comum com os administradores do BES: entravam mudos e saíam calados. V. Exa, por exemplo, nunca foi responsabilizado por nada e os insucessos foram todos culpa do Presidente.

Mas depois do FC Porto, assumamos, a sua carreira tem sido imparável. De Presidente da Liga a Presidente da FPF, com um Europeu ganho pelo meio e agora com direito a assento executivo na FIFA, diria mesmo que o Senhor só parará como novo Blatter. Calado que nem um rato, sem fazer verdadeiramente nada que se veja, o Senhor tem abusado daquela máxima de que, para se ser promovido, basta estar quieto, simular um ar inteligente e deixar o tempo correr. Nisso, você tem sido mestre, tiro-lhe o chapéu.

Manifesto ainda a minha surpresa pelo tempo e espaço da sua carta de indignação. Explico: tempo, por ter sido depois da entrevista de FJM ao Record; espaço por tê-lo feito não no site da FPF, não numa entrevista televisiva, mas sim no jornal oficial encarnado, A Bola. No fundo, você sabe quem manda e já dizia alguém: manda quem pode, obedece quem deve.

E agora passando pela Selecção Nacional, não o preocupa que a mesma esteja capturada por um empresário, havendo até quem lhe chame o Clube Mendes? Não acha estranho que Ricardo Pereira, melhor lateral de França durante 2 épocas consecutivas, nunca tenha sido chamado aos eleitos de Fernando Santos, em favor de Cancelo e outros que tais? E ao invés, não lhe parece estranho que tenham bastado 2 ou 3 jogos a titular de Bruno Varela para merecer uma convocatória?

E ainda sobre esta questão, não lhe parece estranho que o futebol português seja albergue de três clubes que são autênticas plataformas giratórias de jogadores do mesmo intermediário, vendendo qualquer perneta seja de idade for por quantias de 15 milhões? Isso não lhe suscista qualquer interrogação ou incómodo?

Confesso que, do seu texto, chamou-me a atenção o facto de referir V. Exa. referir que – palavras suas – “o Estado, Governo e AR, os diferentes responsáveis institucionais devem envolver-se cada vez mais neste objectivo colectivo de combater de forma efectiva as ameaças ao futebol, nas suas diversas vertentes”. Estará você a manifestar-se/assumir-se publicamente incompetente e incapaz de fazer seja o que for e a suscitar a investigação urgente por parte da PJ e do MP? Se sim, porquê só agora vem a terreiro manifestar tamanha preocupação? Foi preciso que FJM e o Porto Canal começassem a mostrar o que estava à vista de todos?

Confesso que o pouco respeito que ainda tinha por si, granjeado pelo facto de num passado longínquo ter defendido de forma aguerrida as cores do FC Porto nos pavilhões de basket desse país fora, se perdeu irremediavelmente com o texto que escreveu no Jornal A Bola. Com tanta coisa para se preocupar, com tanta coisa em que é necessário um trabalho de fundo no futebol português, vem a terreiro agora apelar a uma pacificação porquê? Com que intuito? Não viu acima que há temas de sobra com que se preocupar? O seu texto foi para agradar a quem? Infelizmente, temos que voltar às palavras de Carlos Queirós, que continuam hoje a fazer sentido, é preciso varrer o lixo da Federação.

Sr. Fernando Gomes, formulo um pedido: tenha vergonha na cara e demita-se da Federação Portuguesa de Futebol! Na UEFA, coutada do Senhor Platini e quejandos, é que você estará bem. O Sr. foi apenas e só o guardião que permitiu que todos os cartilheiros e padres deste País tomassem conta do futebol português. Foi você que, movido pela inveja e alimentado pelo sentimento de vingança contra o Presidente Pinto da Costa, albergou, instigou, alimentou e deu asas e tentáculos ao Polvo Encarnado. Repito com urgência: Sr. Fernando Gomes, seu cartilheiro, tenha vergonha na cara e demita-se! V. Exa. é o lixo da Federação!

Rodrigo de Almada Martins