16 maio, 2018

CAMPEONATO SUJO?


“Mas têm-me de explicar como é que alguém quer ser campeão com… Aboubakar, Soares e Marega!
Pode haver um milagre… mas não vai ser fácil…”
Houve uma criatura SUJA que escreveu isto no seu facebook no dia 1 de dezembro de 2017 após o FC Porto ter defrontado no Dragão uma equipa. E que equipa foi essa? Foi a única equipa entre as 80 que participaram na fase de grupos das competições europeias que não conquistou um miserável ponto e apenas marcou um golo.

Não diria que foi um campeonato SUJO, diria antes que foi um campeonato em que o FC Porto teve de enfrentar um adversário que está a braços com vários casos judiciais relacionado com matérias SUJAS, nomeadamente, corrupção, compra de resultados, compra de decisões judiciais, compra de acesso ilegítimo a processos judiciais em sigilo…

Diria que foi um campeonato onde alguns tentaram utilizar as formas mais nojentas e SUJAS para tentar desestabilizar, lançar lama e confusão num futebol português já de si enlameado por um clube que está a braços por vários processos judiciais. Falo obviamente do fenómeno SUJO mas sobretudo revelador da doença mental grave de algumas criaturas SUJAS que por aí andam: as patéticas denúncias anónimas antes dos jogos do FC Porto!

Parando de falar em SUJIDADE, vamos então à minha habitual análise aos jogadores e treinador da equipa que mais pontos arrecadou, mais golos marcou e menos golos sofreu. O FC Porto não foi melhor que os outros, foi obviamente MUITO melhor:

CASILLAS: À terceira época foi mesmo de vez. Um “monstro do futebol mundial” que já ganhou tudo o que havia ganhar, acrescentou ao currículo o título de campeão português. 10 golos sofridos no campeonato e um “monstro” nas alturas mais importantes da época, foi importante na caminhada do título.

JOSÉ SÁ: Após a “falta de empenhamento de Casillas nos treinos”, o português agarrou a titularidade. Alguns momentos interessantes, como a defesa em Chaves quando o resultado estava equilibrado e uma defesa importante no clássico do Dragão em que Herrera marcou um golo limpo anulado. Outros momentos menos felizes, como a golo sofrido na Amoreira e os 5 golos sofridos frente ao Liverpool. Acabou naturalmente por perder a titularidade para um “monstro do futebol mundial”.

VANÁ e FABIANO: Os últimos dois jogadores a confirmarem o estatuto de campeões nacionais…

ALEX TELLES: O rei das assistências do campeonato, que ainda marcou 3 golos, foi um jogador fundamental na caminhada triunfal do FC Porto. Um dos melhores jogadores, competente a defender, excelente a atacar. Um dos jogadores acima da média do atual plantel.

RICARDO: Uma época a um nível altíssimo, muito bom a atacar, esteve em crescendo no aspeto defensivo, apesar de ainda ter de melhorar neste aspeto. Qualquer semelhança com o Ricardo das épocas 2013/2014/2015 que depois saiu para França, é pura coincidência. Um caso em que os empréstimos fizeram muito bom, está feito um jogador muito competente.

MAXI: Finalmente o título de campeão nacional no melhor clube português dos últimos 40 anos. Foi uma alternativa competente aos titulares na posição e ainda marcou um golo importantíssimo ao Leipzig que permitiu ter vantagem no confronto direto com os alemães, algo que depois contribuiu de forma relevante para sermos mais uma vez a única equipa portuguesa presente nos oitavos-final da Champions League.

FELIPE: Já tinha feito uma época anterior competente, mas desta vez o nível exibido foi ainda melhor. Fortíssimo nas bolas aéreas, duro quando tem de ser e excelente no posicionamento/antecipação. Marcou um dos golos mais importantes da época, o daquela vitória em Santa Maria da Feira, que permitiu ganhar pontos aos dois rivais diretos.

MARCANO: O central espanhol já merecia o título de campeão nacional, sobretudo pela excelente época que fez no ano passado, construindo com Felipe uma dupla de betão (mérito também de NES). Nesta época, fez com Felipe uma dupla quase intransponível. O futebol é de facto das coisas mais estranhas mas ao mesmo tempo mais apaixonantes que há: lembram-se do Marcano que escorregou na final da taça 2015/2016 possibilitando o 2º golo ao braga, numa final ingloriamente perdida nos penalties?!?!?!

REYES: Um jogador que provavelmente fez a sua última época de Dragão ao peito, acabou por ser discreto mas eficaz nas oportunidades que teve. Ainda marcou 2 golos.

DALOT: Realizou 4 jogos completos numa altura da época em que Telles estava lesionado e deu para perceber que o potencial é inacreditável. Se tiver a evolução esperada pode ser um caso sério.

