11 dezembro, 2017

LIVERPOOL É O ADVERSÁRIO NOS “OITAVOS” DA CHAMPIONS.


Primeira mão joga-se no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro e a segunda em Anfield Road​​​​​​​​​ a 6 de março.

O sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões realizado esta segunda-feira em Nyon, na Suíça, ditou que o Liverpool será o adversário do FC Porto nos oitavos de final. Os azuis e brancos, que estão pela 13.ª vez na fase a eliminar da prova​, jogarão a primeira mão no Estádio do Dragão a 14 de fevereiro de 2018 e a segunda em Anfield Road a 6 de março.

Cinco vezes campeões europeus, a última das quais em 2004/05, os reds foram os primeiros classicados do Grupo E, com 12 pontos somados à custa de três vitórias e outros tantos empates. Foram ainda a segunda equipa mais concretizadora da fase de grupos (23 golos, menos dois do que o Paris-Saint Germain), tendo sofrido seis golos.

FC Porto e Liverpool já se cruzaram por quatro vezes nas competições europeias, tendo-se registado dois empates e duas vitórias dos britânicos. Em 2007/08, encontraram-se na fase de grupos da Champions: no Dragão, o jogo terminou com um empate (1-1) e em Liverpool, o resultado foi a favor dos anfitriões (4-1).

O encontro anterior foi relativo aos quartos de final da edição 2000/01 da Taça UEFA/Liga Europa: na primeira-mão, disputada no Estádio das Antas, ninguém marcou golos (0-0); na segunda, em Anfield, os ingleses levaram a melhor (2-0).

10 dezembro, 2017

futebol, 20:15, sporttv1 – setúbal 0-5 FC PORTO

VENDAVAL NO SADO
Um autêntico vendaval assolou o país de norte a sul mas foi no Sado que o vendaval desportivo do fim-de-semana teve a sua real marca.
O FC Porto deslocou-se a Setúbal para defrontar o Vitória local e não fez a coisa por menos. Aplicou chapa 5 sem espinhas. Varreu tudo o que viu à frente e ainda houve tempo para um ou outro desperdício na hora de rematar à baliza.
Neste jogo, Sérgio Conceição fez algumas alterações. Felipe, expulso no último jogo da Champions League, ficou no banco e Maxi jogou na lateral direita, fazendo subir Ricardo para a ala.
O FC Porto continua, com muita pena para muitos, a praticar um grande futebol e a derrotar os adversários sem apelo nem agravo. O futebol jogado é uma autêntica máquina de fazer golos. Depois dos cinco golos ao Mónaco, a dose repete-se frente ao V. Setúbal.
O V. Setúbal tentou entrar bem no jogo, de forma a surpreender os Dragões. Mas as intenções ficaram-se por uma investida de Edinho que terminou nas mãos de José Sá. A partir daí o FC Porto dominou todo o jogo, não concedendo qualquer veleidade ao seu adversário.
À passagem dos 31 minutos, surgiu o primeiro golo. Até aí os azuis-e-brancos tinham desperdiçado duas oportunidades. O golo foi obtido por Aboubakar na sequência de um pontapé de canto. Muito contestado por José Couceiro, mas sem razão.
Inicialmente, fiquei com a sensação de que Aboubakar terá empurrado Edinho quando se fez ao lance mas depois vendo bem a repetição, Edinho puxa a camisola do camaronês e só depois é que se dá o toque de Aboubakar no jogador sadino. A ser marcada falta, teria sido grande penalidade.
O árbitro deixou seguir e o FC Porto adiantou-se e bem no marcador. Os Dragões passaram a marcar maior presença na área contrária. A equipa parecia um rolo compressor.
Foi sem surpresa que aos 40 minutos Marega fez o 2-0, na sequência de um remate de Aboubakar defendido pelo guarda-redes contrário e de uma bola no poste de Maxi. Se o V. Setúbal já se sentia com poucas possibilidades de reagir, depois do segundo golo ficou sem quaisquer hipóteses.
A fechar a primeira parte, Aboubakar entrou na grande área, rodou sobre dois adversários e foi tocado no pé direito. O penalty, prontamente marcado pelo árbitro, exigiu intervenção do VAR que chamou o juiz de campo para ver as imagens. Passaram-se três longos minutos de espera para se decidir se haveria ou não de se dar lugar à marcação de um pontapé de penalty.
Ao fim deste tempo, o penalty é confirmado pelo árbitro e Aboubakar ampliou para 3-0, resultado com que se atingiu o intervalo.
A segunda metade trouxe novidades para além das já verificadas na etapa inicial. Corona substituiu Brahimi numa gestão clara de poupança da parte de Sérgio Conceição. O jogo continuou com sentido único.
Apesar do vendaval com chuva e vento forte verificados que, por vezes, alterava a trajectória da bola, o FC Porto continuou com uma intensidade impressionante no jogo.
Aos 69 minutos, Marega, numa jogada fantástica na direita, cruzou para Aboubakar que só teve que encostar para a baliza. 4-0.
Depois disso, Soares entrou e Danilo saiu mas o FC Porto não perdeu fulgor. Aos 82 minutos, Aboubakar retribuiu a Marega a gentileza. Num lançamento em profundidade, com alguma ajuda do vento, Aboubakar isolou Marega e o maliano faz um chapéu perfeito ao Guarda-Redes contrário que saiu da baliza para fazer a mancha. 5 golos sem resposta.
O jogo terminou pouco tempo depois com uma vitória robusta dos Dragões que continuam na liderança da Liga NOS, prontos para a luta pelo ceptro nacional.
Destaques naturais para dois homens da equipa azul e branca: Aboubakar e Marega foram os reis da noite e construíram a vitória indiscutível e arrasadora do FC Porto.
Próxima paragem no Dragão para a recepção ao V. Guimarães a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, antes da também recepção ao Marítimo, jogo da 15ª Jornada da Liga NOS.

09 dezembro, 2017

FOTO MÍSTICA #8 - Jardel [1997]


O FOTO-MÍSTICA é um espaço de registo e divulgação da história do FUTEBOL CLUBE DO PORTO. O objectivo é recordar os seus momentos, os seus valores, os seus princípios, a sua cultura, a sua marca, a sua dimensão, as suas gentes. Numa palavra: a sua MÍSTICA. Todos são convidados a participar nesta viagem. Se pretenderem ver divulgada uma fotografia em especial, podem enviar e-mail para rodalma@hotmail.com .


