21 fevereiro, 2018

45 MINUTOS À PORTO.


ESTORIL-FC PORTO, 1-3

Soberbo, mágico, vertiginoso, asfixiante, terrível, poderoso… poderia começar a minha crónica com o título destes. Mas o título que atribuí é muito mais abrangente. O FC Porto cumpriu os segundos 45 minutos do jogo interrompido frente ao Estoril e revelou-se implacável. Derrotou os canarinhos em toda a linha com ataques fulminantes à sua baliza.

Encontrando-se a perder ao intervalo por 1-0 desde o dia 15 de Janeiro, o FC Porto teria que entrar fortíssimo para virar o jogo a seu favor e, deste modo, aumentar a vantagem para os seus perseguidores de 2 para 5 pontos. Este jogo revelava-se de uma extrema importância para o que aí vem: as grandes decisões do último terço da prova.


O FC Porto apresentou-se neste jogo com o mesmo onze com que esmagou o Rio Ave no Domingo passado. Mas em relação ao onze que jogara na Amoreira a 1ª parte deste jogo com o Estoril, os Dragões mudaram seis peças. Sabendo que caso os jogadores que alinharam nesse primeiro tempo saíssem da equipa, não poderiam ir para o banco, Sérgio Conceição aproveitou muito bem a embalagem do jogo frente ao Rio Ave e não hesitou em deixar de fora dos convocados jogadores como José Sá e Reyes. Outros por lesão ou por terem saído do clube no mercado de Janeiro já não entravam nas contas. O banco não foi o melhor banco, mas para 45 minutos de jogo, a sua preponderância no jogo era reduzida.

O FC Porto entrou com tudo no jogo, procurando o golo desde o primeiro minuto. Até ao golo do empate, os Dragões tiveram duas oportunidades de perigo para chegar ao golo. Marega, na primeira jogada, ganhou a bola e arrancou pela direita, provocando calafrios na defensiva contrária. Depois Soares fugiu pela esquerda, cruzou para a área e Herrera, de pé esquerdo, rematou colocado para grande defesa de Renan.


Aos 53 minutos, o FC Porto empatava a partida. Num livre superiormente cobrado por Alex Telles na direita do ataque portista para a área, a bola caiu na grande área e depois entrou a bater no poste de Renan. Na repetição do lance a benfica tv3… perdão, a sporttv, mostra o lance de um possível fora-de-jogo de Soares que terá tentado jogar a bola e, dessa forma, condicionou a acção do guarda-redes contrário. Mas depois verificou-se que a sporttv mostrou ser pouco rigorosa (intencionalmente ou não, eu não sei) porque no momento em que parou a imagem e colocou a linha de fora-de-jogo, a bola já tinha partido do pé de Alex Telles.

Uma forma muito habilidosa de influenciar massas, criar a discórdia e alimentar ódios e rivalidades malignas. Até ao momento, a Sporttv ainda não veio corrigir este erro (se é que foi um erro), mantendo-se impávida e em silêncio perante este lance. Depois uns comentários nojentos de um frustrado, torna este canal cada vez menos credível e sério perante a opinião pública. Tenham vergonha, cartilheiros e avençados do regime. Uishhh!


Logo a seguir ao golo portista, Alex Telles lesionou-se com gravidade num lance em que cortou a bola mas o joelho cedeu. Telles foi forçado a sair e a deixar as hostes azuis-e-brancas em sobressalto, uma vez que estamos perante um dos jogadores mais decisivos da equipa. Para o seu lugar, entrou Diogo Dalot.

O FC Porto precisava de mais um golo para conquistar os três pontos. Jogando com uma intensidade alucinante, o Dragão chegou ao segundo golo seis minutos após o golo do empate. Marega escapou-se pela direita, rematou para defesa de Renan, Herrera fez a recarga, o remate sobrou para Soares que, à boca da baliza, só teve que encostar. O jogo diabólico dos azuis-e-brancos colocou a equipa canarinha com a cabeça à roda, completamente perdida.

Aos 67 minutos, o FC Porto fechou a partida com mais um golo. Remate de Corona na direita, defesa de Renan e Soares, mais uma vez, a encostar para a baliza. Em 14 minutos, o Dragão fez três golos e arrumou a questão do jogo que muita gente por aí alimentava com a esperança que o Dragão se mantivesse colado aos dois rivais da segunda circular.


Depois dos três golos, surgiram as alterações e o ritmo de jogo baixou. Os azuis-e-brancos geriram o jogo a seu bel-prazer. Mantiveram-se atentos a eventuais investidas dos canarinhos que nunca aconteceram e aproveitaram para substituir Corona (lesionado num dedo) por Hernâni e Brahimi por A. André, a pensar no próximo jogo no Domingo em Portimão.

Com cinco pontos de vantagem na liderança, o FC Porto tem uma boa almofada para poder gerir o último terço do campeonato com alguma margem, lamentando apenas as lesões de Alex Telles e Corona que, apesar de tudo, não serão tão graves como se chegou a temer.