OSÓRIO: A sua única participação no campeonato foi na pior exibição coletiva da época (com exceção de Liverpool no Dragão): restelo. E teve responsabilidades no primeiro golo sofrido nesse jogo. Muito pouco há a dizer sobre a época do venezuelano. A ver vamos o futuro...

DANILO: Até à arreliadora lesão na meia-final da taça da Liga estava a ser um dos melhores do plantel. Um poço de força, impressionante no jogo aéreo, foi uma tremenda crueldade a lesão que o impede até de ir ao mundial-2018. Único fator positivo da lesão é que é um jogador certo no plantel 2018/2019!

HERRERA: Vou ser o mais direto e frontal possível. Fui dos maiores críticos de Herrera nos últimos 4 anos e fi-lo infelizmente com muitas razões para isso: a instabilidade do mexicano é um facto que foi visível entre 2013 e 2017. O mérito da excelente época do mexicano deve-se sobretudo a Sérgio Conceição, um treinador que potenciou jogadores a um nível que nunca julgávamos ser possível. Foi quem deu o "golpe da misericórdia" neste campeonato com um golão na luz...

(Continua a análise aos jogadores e treinador no post da próxima semana)

PS - Lembram-se do Paços de Ferreira e do seu treinador, quando nos ganharam naquele miserável espetáculo de anti-jogo, nojice e ordinarice... A realidade, mais cedo ou mais tarde, encarrega-se de colocar no seu devido lugar as equipas miseráveis que simplesmente não querem jogar futebol. E quem não quer jogar futebol tem aquilo que merece... Agora o sr. felgueiras que vá fingir lesões mas para a 2ª divisão!!

15 maio, 2018

12 maio, 2018

MAR AZUL EM FESTA.


GUIMARÃES-FC PORTO, 0-1

O último jogo dos Dragões na presente época a contar para a derradeira jornada da Liga NOS tinha pouca coisa em jogo. O V. Guimarães estava com a sua situação definida na classificação e com mais ponto, menos ponto, mais um lugar acima ou abaixo, nada mudaria o seu destino. Os Dragões tinham como objectivo igualar o recorde de pontos da Liga NOS em 34 jogos. E depois tentar terminar a prova com uma vitória e fazer a festa com os adeptos que se seguiu nos Aliados.


Sérgio Conceição fez seis alterações no onze em relação ao último jogo. Na baliza surgiu Vaná. Na defesa, Maxi rendeu Ricardo Pereira e Felipe, regressado de castigo, substituiu Reyes. No meio-campo, Óliver apareceu no lugar de Sérgio Oliveira e na ala direita Corona foi opção em detrimento de Otávio. Por fim, na frente de ataque, Gonçalo Paciência fez o papel que, muitas vezes, cabe a Soares.

A primeira parte do jogo foi algo pobre. As equipas jogaram com pouca velocidade. O FC Porto dominou territorialmente e o V. Guimarães espreitava o contra-golpe, jogando no erro do adversário. Em termos de oportunidades de golo, nesta fase inicial, a equipa da casa aproveitou dois erros no meio-campo portista para lançar o conta-ataque mas os vimaranenses, na hora de atirar à baliza, desperdiçaram o ensejo de abrir o marcador. Pelo seu lado, o FC Porto ficou-se por um remate fraco mas colocado de Óliver que Miguel defendeu para canto e por um remate à meia-volta de Paciência, dentro da área, que saiu a rasar a trave.


Ao intervalo, Sérgio Conceição deve ter despertado toda a equipa. Os Dragões mudaram o “chip” e começaram a acercar-se mais da baliza vitoriana. No entanto, as oportunidades de golo ficaram-se por um bom remate de Maxi, sacudido para canto por Miguel e por um cabeceamento, com relativo perigo, de Herrera ao lado da baliza contrária. O técnico portista colocou em campo Soares e, mais tarde, A. André nos lugares de Paciência e Corona respectivamente.

Até que aos 69 minutos, na cobrança de um livre a castigar um derrube sobre Brahimi, Alex Telles efectuou um cruzamento com régua e esquadro e Marcano, na zona de pontapé de penalti, cabeceou ao ângulo superior da baliza vitoriana. Depois do golo, o FC Porto baixou as linhas, controlou o jogo mas o V. Guimarães não conseguir esboçar qualquer reacção.


Foi altura de Sérgio Conceição fazer a última substituição. Fabiano, regressado de uma longuíssima paragem por lesão, regressou à competição, substituindo Vaná. O guarda-redes emocionou-se no fim do jogo e não deixou de agradecer a Sérgio Conceição esta oportunidade para se sagrar campeão após longa paragem. Diga-se de passagem que Fabiano é o único jogador deste plantel que tinha vencido o último campeonato em 2012/13.

