03 janeiro, 2009

Abram treinos aos adeptos

O FC Porto abriu o seu primeiro treino do ano aos adeptos e eles corresponderam em massa. Eram cerca de 6 mil, talvez um pouco mais, e apesar do frio e da chuva que se fazia sentir, ninguém arredou pé do Dragão. Foi uma prova de fé, uma demonstração de amor ao clube como quase nunca se vê, muito menos nestes moldes. E os adeptos merecem mais respeito, mais dias como este. Em suma, merecem assistir a mais treinos, mas infelizmente o futebol evoluiu em sentido inverso.

Parece que até esta era, a era dos treinos fechados a olhares curiosos, não se fizeram campeões; parece que é preciso afastar os adeptos dos seus ídolos para haver seriedade e rigor na preparação das equipas; parece que o futebol não foi feito para os adeptos ou que estes só podem demonstrar o amor que sentem pelo Desporto-Rei nos dias de jogo. Mas nem tudo o que parece é e, a mim, parece-me que, nesse aspecto, o futebol devia regredir.

Devíamos voltar aos velhos tempos, nos quais grupos de amigos se encontravam nas imediações dos estádios deste país para verem como trabalhavam as suas equipas de eleição. Viam e interagiam, mandavam a “boquinha” da ordem ao jogador em pior forma, elogiavam aquele que se destacava e ainda davam conselhos ao mister, como verdadeiros treinadores de bancada que eram.

Agora, isso não acontece e os treinadores de bancada foram superados pelos treinadores de sofá. Essa raça que não conhece o cheiro da relva, que não entende o mau humor de um jogador que acabou de perder a peladinha, que não sabe como o treinador prepara a sua equipa...

Felizmente, nasci a tempo de viver esse lado do futebol que agora está escondido e em risco de extinção. E é pelos momentos de felicidade que guardo desses dias diferentes que deixo o seguinte conselho:

Abram os treinos aos adeptos!

# coluna de opinião do Nuno Barbosa no jornal RECORD em 01Jan2009.

6 comentários:

  1. O futebol perdeu muito da sua magia desde que alguém "concluiu" que os treinos deveriam ser à porta fechada 99% das vezes. Nas Antas havia tertúlias de adeptos antes e durante os treinos. Cheguei a participar em algumas esporadicamente e sendo o mais novo desse grupo era com intenso prazer que ouvia as opiniões dos mais experientes. Enfim, são os novos tempos.

    Vá lá que a SAD lembra-se de nós às vezes, e como sempre os Portistas demonstram aquele amor único ao clube pelo qual fazemos tudo.

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  2. Acho que por alturas do Carnaval, pode ser que...
    Tudo pronto para a luta? Eu estou!
    Um abraço

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  3. Se bem que eu preferisse os treinos abertos, compreendo a necessidade de se trabalhar em ambiente calmo longe de bocas e outras questões assim.
    Também sou do tempo em nas Antas via os treinos quase todos os dias - ia mais cedo se podia, para os meus treinos e ficava a ver os do Futebol - mas reconheço que, sobretudo em épocas de crise, existia alguma perturbação.
    Tenho pena que assim seja pois sabia bem observar o dia a dia da equipa e até conviver esporádicamente com jogadores ou técnico,
    Daí que pense que ... nem sempre ... nem nunca...
    E como diz o Vila Pouca, pronto para luta. Vamos a isso!!!!!

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  4. Um naco da entrevista de P.da Costa ao Diário de Notícias da Madeira. Se quiserem ler toda a entrevista vão ao portistasforever.

    O que vos deixo é sobre o "senhor" Adriano.
    "O Marítimo quer contratar um avançado. O empréstimo de Adriano é uma hipótese?

    Em tempos o Carlos Pereira falou-me no Adriano e eu autorizei-o a negociar com o jogador. Disse-lhe que se chegassem a um entendimento que o FC Porto deixava-o sair, inclusive completava o ordenado que ele aufere no FC Porto, dado que o Marítimo não podia pagar aquilo que tem no contrato. Contudo, o negócio não foi possível, porque o jogador disse que queria receber tudo do FC Porto e depois negociar com outros clubes. Quer dizer, o jogador neste momento não joga e ganha uma verba 'X' e para jogar quer 'X' mais 'Y'. Quando se tem este procedimento é impossível chegar-se a acordo.

    Mas o Adriano é ainda uma hipótese para o Marítimo?

    Estive num almoço no dia 31 de Dezembro com o presidente do Marítimo, no qual me manifestou novamente interesse no Adriano. Por nós, mantêm-se a autorização de tentarem convencê-lo a voltar. O jogador conhece a ilha, não seria prejudicado e poderia jogar. Mas pelos vistos não quer, é pena, mas não posso fazer nada.

    Um abraço

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  5. Estive em Fânzeres,
    FCPorto-11-Braga-3 (hóquei)

    júniores (futebol): candal-1-fcp-2

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  6. Eu partilho da opinião do Jorge Aragão... o público tornou-se demasiado agreste nos treinos para com a equipa e por vezes também para com a equipa técnica e foi isso que levou a tornar os treinos à porta fechada.

    E talvez haja um tentativa também de esconder estratégias pois nunca se sabe quem estará na bancada a ver...

    Pelo hóquei a diferença pontual por esta altura do ano já faz adivinhar um octa (!) campeonato... é uma supremacia azul e branca incrível! Só é pena não ganharmos a liga dos campeões com mais frequência e seriamos uma potência mundial de hóquei em patins!

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