Época: 1996/1997
Local: Estádio do SLB
Data: 11.01.1997
Resultado: SLB 1 x 2 FC Porto
Aparecem na fotografia: Jorge Soares, Mário Jardel

“Tu querias conhecer os pássaros,
voar como o Jardel sobre os centrais”

Nenhuma outra fotografia fará tão jus ao verso imortal de Carlos Tê como este instante, capturado quando Jardel parece pairar no ar muito mais tempo do que Jorge Soares, incapaz de chegar à bola com a cabeça, enquanto que o Super Mário consegue controlá-la com o peito.

A partir daí é história. Quem viu o jogo partilha a mesma ideia: depois da bola bater no peito, parece que se passaram séculos, vimos a bola subir, vimos a bola baixar vertiginosamente e o cérebro teve tempo de questionar o que é que ele ia fazer desta vez. Jardel, com o seu ar ingénuo e calma habitual, parece apenas perguntar a Michel Preud’homme para que lado quer a bola. Quando ela se aproxima do chão, já lá está o seu pé certeiro, a desferir potente e indefensável remate.

Um dos melhores golos de sempre – e foram tantos!... – do brasileiro que o FC Porto foi buscar ao Grémio de Porto Alegre há (pasme-se!) mais de duas décadas: 1996. Como o tempo passa!!

Com a distância que os anos permitem, convém lembrar aos mais novos que Jardel não era propriamente idolatrado por toda a massa associativa azul e branca, exigente por tradição e por mentalidade. Havia muitos que lhe apontavam os defeitos de não saber jogar fora da área, “que era menos um com a bola no pé”, que não sabia correr, que não fintava, que prejudicava o jogo da equipa, que só sabia marcar golos, que isto e aquilo. Talvez por isso, diz-se, Octávio Machado tenha recusado o seu regresso às Antas em 2001, quando já havia sido entrevistado de cachecol ao pescoço no rés-do-chão da Torre das Antas. Acabou por ir parar a Alvalade, ainda a tempo de ser campeão e facturar 67 golos em 62 jogos. A felicidade que teve no jogo, faltou-lhe depois na vida: a passagem por Lisboa foi destrutiva para a vida pessoal do jogador, que se afundou até hoje nos seus próprios mitos e fantasmas.

Mas naquela altura, às críticas, o brasileiro respondia sempre com golos, golos e mais golos. Sem lesões, sem paragens, sem cansaço, na Campeonato ou na Champions, servido por excelentes executantes: Drulovic, Capucho, Zahovic, Edmilson, principalmente estes, alimentaram durante largos anos a veia goleadora do avançado, que ainda hoje detém o recorde do estrangeiro com mais golos na história do FC Porto (175 jogos, 168 golos). Um impressionante registo, uma máquina de golos das antigas, um goleador para a história.

O FC Porto alinhou nesta partida com Hilário, Sérgio Conceição, Jorge Costa, Aloísio, Fernando Mendes, Paulinho, Barroso, Edmilson, Drulovic, Zahovic e Jardel. Segurança e coesão atrás, talento puro à frente e muita mística pelo meio. Uma fórmula de sucesso.
João Vieira Pinto, o adversário mais temido dos anos 90, ainda fez a igualdade, mas o capitão Jorge Costa tratou de a desfazer na segunda parte após recarga, numa baliza onde marcava golos por tradição e convicção.

Mário Jardel viveu os melhores anos da sua vida e da sua carreira na Invicta, protegido por uma Direcção altamente dedicada e profissional e por um grupo de atletas que eram quase como uma família. O avançado brasileiro encontrou no Porto o ninho ideal para a sua personalidade e capacidades individuais, colocando-as ao serviço do colectivo como era regra do Departamento de Futebol. Sagrou-se campeão nacional com António Oliveira (2x) e com Fernando Santos, venceu duas Taças de Portugal e 3 Supertaças Cândido de Oliveira. Será para sempre considerado como o terceiro Bota-de-Ouro do FC Porto (1999), depois do bis do mítico Fernando Gomes. Os adeptos portistas recordar-se-ão para sempre de Jardel naquele seu estilo elegante e aprumado, como na fotografia, de camisola por dentro dos calções e costas direitas. Um avançado que não fazia carrinhos e que só sujava os calções quando era hora de mergulhar para a relva e cabecear de peixinho. Um ponta-de-lança à moda antiga, um alemão nascido por erro abaixo da linha do equador, que jogava parado e com quem a bola parecia ir ter. A sua movimentação típica era de bailado: sob marcação, dava um passo à frente para enganar o defesa e quando o cruzamento pingava, Jardel já estava nas costas do adversário a facturar sem dó nem piedade. Um craque de pé direito, pé esquerdo e, principalmente, de cabeça.

Nas Antas só foi infeliz por uma vez, ao serviço do Sporting, quando falhou o único penalty dos vários que dispôs na temporada 2001/2002. Nesse dia, quando foi substituído, foi brindado talvez com uma das maiores assobiadelas que as Antas guardam memória. Eu estava lá e recordo-me do seu ar de incredulidade e desilusão junto da Curva Sul: mãos nas ancas como era seu timbre e a abanar a cabeça, em jeito de mágoa. Parecia simplesmente não compreender o ódio que as gentes do Porto lhe demonstravam, quando ele tanto tinha contribuído para as páginas gloriosas do clube. Jardel não foi capaz de perceber que não era ódio que os ultras destilavam, mas sim apenas tristeza, muita tristeza de não o poderem ver vestido de azul-e-branco.

Depois de Galatasaray e Sporting, Jardel tornou-se num autêntico globetrotter do futebol mundial, com passagens pelo Bolton, Ancona, Newell’s Old Boys, Alavés, Goiás, Beira-Mar, Anorthosis, United Jets, Criciúma, Ferroviário, América (CE), Flamengo (PI), Chemo More e Rio Negro (AM), terminando a carreira em 2011 no Al-Taawon da Arábia Saudita. Mário Jardel, o Super Mário, continua a tentar descobrir o seu Norte. Procura, no fundo, outras Antas para a sua vida.