O fim de jogo chegou pouco tempo depois. O FC Porto seguiu para o Dragão de onde arrancou, num autocarro panorâmico, para a Avenida dos Aliados. Aí deu-se a consagração dos campeões, onde a equipa iria ser recebida nos Paços do Concelho 19 anos depois da Autarquia ter aberto pela última vez as portas ao clube. Mas antes, toda a equipa foi invadida por um Mar Azul por toda a cidade, com o ponto alto a ser vivido no coração da cidade. Depois, Pinto da Costa seria galardoado com a Medalha de Honra da Cidade do Porto, numa cerimónia simples mas muito bonita.


Para terminar a noite, a taça foi exibida pelo plantel na varanda da Câmara Municipal ao imenso Mar Azul e, posteriormente, os jogadores foram chamados um-a-um para serem saudados por cerca de 250 mil pessoas presentes no Aliados.

Assim termino mais uma época ao serviço do Bibó-porto-carago, em defesa do FC Porto. Tenho a certeza de que, na próxima época, estarei cá com a vontade de sempre para continuar a escrever e a defender o nosso clube e, também, com a esperança de conquistar mais títulos onde a justiça, trabalho e seriedade estarão sempre presentes.

Boas Férias, CAMPEÕES!!!




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Hoje, tal como no Campeonato, fomos justos vencedores"

Título difícil, mas justo
“Foi um título muito suado, mas conquistado com toda a justiça do mundo. Foi uma época muito exigente a todos os níveis. Depois de confirmarmos o título na semana passada, o ambiente e a atmosfera foi diferente, por muito que alertássemos para a importância deste jogo. Defendemos uma instituição como o FC Porto e temos de entrar em todos os jogos para ganhar, por isso hoje não poderia ser diferente. Íamos encontrar um Vitória que também queria terminar a ganhar, por isso preparámos o jogo tentando manter os jogadores focados ao máximo. Controlámos o jogo, criámos mais ocasiões e fomos a melhor equipa em campo. Hoje, tal como no Campeonato, fomos justos vencedores. Foi um ano difícil, mas fomos recompensados pelo nosso trabalho e fomos justos campeões.”

O recorde dos 88 pontos
“É algo importante, mas o principal objetivo era ganhar o Campeonato. Se isso coincide com a máxima pontuação da história do clube, melhor ainda. Já disse muitas vezes que os números e as estatísticas não valem grande coisa, mas queria muito ganhar este jogo e fico contente por coincidir com a marca dos 88 pontos.”

O primeiro de muitos
“Acredito que, daqui a 10 anos, a imagem que os adeptos vão guardar de mim é a de treinador e não a de jogador. Que esta época se já o início de muitas conquistas e que este tenha sido o primeiro de muitos títulos.”


Vaná e Fabiano oficialmente campeões
“Não sou de dar prendas a ninguém. Todos os que jogaram mereceram jogar. O Fabiano foi incrível desde que começou a trabalhar connosco. Via a dedicação, o empenho e tudo aquilo que era o espírito do nosso balneário. Ele era o único elemento deste plantel que já tinha sido campeão no FC Porto. O Fabiano trabalhou muito para os 15 minutos que teve hoje.”

A importância dos adeptos
“Foi uma época inesquecível. Como já disse, é um título muito importante, um dos mais importantes dos últimos 30 anos. Partimos para este Campeonato atrás dos outros, mas os campeões somos nós. Toda a estrutura fez um trabalho magnífico e que nos permite estar a festejar com os nossos adeptos, que foram verdadeiramente essenciais para a nossa conquista. Agora falo para os adeptos: Este título é vosso. Costuma dizer-se que os adeptos são o 12.º jogador, mas não é, é o primeiro. Sem vocês, o clube não existe. Aquela saída para Lisboa, quando estávamos em segundo, tocou toda a gente. Essa envolvência entre equipa e adeptos foi essencial. Os adeptos sentiram que os jogadores eram como adeptos dentro do campo a defender as cores do nosso FC Porto.”

Mais um ano de contrato
“Vocês sabem o que sinto por este clube e que tenho mais um ano de contrato. O FC Porto é um grande clube e toda a gente que trabalha aqui está sujeita a ser falada para outros clubes.”



RESUMO DO JOGO

10 maio, 2018

O ADN DE UM TÍTULO: OS PATINHOS FEIOS.


[INTRODUÇÃO - O RAPAZ A SUBIR AS ESCADAS DO ESTÁDIO]

O que é, no fundo, um clube de futebol?
Dizia Bobby Robson que

Não são os estádios, nem os dirigentes, nem aqueles que são pagos para os representar. 
Não são os contratos televisivos, as cláusulas de rescisão, os departamentos de marketing ou os camarotes corporativos. 
É o barulho, a paixão, o sentimento de pertença, o orgulho na tua cidade. 
É o pequeno rapaz a subir pela primeira vez as escadas do seu estádio, agarrado à mão do pai a olhar embasbacado para aquele pedaço de relva, sem ser capaz de fazer a mínima noção do que aquilo é, apaixonando-se.

O futebol é isto e um clube de futebol é muito disto. Uma mescla de sentimentos que nos engolem e nos deixam por vezes com uma bola na garganta, de lágrimas nos olhos, sem percebermos bem em que momento nos tornamos assim, doentes e apaixonados por um clube de futebol, ao ponto de dedicarmos grande parte dos fins-de-semana a este ritual sôfrego e inexplicável.

[DOS PATINHOS FEIOS]

Lembrei-me desta pequena nota de Sir Robson em função daquilo a que assistimos neste último ano da cavalgada – só pode ser esse o termo – do FC Porto até ao título de campeão nacional. Houve um tempo, num passado não muito longínquo em que o FC Porto, os seus dirigentes, os seus jogadores, a sua estrutura, mas também – e principalmente – os seus adeptos – se deixaram adormecer, dividir, enganar, esmorecer.

Nos anos em que ganhávamos porque sim, porque éramos inapelavelmente melhores, nos anos em que os grandes craques latino-americanos vinham aqui espalhar o perfume do seu futebol e rumar imediatamente para outras paragens, fomos acumulando títulos e honrarias, mas fomos perdendo alma, paixão, sentimento. No linguajar portuense, dir-se-á que fomos perdendo MÍSTICA.

Um clube de futebol não são, pois, os jogadores, nem os namings, nem a última grande transferência. Um clube de futebol são os seus adeptos, a sua mentalidade, a sua cultura, a sua forma de viver e de sentir o clube. Um clube de futebol é tão maior quanto maiores forem os seus adeptos e o FC Porto provou este ano que tem, indubitavelmente, os melhores adeptos do mundo, que carregam a sua equipa às costas seja em que estádio, aeroporto ou estrada for, erguendo a sua voz e o seu espírito bem mais alto que os restantes. É isso, no fundo, que define o que é e o que não é um grande clube.

O maior erro é não perceber porque se ganha. Dizia um jornal catalão, no rescaldo da traumática saída de Neymar, perante uma exibição fantástica de um jovem da cantera, que La Masia nunca mente. Defendia o jornalista que o Barcelona não podia continuar a trair a sua cultura de formar jovens na sua academia, moldados no seu estilo de jogo de posse e de toca e corre.

A dada altura, o FC Porto pensou que ganhava porque tinha mais dinheiro, mais fama na Champions, mais qualidade nos reforços ano após ano. Erro crasso. Esqueceu-se o que 77/78 lhe tinha ensinado: que os jogadores ganham jogos, mas no FC Porto quem ganha campeonatos são as equipas. O clube aburguesou-se e o seu ADN foi-se alterando: as células boas iam morrendo e foram ficando as más, numa estrutura cancerosa que se deixara convencer que ganhava por direito divino e devido aos sucessivos craques que ia recrutando a preços cada vez mais exorbitantes na américa latina.

O que aconteceu depois, sabemos, é história. Um clube amorfo e adormecido, sem chama, sem alma, sem cultura e que traiu o seu ADN, deixando-se afundar facilmente no universo do Polvo, que tudo foi corroendo e corrompendo no futebol português.

Foi preciso, sabemos hoje, nada ganhar durante 4 anos seguidos para voltarmos a ter um lampejo daquilo que é o Futebol Clube do Porto. Ele já tinha surgido, a espaços, na 2ª volta do campeonato com NES, treinador que não soube perceber o momentum nem catapultar essa força para dentro de campo.

Sérgio Conceição chega ao clube, então, no momento que agora podemos dizer ideal. Se por um lado chega como o treinador a quem foram dados menos recursos, o ambiente que se vivia era um pouco semelhante àquele que se viveu no pós-campeonato do Túnel, onde Jesualdo Ferreira foi simplesmente expoliado de um título de campeão nacional. AVB percebeu também essa raiva acumulada e pôs o Dragão a cuspir fogo, dando asas a uma equipa desejosa de vingar Hulk e Sapunaru.

Mas o seu a seu dono: Sérgio Conceição teve tarefa mais hercúlea, apenas unicamente comparável aos títulos de Pedroto e Artur Jorge. Perceba-se que esta equipa campeã é feita de patinhos feios. Que outra coisa poderão chamar a Ricardo Pereira (enviado para França depois de sucessivos erros defensivos como lateral), Marcano (central que começou por ser visto como mais um erro de casting de Lopetegui), Sérgio Oliveira (a eterna promessa adiada), Herrera (um dos mais mal-amados dos últimos anos), Aboubakar (recambiado para a Turquia após uma primeira época estranha) e Marega (o jogador mais gozado e vilipendiado pelos próprios adeptos e adeptos rivais de que há memória)?

Esta equipa de patinhos feios tornou-se uma espécie de fénix renascida. Aproveitou-se da experiência de Iker e de Maxi, da qualidade e alma de Telles, da impetuosidade de Felipe, da força de Danilo e da técnica apurada de Brahimi para se catapultar para outros voos.