Rodrigo de Almada Martins

06 dezembro, 2017

A NATURAL LIGAÇÃO COM A EUROPA DO FUTEBOL.


FC PORTO-MÓNACO, 5-2

Em 22 épocas de presenças na Liga dos campeões, prova que vai na sua 26ª edição, o FC Porto alcança o lugar entre as 16 melhores equipa do Velho Continente pela 13ª vez. É a única equipa portuguesa capaz de ombrear regularmente com os mais poderosos até à fase a eliminar.

A jogar perante os seus adeptos e dependendo apenas de si para alcançar a passagem aos 1/8 de final da prova, os Dragões não poderiam estar à espera para ver o que faziam os alemães do Leipzig sobre os turcos do Besiktas. Tinham que vencer o seu jogo e a partir daí nada mais interessava.


A vitória desta noite teve, principalmente, a responsabilidade da veia goleadora de Aboubakar e o que o camaronês fez pela equipa no jogo e nos restantes golos.

O jogo começou bem para os Dragões com Aboubakar a abrir o marcador aos 9 minutos. Desmarcação de Brahimi à entrada da área e o camaronês, rapidíssimo, a rematar para o fundo das malhas.

Depois disso, os portistas pareceram retrair-se um pouco no relvado, tentando controlar o jogo a meio-campo, baixando as linhas e o ritmo de jogo. Foi uma conduta, provavelmente, inconsciente, visto que estava em jogo uma qualificação que valeria 7,5 milhões de euros com a vitória no jogo desta noite.

O Mónaco também não criou situações dignas de registo. Tentou chegar à baliza de José Sá mas sem qualquer efeito prático. O FC Porto ficou mais tranquilo e perto da meia hora, Danilo rematou fortíssimo para grande defesa de Benaglio a sacudir a bola para canto.


Aos 33 minutos, Danilo (está a subir de forma) serviu Aboubakar na meia-esquerda e este, já dentro da área, tirou um adversário do caminho com uma finta de corpo e bateu fulminantemente Benaglio. Começava a desenhar-se o destino do jogo.

Um penalty sobre Brahimi já tinha ficado por marcar mas o FC Porto soube faz pela vida. Soube atacar e ser eficaz. E é assim que terá de ser até ao fim da época para não correr o risco de ser prejudicado em pontos por culpa da arbitragem que, em Portugal, já retiram à equipa 4 pontos.

A seguir vieram as expulsões. 38 minutos de jogo num lance mais viril, os jogadores Felipe e Ghezzal envolveram-se em quezílias pouco edificantes e receberam ordem de expulsão. Apesar disso, o jogo do FC Porto sofreu poucas alterações. Sérgio Conceição colocou Reyes em campo e retirou A. André, a imprevista titularidade do jogo face à lesão de Otávio durante o aquecimento.


A fechar a primeira parte, o FC Porto deu o xeque-mate ao jogo. Aboubakar picou a bola sobre a defesa monegasca, Brahimi surgiu no coração da área e desviou a bola para a baliza contrária. 3-0 ao intervalo é um resultado muito confortável no jogo da Champions League.

Na segunda parte, o FC Porto tratou de controlar o jogo e contou com um Mónaco mais forte, mais subido e mais atrevido. O jogo passou a ser mais dividido. O Mónaco rematou mais vezes à baliza, muitas delas sem sentido mas depois fez dois golos.

Aos 61 minutos, Glik reduziu a desvantagem da equipa forasteira para 3-1 na conversão de uma grande penalidade. Mas quatro minutos volvidos, os Dragões repuseram a vantagem com Alex Telles a rematar bem e cruzado, obtendo um golo de belo efeito.

O jogo ficava mais equilibrado com as entradas de João Moutinho e Falcao no Mónaco, entradas muito aplaudidas pelo público. Aos 77 minutos numa saída de baliza extemporânea junto à linha de fundo, José Sá hesitou e quando regressava para a baliza, o cruzamento apanhou-o em contra-pé. Disso se aproveitou Falcao que num belo golpe de cabeça reduziu novamente a desvantagem da sua equipa para dois golos.


No golo de Falcao, eu ouvi aplausos nas bancadas!!! Aplaudir um golo do adversário??? Sinceramente, este público é uma anedota. São capazes de assobiar Herrera ou Marega à mínima falha, jogadores que dão tudo pela equipa em todos os jogos e depois vão aplaudir um golo adversário por ter sido obtido por um ex-jogador do clube. Lamentável!

Oito minutos depois, o FC Porto repunha a vantagem de três golos por intermédio de Soares. Um golo muito importante para o ponta-de-lança brasileiro.

Prevalece a tradição e a história de que frente à equipa monegasca a vitória é e foi sempre pela diferença de três golos.

Cumprida a missão e os objectivos mínimos na Champions League, o FC Porto terá de concentrar as suas responsabilidades nas competições nacionais, principalmente na Liga NOS, onde defronta no Domingo o V. Setúbal no Bonfim.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não vamos deixar cair nada”

Caráter, personalidade e qualidade
“Tivemos o percalço da lesão do Otávio no aquecimento e isso acabou por abalar a nossa fase inicial no jogo, apesar de termos feito golos. Tivemos períodos de alguma precipitação na primeira fase de construção e isso poderia ter-nos causado problemas. Com as expulsões houve mais espaço para jogar. É de louvar que esta equipa, mesmo estando a ganhar, nunca tenha deixado de procurar mais golos. Sabíamos que os automatismos desta equipa do Mónaco não eram os melhores e tentámos aproveitar isso, sabendo do potencial individual deles. Fizemos o nosso trabalho e só podemos dar os parabéns aos jogadores pelo nosso trajeto. Com jogadores da casa, fomos uma equipa de carácter, com personalidade e qualidade. Conseguimos ser a única equipa portuguesa nos oitavos de final da Liga dos Campeões. A equipa e o clube estão de parabéns, pois é um apuramento merecido.”

Uma equipa sempre à procura do golo
“Fico contente com a vontade e a objetividade da equipa, mas por vezes é preciso controlar o jogo com bola. Num ou noutro momento faltou-nos paciência, mas esta equipa tem uma ambição muito grande de chegar à baliza contrária. Há sempre aspetos a melhorar e a aperfeiçoar, mas, no geral, só posso estar satisfeito. Poucos acreditavam nesta equipa e no trajeto que tem feito até agora, sobretudo no Campeonato e na Liga dos Campeões.”