Sérgio Conceição parece ter percebido o exacto momento do clube e resgatado uma identidade e um ADN que é património imaterial do FC Porto e que é único em Portugal: a lógica do comer a relva e do antes quebrar que torcer. Esse pergaminho é a nossa La Masia. Um clube cujo epíteto poderia ser de feios, porcos e maus, que joga na raça e no querer, que faz das fraquezas as suas forças e que actua como underdog competitivo, aquele que corre por fora e em quem nunca ninguém aposta. Esta é, para fora, a cultura FC Porto. Para dentro, a mentalidade é só uma: exigência máxima, união e coesão, balneário fechado e trabalho, seriedade e competência. Não é que os outros não corram e não se esforcem, mas há uma ideia, uma história e uma génese no património genético do FC Porto. É um clube que tem uma concepção e uma ideia de competição que deve ser protegido, alimentado, valorizado e potenciado, nunca renegado e esquecido, pois são poucos os clubes no mundo que entendem o seu lugar e papel no futebol.

A nota dominante desta equipa é, não por acaso, algo que a distingue das equipas do passado recente do FC Porto. Onde antes havia distanciamento e evasão, há hoje proximidade e pertença. Os jogadores convivem com os adeptos, os jogadores banham-se na multidão que é hoje o mar azul, o clube potencia e percebe que é nesses momentos – como no aeroporto, como nas partidas de autocarro da equipa – que os jogadores realizam que não jogam sozinhos e que trazem atrás de si toda uma nação azul-e-branca. Só assim se percebe que Herrera, ao marcar o golo do campeonato no Estádio da Luz, dispa a camisola e exiba com orgulho não o seu nome, mas o símbolo do seu clube.

Não há coincidências: há aqui um testemunho geracional, uma corrente invisível, um legado que sustenta o clube e o aproxima das suas origens e do seu código genético pedrotiano. Existem 3 homens simultaneamente campeões como jogadores e treinadores no clube: Sr. José Maria Pedroto, António Oliveira e Sérgio Conceição. O 2º foi treinado pelo primeiro. O 3º foi treinado pelo 2º.

Diz a lenda que as palestras de Oliveira no balneário eram insuperáveis, carregadas de mística e de chavões de ódio ao sul e da necessidade de deixar a pele em campo, muito inspiradas pelo imaginário pedrotiano. Conceição transporta consigo uma raiva e uma alma latentes e bem visíveis à flor da pele, assim como é possível ver em André André e em Gonçalo Paciência muito do amor e da alma que os seus pais nutriam pelo clube. Conceição foi por isso o treinador ideal para este contexto e este tempo muito específicos, onde derrotar o Polvo foi assumido como prioridade máxima por parte da Direcção e dos adeptos portistas.

Palavra especial para Francisco J. Marques, que encetou toda a sua estratégia logo no dealbar dos festejos do tetra encarnado que, devido ao que se foi conhecendo, foi já festejado de forma tristonha e envergonhada, por entre tumultos no Marquês e sem o chamado brilho dos campeões. Olhando agora de forma retrospectiva, o penta só poderia mesmo ter acontecido com a ajuda dos padres ordenados. O clube rival, por si só, está destruído e contaminado por dentro, incapaz de perceber como pode ganhar sem os seus tentáculos de molusco invertebrado.

A operação urdida por Francisco J. Marques foi o verdadeiro anti-penta, que permitiu que o clube começasse o campeonato com 3 pontos de vantagem sobre os rivais, que pareceram sempre aturdidos e esmagados com as sucessivas revelações vindas à tona. Em redor desta estratégia foram surgindo personalidades e entidades que não se podem desligar a partir de agora do futuro do clube, tais como o Porto Canal, Baluarte Dragão, Porto Lúcido ou Batalha 1893. Estes e muitos outros, cada um à sua maneira, voltaram a erguer a muralha fernandina em torno do FC Porto, possibilitando a reconquista.

As figuras do título, além do treinador e director de comunicação, só podem ser obviamente Herrera ou Marega, dois patinhos feios por excelência. Na impossibilidade de escolher os dois, opto pelo mexicano. Embora defenda que Marega é de facto o jogador que mais torna este FC Porto quase impossível de combater, penso que é com jogadores como Hector que se ganham campeonatos e se constrói uma mentalidade ganhadora. É preciso aguentar jogadores deste calibre alguns anos, moldados na espiral do fracasso e no pavor do assobio da bancada, para que se ganhem verdadeiros campeões e homens da casa. Herrera tornou-se um capitão ao estilo daquilo que nos habituamos a ver no Porto. Não será um João Pinto, não será um Baía ou um Jorge Costa, mas é, ao seu jeito, um grande capitão do FC Porto. A manutenção deste jogador (e também por inerência deste tipo de jogador) será a chave do sucesso no futuro imediato. Todos o sabem, mas ninguém o assume: quando os adeptos cantam Hector Herreraaaa e Oh Maregááá estão, no fundo, a pedir desculpa aos jogadores pela forma injusta e precipitada como os trataram no passado. Esses cânticos são o mar azul a premiar os tais patinhos feios, transformados em estrelas brilhantes do plantel dos campeões nacionais. No fundo, Herrera e Marega são o avatar do FC Porto: os eternos underdogs, os eternos desmerecidos, os eternos desacreditados que, fruto do trabalho e da crença, crescem perante a adversidade e fazem das tripas coração. Uma históra muito tripeira, no fundo.