Gestão de esforço(s)
“Era importante gerir o esforço, sobretudo o do Marega, devido ao problema físico que ele teve recentemente. Ele é um jogador muito ofensivo e o Corona, mesmo sendo avançado, tem características diferentes. O Aboubakar também saiu pois no fim de semana temos mais um jogo importante que queremos muito ganhar.”

Um balneário a sonhar
“O sonho faz parte do nosso balneário e temos os nossos objetivos bem definidos. Passar aos oitavos de final da Liga dos Campeões era um deles e está cumprido. De tudo o que vier, não vamos deixar cair nada e vamos continuar a sonhar. Mas agora já estamos focados no Campeonato e vamos querer ganhar em Setúbal. Temos um objetivo muito grande, que é sermos campeões.”

A lesão de Otávio e a expulsão de Felipe
“O Otávio teve um problema muscular durante o aquecimento e o nosso departamento médico vai agora analisar a extensão da lesão. Quanto ao Felipe, é um momento que pode mas que não deve acontecer. Fico triste com as duas situações, mas o futebol é isto.”

Aboubakar e Marega
“O Aboubakar é um jogador que aprecio e, como avançado, tem características que me agradam, tal como o Marega e o Soares também. Até poderia ir buscar um avançado de não sei quantos milhões, mas queria ficar com o Aboubakar. Quanto ao Marega, não foi uma surpresa para mim. Quando estava no Nantes, queria ter levado o Marega para lá, por isso, quando cheguei ao FC Porto, disse na hora que queria que ele voltasse.”



RESUMO DO JOGO

05 dezembro, 2017

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.


JOGO DA SEMANA

Esta semana, a modalidade da semana será o BASQUETEBOL. A nossa equipa disputou 2 jogos e em 2 terrenos tradicionalmente difíceis (Ovar e Guimarães).

No 1º jogo, em Ovar, a nossa equipa desde cedo assumiu a liderança no marcador e no fim do 1º período a vantagem era de 6 pontos. O 2º período voltou a ser favorável à nossa equipa, e foi com uma vantagem de 8 pontos que chegamos ao intervalo. A 2ª parte voltou a seguir o caminho da 1ª e assim, chegamos ao fim do jogo com uma vantagem de 20 pontos que só não foi superior porque na parte final surgiram 3 apitadores muito desafinados que nos tentaram descarrilar, mas essa tarefa não foi bem sucedida.

No sábado nova deslocação e desta vez o destino era Guimarães. Pavilhão bem composto e hostil à nossa equipa foi o que nos esperou nesta jornada. A equipa entrou bem ofensivamente, mas defensivamente não conseguia lidar com o jogo exterior adversário. Só com a entrada do base André Bessa a equipa conseguiu suster o jogo exterior e assim chegar ao fim do 1º período com uma vantagem de 2 pontos. O 2º período foi melhor da nossa parte, mas as trocas durante o período fizeram com que o resultado ao intervalo fosse de apenas 4 pontos. O 3º período voltou a ser favorável à nossa equipa e com 75% do jogo cumprido a vantagem era de 6 pontos. A entrada para o 4º período, com um 5 menos feroz, levou a que a vantagem desaparecesse e os locais sonhassem com a vitória.

Nos últimos 5 minutos,com a entrada dos americanos, a equipa foi buscar o último fôlego e conseguiu ir buscar a vitória. Os números indicam que o MVP da nossa equipa foi Will Sheehey, mas um jogador merece-me um destaque especial, André Bessa. A intensidade que colocou no processo defensivo serviu para ajudar a equipa a estar mais perto da vitória. Do lado dos locais, o ex-atleta do FC Porto Miguel Maria fez um jogo fenomenal, tendo sido responsável por 40% dos pontos.

O próximo jogo da nossa equipa será a receção ao Elétrico no próximo sábado pelas 21h00


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Valongo para defrontar os locais, e uma primeira parte menos conseguida levantava apreensão, mas a boa resposta na 2ª parte permitiu a saída de um pavilhão complicado com 3 pontos.

No sábado, foi a vez da receção ao HC Braga e logo aos 2 minutos chegamos à vantagem. O intervalo chegava com vantagem de 2 golos para a nossa equipa. Na 2ª parte, a tendência foi a mesma, mas com mais golos (5-2) e assim o resultado final cifou-se em 7-2.

No próximo fim de semana, é a vez do regresso da Liga Europeia com a deslocação a Follonica, onde uma vitória significará praticamente a vitória no grupo. O Campeonato regressa no dia 13 com a deslocação a Barcelos.

Um aspeto que gostaria de ver esclarecido era como é que Silva Coelho e Paulo Almeida arbitraram 11 minutos de um jogo equilibrado sem que a equipa que liderava o marcador por 1 golo lhe visse ser sancionada uma única falta. Depois de Miguel Guilherme, parece que em lisboa há novos meninos queridos.

A equipa de ANDEBOL recebeu o Xico Andebol em jogo da última jornada da 1ª volta do campeonato nacional e a vitória nunca esteve em causa desde o 0-0 inicial.

O próximo jogo será a deslocação a Braga para defrontar o ABC amanhã pelas 21h00. No próximo fim de semana, receberemos o Madeira SAD no sábado.



Abraco,
Delindro

PORTA DOS FUNDOS.


Saiu ontem na imprensa desportiva espanhola o rumor do interesse do Newcastle de Rafa Benitez, em contratar Casillas já na próxima janela de transferências em Janeiro.

Vindo de um jornal que não é propriamente muito amistoso com madrilistas, bem como muito provavelmente nem se terá dado ao trabalho de fazer qualquer investigação jornalística, a notícia valerá tanto como as de junho ou julho, em plena silly season.

No entanto...

Desde que Casillas foi colocado no banco por suposta falta de aplicação no treino, o que seria uma "repreensão" passou a veredicto final. Pelos dados presentes, salvo algum golpe de teatro, não é crível que José Sá volte ao banco, cabendo eventualmente ao guardião espanhol a rotação em jogos de taças.

Obviamente, nós como adeptos privilegiamos o que é melhor para o clube. Se nos disserem que José Sá é o futuro das redes azuis e brancas, e a aposta nele é consciente, ainda para mais podendo beneficiar de conselhos de uma lenda das balizas, encantados!

Contudo, pondo-nos no lugar do guardião espanhol, a situação presente é, no mínimo, desconfortável, ampliada ainda mais pelo injustificado "castigo", numa época em que até àquele momento (Leipzig) estava tão somente a ser a melhor da carreira de Casillas. Além disso, apesar das recentes exibições consistentes, o jovem português que está à frente nas escolhas, não apresenta nenhuma mais valia evidente que o próprio não fosse capaz.

Como tal, onde há fumo...

Ser Portista é vibrar, defender, amar o clube, mas também ser crítico e exigente na sua melhoria, sempre em busca da utópica perfeição. Mesmo que com uma importância na história azul e branca inferior a Lucho ou Quaresma, não estou a ver qual o orgulho de empurrar para a obscura porta dos fundos do Dragão, jogadores que sempre demonstraram profissionalismo, qualidade e dedicação, como é o caso de Iker.

Ser Porto é olhar embevecido para as despedidas que André, João Pinto, ou mais recentemente, Deco tiveram. Esse é o espírito a mostrar aos presentes e futuros atletas. Não ensinar-lhes que o Dragão é uma mera paragem milionária rumo a outras galáxias.

Cumprimentos Portistas

PS. Conscientemente, contornei ao largo o recente clássico. Mesmo 3 dias após o embate, o meu estado de espírito em relação ao que se passou em campo, ou melhor, ao que se passou ou não numa casota fedorenta em Oeiras, continua a ser este:


Como pedem estes senhores da arbitragem respeito e pacificação, quando nos gozam, roubam e insultam semana sim, semana sim?

04 dezembro, 2017

UM PÉSSIMO RESULTADO E UMA ARBITRAGEM INEXPLICÁVEL.


Não há vídeo manipulado, frame apagado ou manipulação bacoca e barata que disfarce ou esconda o lance em que Aboubakar se encontrava 2 metros atrás do último defesa adversário (por sinal perto da bandeirola de canto) e que foi invalidado, invalidando também o golo de Herrera.

Não há qualquer justificação para o facto do árbitro assistente ter invalidado um lance em que Aboubakar estava 2 metros atrás de uma criatura que está quase ao pé da bandeirola de canto, nem qualquer justificação para o ter feito indo contra as indicações decorrentes da implementação do VAR, ou seja, salvo lances de evidente fora-de-jogo os árbitros assistentes devem deixar seguir o lance pois em caso de irregularidade de fora-de-jogo, tal fica evidente pela analise posterior do VAR. Assinalando aquele fora-de-jogo, ficou automaticamente excluída a hipótese de recorrer ao VAR. Um erro grave num lance de golo com CLARA influência no resultado final.

Inexplicável foi também o facto do lance em que o central da equipa adversária faz uma abordagem ridícula a um lance, cortando a bola com o braço, algo não permitido pelas regras do futebol. Até posso admitir que é um lance de difícil análise, apesar da bola ter claramente batido no braço do defesa que não estava junto do seu corpo, mas o que é inexplicável é o sr. Jorge não ter sequer recorrido ao VAR para verificar a legalidade do lance em causa. Não quis sequer ver o lance pela tv, porquê? Teve medo de ver o que não queria?

Quanto ao jogo jogado, numa analise séria e racional o resumo que já foi feito pela generalidade da crítica desportiva corresponde de facto aquilo que se passou. O FC Porto entrou mal nos primeiros 20 minutos, período em que o seu adversário esteve melhor em campo, a partir daí foram 70 minutos de claro domínio azul e branco, com várias oportunidades, ora pela esquerda, ora pela direita, ora pelo meio. Passando por um lance de golo claro que foi inexplicavelmente invalidado, tudo culminou com uma oportunidade desperdiçada por Marega num cabeceamento a poucos metros da baliza.

Em suma, um péssimo resultado perante uma equipa que jogou grande parte do tempo à “equipa pequena”, jogando claramente para o pontinho. Empatamos em alvalade injustamente porque jogamos bem mais que o rival e empatamos injustamente no Dragão na passada 6ª feira num jogo onde durante 70 minutos dominamos por completo o adversário, e onde tivemos várias oportunidades de golo, pecando claramente no capitulo da eficácia. Infelizmente, a conversa da justiça e do merecimento de pouco vale agora, valendo sim a tabela real. E o que a tabela nos diz é que estamos na liderança com vantagem nos golos e com apenas 3 pontos de vantagem sobre o 3º classificado. É pouco, muito pouco para o que produzimos até agora… Mas é o que há. O bom trabalho feito até aqui não pode deixar dúvidas sobre o futuro próximo. Trabalhando desta forma, treinador e jogadores estarão mais perto do sucesso do que em anos anteriores. Merecem todo o apoio dos adeptos.

Importa agora focalizar totalmente no importantíssimo jogo de 4ª feira. Estamos a uma vitória de distancia de fazer 10 pontos e alcançar o apuramento para os oitavos-final da Champions League num grupo difícil, com o vice-campeão alemão, o bicampeão turco e o campeão francês, semifinalista da CL do ano anterior… Ou seja, estamos a uma vitória de garantir um dos grandes objetivos da época, a par da conquista do campeonato e taça de Portugal. Seria bonito ver um Dragão cheio que contribua positivamente para o FC Porto chegar ao seu habitat natural, os oitavos-final da CL.

01 dezembro, 2017

ALGUÉM TEM QUE PÔR MÃO NISTO.


FC PORTO-BENFICA, 0-0

Antes de me debruçar sobre o jogo propriamente dito, tenho que falar sobre tudo o que vai de mal a pior no futebol português. Não vamos a lado nenhum com as coisas que se estão a passar no futebol. Depois de tantas denúncias feitas, depois de tantos factos suspeitos colocados a nú, depois de percebermos que se vive um clima de total desconfiança no futebol português, hoje assistimos a mais outra vergonha no estádio do Dragão.

Os árbitros armados em virgens ofendidas, com ameaças de greve e envolvidos muitos deles no famigerado caso dos emails continuam a ter desastrosas actuações tanto no campo como na Cidade do Futebol. O VAR, instituído no campeonato português esta época, veio mostrar e colocar a nú tudo o que de mal se está a passar neste futebol pouco transparente e pouco sério.