[CONCLUSÃO - ABRILADA NO LUSO-FUTEBOL]

Quem não percebeu o que se passou nesta temporada 2017/2018, não será capaz de perceber o que aí vem. De certa forma, com este campeonato, nasceu um novo FC Porto. Eu, que vivo entre as duas cidades – Porto e Lisboa – há quase 6 anos, posso afiançar-vos de forma fidedigna que o panorama tem mudado radicalmente de ano para ano. Há um novo portismo que germina por esse país fora, especialmente em Lisboa e seus arredores. Pode ter começado por ser uma erva daninha rastejante, mas, fruto da persistência, esse portismo foi-se implementando e está aí viçoso e forte, a percorrer o país fora.

Já vimos um pouco disso mesmo na marcha que decorreu da Avenida da República até ao Marquês de Pombal no passado Sábado. Há pouco menos de 10 anos, os jornalistas da nossa praça não enchiam a boca para afirmar que o FC Porto tinha ganho muita coisa mas continuava a ser um clube regional? Onde andam agora essas aves raras que falam para agradar ao dono? Não viram? Não estavam lá? Até quando vai a comunicação social deste país continuar a ignorar a nova geração de portistas que, semana após semana, mostram o seu apoio nos estádios desse Portugal fora?

Onde paira essa comunicação social que é incapaz de dizer que o Porto, tirando Luz e Alvalade, joga em casa em qualquer estádio do sul do país, seja Belém, Setúbal ou Estoril? Onde estavam esses pseudo-jornalistas para relatar a verdadeira invasão registada na ilha da Madeira?

O país está a mudar rápida e vorazmente em vários sectores e o futebol não é excepção. O FC Porto é uma das poucas instituições que representam a resistência ao centralismo lisboeta e à cultura de corrupção que grassa na administração central lusitana. Mas essa luta é agora feita a partir de vários pontos do país, tendo, claro, o seu epicentro na Invicta. O clube, perante os casos do Túnel, EstorilGate, dos vouchers, dos e-mails, do e-Toupeira parece ter-se amotinado como à boa maneira dos anos 80 e 90 e quer voltar a inverter o tabuleiro do futebol português para norte. Este campeonato e a consequente participação na liga (cada vez mais) milionária podem ser o passaporte para uma nova fase de sonhos e ambições.

Este campeonato representa ainda o primeiro grande momento de verdadeira comunhão portista no novo estádio e talvez o primeiro momento em que a arquitectura do mesmo se revelou em toda a sua plenitude, conjugando o interior do recinto com o anel exterior e a alameda, potenciadas pela rotação do ecrã do estádio fora e pela abertura dos topos à parte exterior, num dia de calor e de emoções fortes. As imagens de 52 mil pessoas dentro do estádio a torcer pela vitória, sustentadas por uma mole humana impressionante cá fora irão marcar para sempre as imagens deste título, num fim-de-semana que foi de loucura em toda a cidade.

Nunca como nestes dois dias se celebrou tanto aquilo que é a vivência e o amor ao FC Porto, com dezenas e dezenas de grupos de apoio ao clube, das mais variadas paragens, a organizarem excursões, almoços, lanches e encontros de confraternização, sem qualquer tipo de violência (notem bem!) e apenas pelo puro gozo de celebrar o amor a um clube de futebol. Esta foi, definitivamente, a festa dos campeões e a festa de quem quer bem ao futebol português: um fim-de-semana de sol, regado a finos e a francesinhas, mas sempre de sorriso na cara e com respeito por todos. Um fim-de-semana de CAMPEÕES. E embora se possa pensar que ali se festejou somente um troféu, os portistas sabem que estavam a festejar muito mais que isso: estavam a celebrar uma comunhão de sentimentos e de energias que há muito estavam desaparecidas - a chamada Plenitude do Dragão. E isso é algo que não se explica: ou se sente e se entende ou então pura e simplesmente não se pode traduzir por palavras.

Outra nota de registo que talvez tenha passado algo despercebida é que este foi o primeiro título do FC Porto em que o treinador e os jogadores (Herrera, Marega, Iker, Telles, etc) foram mais aplaudidos que o próprio Presidente, que apenas teve direito a uma ou duas músicas entoadas mais por tradição e obrigação que por vontade. Ninguém retira mérito – que o tem, inegavelmente – a Jorge Nuno Pinto da Costa nesta conquista, mas a voz do estádio não costuma enganar: o FC Porto está preparado para sobreviver sem Pinto da Costa, doa a quem doer, custe a quem custar. O mesmo parecia intuir isso, no abraço emocionado a Sérgio Conceição, antes da entrega do troféu. E, embora só pareça chegar ao final de 36 largos e felizes anos, este é, paradoxalmente, o seu maior legado.

Viva o FUTEBOL CLUBE DO PORTO!!

Rodrigo de Almada Martins

09 maio, 2018

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS.


Após uma longa e severa seca de títulos, endurecida pela banalidade com que os portistas do pós-25 de abril se tinham habituado a olhar para as conquistas internas, eis-nos finalmente de volta ao nosso destino. O de campeões!

28º título. Tantos títulos, que porventura alguns deles até nos podem motivar breves lapsos ou confusões de caras e de nomes, como ocasionalmente ocorre quando as repetições acontecem em pequenos espaços de tempo. Verdade. Pode acontecer. Menos neste. Este título vamos recordá-lo por muitos e bons anos. Não pela louca alegria de um pontapé certeiro ao 92º minuto, ou pela angústia da espera pelo apito de um tal Calabote. Este título vamos recordá-lo como o do "contra tudo e contra todos"!

Não só contra a tentacular rede de compadrios, interesses e, sobretudo, controlo de todas as vertentes do futebol nacional, dentro e fora das 4 linhas, montada ilegalmente por determinado clube da capital, mas também contra a própria hierarquia do clube, cuja actração passada (?) por comissões e comissõezinhas em jogadores de duvidosa qualidade e interesse, levou a que o clube tivesse que ser intervencionado pelas instâncias europeias, deixando ao recém-chegado técnico, o sonho de poder reforçar um plantel já de si estigmatizado pelo insucesso, com refugo da casa.

Do que se vai ouvindo e lendo, pouco faltará para a imprensa e rivais fazerem do actual plantel do FC Porto, o mais poderoso de Portugal. Os mesmos que o colocavam ao nível do Sporting de Braga em Agosto último. Contudo ninguém se iluda.
Não fomos nós que, no início da época, gastámos largos milhões de euros em contratações para um treinador também ele pago a peso de ouro.
Nem somos nós que tinhamos o dream team treta campeão, já para não falar em padres, polvos e toupeiras.
Deixemo-nos de lavagens cerebrais. O nosso reforço para 2017/18 foi, o ainda virgem em minutos, Vaná.

Agradecendo a arte, empenho e superação dos atletas do plantel, obreiros materiais do título, o meu especial agradecimento por esta conquista, vai inteiramente para Sérgio Conceição e para os Adeptos Portistas.

Sérgio Conceição conseguiu o feito, quase equiparado a milagre, de reunir os cacos de épocas passadas, e fazer deles uma EQUIPA! Todos unidos, sem excepção, na busca de um objectivo. O de serem campeões. O de mostrarem a qualidade que sempre tiveram, e que por tantos factores, muitos deles externos, os próprios já começavam a questionar. O grande feito de Conceição, não foi a "invenção" da profundidade de Marega, ou a perfeita simbiose entre Herrera e Sérgio Oliveira. O grande feito de Conceição foi limpar a cabeça de um grupo estigmatizado de jogadores, e fazê-los sentir que eram campeões. Mesmo antes de o serem.

Se o treinador é o mentor da conquista, nós todos, Portistas, somos a ALMA que empurrou a equipa para a vitória.
A Alma que vibrou e contagiou de esperança, na apresentação da temporada e no longo e vitorioso arranque do campeonato.
A Alma que amparou a equipa nos pesados desaires caseiros europeus, ou nas derrotas da Mata Real e Belém.
A Alma que nunca abandonou os seus, e teve o merecido prémio no passado fim de semana.

Sim, este título também é nosso.

PS. Em tempo de comemorações, quero também endereçar os meus parabéns ao FC Porto B, pela sua vitória na Premier League International Cup, contra o Arsenal, em pleno estádio Emirates. Um brilhante final de época para os nossos miúdos, que chegaram inclusivé a liderar a II Liga, antes da sangria de empréstimos que o plantel sofreu em janeiro. Como cereja no topo do bolo, vamos lá ganhar no Seixal, e ajudar o Ministério Público e FPF a arranjar espaço para o slb na II Liga, ao mandar a formação secundária deles para o Campeonato de Portugal.

Cumprimentos Portistas.

06 maio, 2018

FOI BONITA A FESTA, PÁ!


FC PORTO-FEIRENSE, 2-1

O FC Porto é campeão nacional cinco anos após ter conquistado o último título. Longo jejum para um clube que, nos últimos 35 anos, habituou tudo e todos a vencer dezenas e dezenas de competições. Foi o maior jejum de títulos da era Pinto da Costa que se pretende que não se volte a repetir.