Além disso, este VAR não está a mostrar ser uma solução mas sim mais um problema. Um problema que é, no fundo, uma autêntica vergonha. Depois de, na semana passada, um grande artista com actuações habitualmente duvidosas e permanentemente com erros grosseiros cometidos sempre contra o mesmo, com campo aberto não vê um pontapé sobre Danilo na grande área do Aves, o que se pode dizer mais sobre isto?


E o VAR o que está lá a fazer perante este tipo de situações? Há quem diga que o VAR alertou o artista do apito na Vila das Aves e que este ignorou. Há quem diga que não deu a sinalética e o jogo prosseguiu sem sequer haver hipótese de análise do lance.

Porquê? Porque não foi analisado? Obviamente, porque teriam que assinalar a grande penalidade. E assim continua o missal.

Se isto não é assinalado, se isto não é objecto de análise da parte do VAR em cooperação com o juiz de campo então para que serve o VAR? Para nada. Minto. Serve sim! Serve para lançar mais suspeitas sobre a classe de virgens ofendidas. Sim, porque se eles não são suspeitos e não admitem que desconfiem deles ou que os ponham em causa, então têm de ser punidos pela sua incompetência e não podem arbitrar mais.

Esta semana, mais do mesmo no Estádio do Dragão. Os protagonistas são os mesmos de sempre: as virgens ofendidas que de virgens não devem ter nada (200 euros o tempo que quiseres… se for a 3, 400). Os prejudicados também são os mesmos de sempre: o FC Porto. Mais uma data de erros a prejudicar os Dragões num jogo de capital importância e visto no mundo inteiro. É esta a imagem que o campeonato português transmite lá para fora.

E quando ouço na tv os pseudo-entendidos em arbitragem dizer as maiores barbaridades, intencionais ou não já não sei, vejo um pretenso especialista na área do apito dizer que o lance de penalty cometido por Luisão neste jogo é dúbio e por isso o VAR não pode intervir porque só deverá fazê-lo em situações claras. Está protocolado assim? Então para que serve o VAR? Para nada. Mas eu fico completamente estúpido com declarações deste especialista.


Ó Marco Pina, por acaso eu ou as pessoas que acompanham o futebol português têm escrito na testa a palavra OTÁRIO? Mas queres tu passar um atestado de burrice aos comuns adeptos e dar-lhes a palha que pretendes que comam? Ou és tu mais um dos milhentos cartilheiros espalhados por aí?

E já agora tens uma credibilidade do camandro. Quando, no dia do jogo, analisas até à exaustão o lance do central encarnado, dizes que ficam muitas dúvidas no lance e 24 horas depois afirmas que não há penalty. Se queres instituir o otário em alguém, fá-lo em ti.

Um penalty claro não assinalado a favor do FC Porto e um golo limpíssimo anulado aos Dragões são as grandes manchas deste jogo. A comunicação social habituada e instruída a dar palha para burro comer minimiza estes lances e desvia as atenções para outras situações vividas no clássico como a entrada de Felipe ou a invasão de campo de um suposto adepto do FC Porto.

Alguém tem que pôr mão nisto. Alguém tem que ter mão pesada na vergonha que se vive no futebol português e que nos últimos anos tem sido dominado por um polvo que controla e que domina tudo à sua volta. Enquanto isto não acabar e enquanto os prevaricadores não foram levados à justiça, vamos continuar a assistir a estas lamentáveis cenas vividas nos relvados portugueses.

E mais acrescento que estes ambientes e estas poucas vergonhas a que estamos a assistir, vão começar inevitavelmente a ter outras consequências mais graves. E ninguém quer isso com certeza.

Ontem houve uma invasão de campo de um adepto que se lançou contra um jogador encarnado. Quem nos garante que daqui a uns tempos em vez de 1 não serão 10 ou 100 ou até mesmo 1000? A paciência das pessoas tem limites e a revolta manifesta-se perante a impunidade de que alguns gozam neste futebol. Isto pode ter consequências imprevisíveis. Querem isso? Eu não quero claramente.


Ponham mão nisto, analisem e julguem tudo o que se tem passado nos últimos anos neste futebol de podridão e limpem a porcaria toda. Isto é um NOJO.

Vamos ao futebol dentro das quatro linhas que é isso que me faz gostar deste desporto. Ainda sou daqueles líricos que quer acreditar que a verdade no futebol se possa circunscrever ao que se passa dentro do rectângulo de jogo.

No jogo propriamente dito, vimos três cenários ao longo do jogo. O primeiro foi a entrada forte e agressiva do Benfica. Os 20 minutos iniciais do Benfica surpreenderam o FC Porto que não contava com uma postura bem atrevida da equipa do sul. Nesse período, a equipa visitante teve uma oportunidade de golo em que José Sá defendeu um cabeceamento de Jonas.

Depois, um segundo período dos 20 minutos até ao intervalo, os portistas começaram a equilibrar o jogo e foram subindo no terreno. Marega teve um par de arrancadas à baliza contrária e Bruno Varela foi chamado a intervir com defesas apertadas, nomeadamente de Herrera.

O terceiro e melhor momento do jogo foi a etapa complementar protagonizada pelo FC Porto que não deixou o Benfica respirar. 45 minutos de intensidade máxima e de claras oportunidades desperdiçadas, principalmente por Marega que esteve em noite desastrada na finalização. O maliano desperdiçou três oportunidades claras que teriam sido suficientes para bater o Benfica.

E sobre o maliano quero fazer aqui um parêntesis. Moussa Marega nunca foi um jogador acarinhado no seio do Dragão. Alvo de chacotas, inclusive de um clube rival, o maliano sempre resistiu e nunca desistiu. Este ano, muito bem aproveitado por Sérgio Conceição, começou muito bem a época e aproveitou a lesão de Soares para começar a impor-se no plantel azul-e-branco.


Com exibições de encher o olho e golos importantes, o maliano começou a ser visto pelo grosso da massa associativa portista com outros olhos. Passou, inclusive, a ser visto como um jogador importante e muitos lamentaram a lesão sofrida recentemente que o retirou de alguns jogos nomeadamente a difícil deslocação à Turquia.