O jogo foi de consagração. Ao entrarem no relvado como campeões efectivos, em virtude do empate na véspera entre os dois rivais de Lisboa, os jogadores do FC Porto começaram a fazer a festa no hotel onde estagiaram juntamente com milhares de apaniguados. Os festejos começaram no sábado e prolongaram-se pela noite dentro e pelo dia seguinte. Foi uma longa maratona que deixou todos os portistas felizes, emocionados e em êxtase. Foi bonita a festa, pá!


O jogo foi encarado de forma séria, concentrada e de “prego no fundo” tal como é apanágio de Sérgio Conceição. O FC Porto entrou com a clara e nítida ideia de juntar à festa a vitória e os três pontos em disputa. Foi um jogo bastante intenso, bem disputado, agressivo e com uma intensidade como se gosta de ver em qualquer jogo de futebol.

Apesar da supremacia natural do Dragão, essa superioridade não se traduziu em golos imediatos. Mas houver oportunidades para abrir o marcador. Apesar disso, a primeira foi da equipa forasteira, quando Crivellaro viu Casillas adiantado e, pouco depois da linha de meio-campo, tentou o chapéu ao guarda-redes espanhol. A bola beijou a trave e saiu por cima das redes.


Soares e Sérgio Oliveira deram o mote e responderam com duas boas oportunidades que, com alguma sorte, poderiam ter mexido o marcador. Mas a oportunidade mais flagrante antes do golo foi operada por Reyes que correspondeu a um centro da esquerda, enviando a bola estrondosamente à trave.

O golo tardava. O Feirense lutava por pontos como de pão para a boca e jogava com galhardia. Mas aos 37 minutos, o marcador funcionou e com justiça, diga-se de passagem. Bela combinação entre Marega e Ricardo com o defesa lateral a cruzar rasteiro para o corte de um defesa contrário. A bola sobrou para Sérgio Oliveira que dominou de peito e atirou colocado para o fundo das malhas. Estava aberto o marcador e dava-se mais brilho e mais cor à festa iniciada na noite anterior.


Na etapa complementar, o FC Porto manteve a tónica atacante. Não tirou o pé do acelerador e continuou a jogar no sentido de ampliar o marcador. Sérgio Conceição operou duas substituições com as entradas de Hernâni e Aboubakar para os lugares de Otávio e Soares.

Foi o camaronês que iniciou a jogada do segundo golo com uma bela assistência para Brahimi. O argelino fez o resto. Depois de receber o passe do camaronês, o argelino teve um momento de magia. Passou a bola por cima de um adversário, rodou sobre si próprio e atirou, fulminantemente, à baliza. Um golo de antologia a combinar com a magnífica festa do Dragão.

Hernâni teve alguns bons apontamentos, com boas arrancadas que por pouco não deram em golo, principalmente nas assistências aos avançados. O jogo estava controlado e mantinha-se a tónica da lei do mais forte. O Feirense não conseguia chegar à baliza portista por mais que tentasse.


Mas ao cair do pano e quando nas bancadas a festa já estava em ebulição, alguma descompressão da parte da equipa levou a que o Feirense reduzisse a diferença para 2-1 com um cabeceamento de Valência que só parou no fundo das malhas.

Depois veio a festa no relvado, nas bancadas e na Alameda. Entrega da Taça da Liga NOS com toda a pompa e circunstância, adeptos e jogadores em euforia, festival na Alameda com os jogadores e técnicos chamados um a um ao “cogumelo” e festival pela noite dentro com o azul-e-branco a iluminar o cenário.

O FC Porto vai fechar o campeonato e a época no próximo Sábado com a deslocação a Guimarães onde procurará obter os três pontos e alcançar o recorde máximo atingido por uma equipa em pontos (88), fechando a prova em beleza.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: "Queremos atingir os 88 pontos"

Brindar os adeptos com uma vitória
“Deitámo-nos às quatro, cinco da manhã e não foi fácil, contra uma equipa que veio cá dar o máximo para conseguir pelo menos um ponto. Tivemos de ir à procura mais uma vez da despesa do jogo para ganhar e brindar estes adeptos com uma vitória. Ainda não acabou, falta um jogo e queremos atingir os 88 pontos.”


A oportunidade para os que ainda não jogaram
“Estou aqui para ganhar jogos, embora tenha atenção a todas as situações. Sei que há jogadores que merecem ser campeões, tudo farei para que isso aconteça, mas há sempre três pontos em jogo.”

Desfrutar e depois pensar em Guimarães
“Agora vamos desfrutar e partilhar este momento com os adeptos. Depois pensaremos no jogo com o Vitória, em Guimarães, que também queremos ganhar. Destaco mais uma vez toda a estrutura do FC Porto e quero destacar também os três grandes rivais que tivemos pela frente, que deram mais volume a esta vitória no campeonato.”



RESUMO DO JOGO







05 maio, 2018