No jogo com o Desportivo das Aves, Marega regressou à competição e fez mais em 15 minutos do que por exemplo Aboubakar no jogo todo. No jogo com o Benfica, Marega deu dinâmica à equipa, emprestou a sua agressividade e deu tudo pela equipa. Falhou três lances de golo mas jamais pode ser criticado e insultado pelos adeptos do clube como foi e está a ser. Adeptos desses, o clube, a equipa e o Marega dispensam. Tenham vergonha!

Voltando ao jogo. Não foi só Marega a desperdiçar oportunidades. Felipe rematou, em posição privilegiada, a rasar o poste e Brahimi obrigou Bruno Varela à defesa da noite.

O Benfica ficou reduzido a dez perto do final da partida por acumulação de amarelos de Zivkovic mas mesmo assim, a equipa do sul teve uma oportunidade soberana de bater José Sá depois de Felipe cometer uma gaffe do tamanho dos clérigos. O guarda-redes portista fez uma defesa decisiva e corajosa aos pés de Krovinovic.

O jogo terminou com um nulo. O FC Porto perdeu mais dois pontos no campeonato. E quando há uma semana tinha 4 pontos de avanço sobre o 2º classificado, hoje divide a liderança com o Sporting. As graves decisões das arbitragens e a ineficácia da equipa azul-e-branca na hora da finalização, ditaram este cenário. O FC Porto vai ter que continuar a construir o jogo que tem vindo a praticar mas terá que apurar a finalização. Se não o fizer, pode ter a certeza que os artistas decidirão os nossos destinos para o lado contrário.

Os Dragões regressaram de imediato ao trabalho para preparar o decisivo jogo da próxima Quarta-feira com o Mónaco que pode carimbar a passagem dos azuis-e-brancos à próxima fase da Champions League. Vencer é obrigatório.



DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Contra tudo e contra todos”

As perguntas que ficam por fazer
“Às vezes fazemos perguntas para ser simpáticos. Porquê que não se falou aqui do lance de penálti claríssimo, que dava o segundo amarelo e a expulsão do Luisão? E porque não se falou do lance do golo mal anulado? Podia ter-lhe perguntado [ao treinador do Benfica]. Temos que ver o jogo no seu todo e as perguntas têm que ser feitas. Se falou da expulsão do jogador do Benfica também tem que falar dos lances determinantes do jogo.”

O domínio no jogo e as situações inexplicáveis
“O Benfica entrou forte no jogo. Nós também, mas a partir dos 15/20 minutos nós fomos a única equipa em campo e volto a dizer: eu quero que os protagonistas sejam os jogadores e os treinadores e, naquilo que eu conseguir, vou fazê-lo. Mas não podemos aceitar semanalmente lances mal analisados por parte da equipa da arbitragem e do VAR. Têm que me dizer de uma vez por todas o porquê. O lance do golo mal anulado até percebo, porque o vídeoárbitro não pode intervir depois do auxiliar levantar a bandeirola, mas o do penálti é claríssimo…e eu pergunto o porquê de não se analisar. Temos que ser mais transparentes e pôr cá fora a comunicação entre o árbitro e o videoárbitro, senão andamos aqui todos aos papéis e o que acontece é uma tremenda confusão. Em cinco dias são quatro pontos. É quase um ponto por dia e assim fica difícil. Neste momento tenho um balneário destroçado e eu pergunto porquê? Obviamente que poderíamos ter mais eficácia e isso faz parte daquilo que nós temos que fazer, mas em todos os momentos do jogo fomos superiores.”


Palavra ao balneário
“Tenho que dar uma palavra forte ao meu balneário e dizer-lhes que tenho a plena convicção, que já tinha há duas semanas, de que nós somos sérios candidatos a ser campeões. Contra tudo e contra todos. Esta equipa deixa-me muito orgulhoso e se este jogo acabasse 4-1 ou 5-1 não era escândalo nenhum. Não há que esconder e ter medo das palavras. Isto chega a um ponto que é demais”.

O ambiente no balneário
“O balneário está triste, desiludido frustrado e revoltado. Essa é a palavra certa. Amanhã começamos o trabalho para preparar o jogo do Mónaco, que também é importante para nós. Daqui a dois dias isto já passou e nós é que ficámos sem dois pontos. O trabalho para eles é muito exigente e temos uma vontade muito grande de ganhar o Campeonato. Quando existem situações que não têm a ver com o jogo jogado eles sentem essa tal revolta por não conseguir ganhar, porque deram o máximo e fizerem aquilo que lhes foi pedido.”



RESUMO DO JOGO

O INFARMED e o País do Faz de Conta.


Esta crónica não é de defesa da descentralização, nem sequer de uma defesa de transferência de organismos públicos e da administração pública em peso para a cidade do Porto. Não. Esta crónica é sobre bom senso, razoabilidade e sentido de justiça.

Comecemos pelo Verão de 2017, um dos mais se não o mais traumático para este pequeno país à beira mar plantado. Mais de uma centena de mortos em incêndios um pouco por todo o país, mas principalmente nas regiões afastadas dos grandes centros de decisão, dos grandes centros populacionais e industriais. Num país completamente espalhado ao longo da sua costas litoral e de costas completamente viradas para o seu interior, para a sua terra, para a sua floresta, para aqueles que ficaram nas pequenas vilas e aldeias desse Portugal fora, Pedrógão, esse nome quase impronunciável às portas de mais um Natal que se aproxima, devia fazer pôr a mão na consciência de muito boa gente. Mas não. Como sempre, o país não aprende com nada, não aprende com a sua história, muito menos com os seus clamorosos erros.

Depois de Pedrógão, debrucemo-nos sobre Lisboa, a capital, a cidade onde um T0 de 28 metros quadros, no Príncipe Real, pode custar mais de 300.000 €. A cidade onde um T0 na Rua da Prata chega a poder custar 2.000 €/mês. A cidade que bloqueia nos dias do WebSummit. A cidade que só não inunda todos os dias no Inverno porque efectivamente vive um período de seca. A cidade cujo trânsito se assemelha a Luanda. A cidade onde uma mera manifestação de polícias cria filas de trânsito de vários quilómetros. A cidade onde um apartamento é arrendado em menos de 24h. A cidade onde a pressão imobiliária e turística é tão grande e tão devastadora que afasta todos os dias centenas de famílias lisboetas para a periferia.

Depois de Pedrógão, foi fácil constatar que existe uma fatia significativa da população portuguesa que está neste preciso momento completamente ao abandono das mais básicas garantias de segurança que o Estado deve oferecer, seja em que domínio for. Os incêndios foram apenas a ponta do icebergue, mas é claro que toda aquela população foi abandonada há décadas pelo chamado Lisboagal: abandonados no plano político, no plano policial, no plano judicial, no plano industrial. Só não foram abandonados no que toca à construção de vias rodoviárias, por vários motivos menos transparentes que não cumpre aqui escrutinar.

Acontece que num país normal, a transferência da sede do INFARMED, a agência nacional de regulação do medicamento, seria vista como uma normal decisão executiva do Governo, certamente merecedora de elogios e críticas, como tudo na vida, mas sem este grau de loucura, insanidade e prostituição intelectual.

Costumo dizer que o problema da Lisboagal não são os próprios lisboetas, que são gente simpática e moderada, tal como a esmagadora maioria do povo português. O problema são aqueles que não nasceram em Lisboa, mas que por qualquer razão vieram parar a esta cidade e que agora se sentem cidadãos da capital do império, não se preocupando e até mesmo renegando as suas origens, sejam elas do Porto, Coimbra, Viseu, Braga, Portimão, etc. Isso ficou sublimamente patente no comentário absolutamente vergonhoso partilhado por um professor universitário de reconhecidos méritos como é Menezes Leitão, natural de Coimbra, cidade do conhecimento.

Depois do anúncio de António Costa sobre a mudança de localização da sede do Infarmed, seguiu-se um verdadeiro atentado ao Estado de Direito, sendo nós espectadores atentos de como as oligarquias podem de facto aprisionar e moldar as decisões governamentais. Foi ver partidos políticos do lado dos trabalhadores do Infarmed, dizendo que não podem ser prejudicados com esta mudanças, foi o próprio Primeiro-Ministro a dizer que a lei os protege, foi um tal de Paulo Baldaia, nascido no Porto, a dizer que os trabalhadores do Infarmed têm as suas vidas organizadas em Lisboa, foram jornalistas a criar peças informativas claramente tendenciosas, foram entrevistas no telejornal ao Rui Moreira, foi o diabo a quatro.

Tudo por uma razão simples: o Governo ousou retirar a sede de um organismo público da capital do império. Como sempre, ouvimos os chavões de sempre, como já tínhamos ouvido nas novelas da TAP ou da RTP: que o Infarmed é uma organização de topo com profissionais especializados e qualificados, que o Infarmed é visto a nível europeu como uma exemplo a seguir no que à regulação do medicamento diz respeito, etc. Elogios e loas públicas à grande actividade do Infarmed, como se previa.

Não se percebe o que é que mudará com a transferência da sua sede para o Porto, visto que na Invicta temos reconhecidamente a melhor faculdade de farmácia do país, as melhores faculdades de Medicina (São João e Santo António), o reputado IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular) e a maior empresa nacional de medicamentos (BIAL). Só por estas quatro razões, a sede do INFARMED já deveria estar no Porto não em 2018, mas sim em 1998.

Diziam vários jornalistas que os trabalhadores no INFARMED têm compromissos assumidos em Lisboa, como empréstimos para compra de habitação, por exemplo. Caros centralistas de pacotilha, bem-vindos aos últimos 20 anos de vida da esmagadora maioria dos portugueses nascidos em Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu ou Coimbra!

Os jornalistas da nossa praça, sabemos bem, não são particularmente perspicazes, probos e rectos. Todos os fins-de-semana, a começar à sexta à tarde e a acabar ao Domingo à noite, milhares e milhares de portugueses saem e regressam de Lisboa, partilhando boleias, intercidades, alfa-pendulares ou camionetas, indo passar os fins-de-semana com as suas famílias ao Norte do País. Muitos, milhares, cada vez mais com o passar dos anos. Algum jornal ou algum televisão se lembrou de ir entrevistar alguma destas pessoas nos cais de embarque? Ter-se-ão esquecido que também os trabalhadores da CMVM no Porto, cuja operação fechou no início do mês, também têm compromissos assumidos na cidade do Porto? Ter-se-ão esquecido das dezenas de organismos públicos e privados que, nos últimos anos, se mudaramd e armas e bagagens para Lisboa?

No caso do INFARMED creio que a questão não é particularmente problemática. Dada a pressão demográfica na Região de Lisboa e Vale do Tejo, os trabalhadores desta agência poderão facilmente arrendar as suas casas e ir viver tranquilamente para o Porto, onde serão muitíssimo bem recebidos e de onde, creio, não mais quererão voltar a sair. E, caso de facto não queiram mudar-se para o Porto, certamente encontrarão trabalho nas dezenas de farmacêuticas que se concentraram nos últimos anos em Lisboa, precisamente por causa da proximidade ao INFARMED.

Depois de Pedrógão, se bem se lembram, o País clamou aos berros por uma maior descentralização e maior poder às suas regiões. Ora, logo após a primeira decisão que vai nesse sentido, o país – em especial o país jornalístico – rasga as suas vestes, falando nos custos logísticos desta mudança, das externalidades, dos trabalhadores especializados, etc, como se no Porto não existissem profissionais mais do que capazes de assumir funções no Infarmed e como se os 300km que separam as duas cidades fossem fáceis de fazer para Sul, mas muito difíceis de fazer quando o sentido é o contrário!

Não obstante aplaudir a mudança da sede do Infarmed para o Porto, creio que muito mais é ainda necessário fazer para que efectivamente o país se descentralize. É necessário colocar o Ministério da Educação por exemplo em Coimbra, os organismos industriais no Minho, as entidades ligadas à agricultura no Alentejo e daí por diante, retirando pressão demográfica a Lisboa e levando actividades económicas e movimentos para fora de Lisboa, lutando por impor uma efectiva repovoação  e melhor distribuição do interior português. Caso isso não seja feito seremos todos responsáveis por um interior desertificado e abandonado e por uma Lisboa cada dia mais insuportável.

De uma coisa temos a certeza: o FC Porto não levarão da cidade do Porto!

Rodrigo de Almada Martins