O FC Porto cumpre agora um mini-estágio em Lagos até Domingo, dia em que joga frente ao Portimonense a contar para 24ª Jornada da Liga NOS. Uma vitória será fundamental, uma vez que cinco dias depois receberá, no seu reduto, o Sporting. Poderemos estar perante a primeira grande decisão da época no que respeita ao campeonato.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Fomos uma equipa à nossa imagem”

Continua o “campeonato fantástico”
“Retificámos uns primeiros 45 minutos não muito bem conseguidos, mas devo lembrar que nessa primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades para fazer golos. Hoje tínhamos que dar a volta e, além da estratégia para o jogo, sabíamos que tínhamos de entrar com a intensidade máxima em apenas 45 minutos. Foi o que fizemos e acho que não o fizemos diferente dos outros jogos. Simplesmente não conseguimos estar sempre a mil por cento no que à agressividade e intensidade diz respeito, pois há jogos menos conseguidos. Em termos gerais, temos sido isto. Por isso é que estamos em primeiro e a fazer um campeonato fantástico.”

45 minutos à imagem do FC Porto
“Penso que quem estava a ganhar entrou para este jogo em vantagem e o Estoril também alinhou com outros jogadores, mais disponíveis e mais frescos. No segundo tempo ia fazer duas substituições, metendo dois jogadores que jogaram hoje, que era o Tiquinho e o Corona, e com maior ou menor dificuldade era nossa intenção dar a volta ao jogo. Foi mais um espelho do que é o FC Porto desta época, com um espírito muito forte e uma capacidade de perceber que o jogo depende sempre do que nós fazemos. Os jogadores têm percebido isso e assim fica mais fácil ganhar.”


As contas do campeonato
“Acho que vai ser uma luta até ao fim. Temos dois grandes rivais atrás de nós, duas equipas muito competitivas, duas grandes instituições. Estamos na luta e os pontos estão mais difíceis para toda a gente. É com esta mentalidade que nós nos queremos manter em primeiro e no fim não precisamos de ter cinco, precisamos de ter só mais um do que o segundo classificado para festejar.”

As lesões de Alex Telles e Corona
“Sobre o Alex Telles, as notícias não parecem muito favoráveis. Vamos esperar. Ele vai fazer os exames, tal como o Corona, que teve um problema na mão. Vamos ver com calma e falaremos amanhã. Nesse sentido o jogo custou-nos caro. Talvez tenhamos perdido hoje dois elementos do grupo, mas aqui continuamos.”



RESUMO DO JOGO

SOB A SOMBRA DOS CINCO.


Nesta última semana, quer parecer que o número 5 assentou arraiais no Dragão. Tanto por péssimas como por mais simpáticas razões. Metendo o coração de adepto no congelador, os últimos dois jogos foram em tudo semelhantes. Se os resumíssemos, em cada um deles existiu uma equipa mais forte de um lado, e outra arrojada e voluntariosa no outro. Em ambos, a goleada foi-se avolumando sem que tenhamos visto os favoritos suarem em demasia a camisola. Se continuássemos nestes jogos de espelhos e semelhanças, temos que numa delas, só a mais recente contratação de inverno (Van Dijk) representa quase todo o orçamento para o futebol portista. No outro oposto, só o suplente Óliver representa mais do dobro do orçamento para o futebol do Rio Ave. Cruas analogias racionais que ajudam a explicar em muito os seus resultados gélidos e pouco românticos.

Como parca consolação, mesmo que contra todas as probabilidades, prefiro ver uma equipa que almeja ombrear com os gigantes, apesar de correr o risco de que numa noite má possa por eles ser esmagada, do que jogarmos com os subterfúgios e a mesquinhez defensiva das mentes pequenas, com o ideal do empate ou a derrota mínima, deixando aos deuses (ou ao Nhaga) a possibilidade da vitória. O resultado da passada semana está longe de ser um exclusivo nosso. Todos os grandes colossos europeus algures já saborearam o travo amargo de tão dilatadas derrotas. Contudo, não foram esses desaires que os fizeram deixar de ganhar. Pelo contrário, nas grandes equipas a raridade do desaire é combustível maior e obrigatório para a sede de vitória.

Nesse aspecto, Sérgio Conceição e seus rapazes não nos defraudaram neste domingo. Tão, ou mais, importante do que a queda, é a forma como se levanta dela. O que vimos anteontem, foi um campeão (re)erguer-se no Dragão.

Já que o cinco nos destroçou, e nos devolveu um cândido sorriso, que o algarismo se mantenha depois do jogo de logo com o Estoril. 5 pontos de avanço para os rivais seriam uma importante almofada de conforto para alcançarmos aquilo que queremos, e merecemos. O título de Campeão!


Quem segue os meus escritos sabe que defendo sempre a inclusão dos melhores jogadores na equipa titular. Como tal, para além do resultado, no passado domingo demos um importante passo para fortalecer a equipa. Refiro-me obviamente ao regresso de Iker Casillas à titularidade. Para os detractores do espanhol, concordo que não será decerto com esta idade que Iker vai começar a acertar as saídas em todos os cruzamentos, ou que consiga colocar milimetricamente as bolas nas reposições. O que os "haters" terão também de concordar comigo, é que Iker vai dar aos colegas, algo que o jovem português ainda não é capaz, algo tão simples como dois estados de espírito básicos: Segurança e Confiança!

Apesar da mudança para melhor, longe de mim insinuar que José Sá seja um mau guarda-redes. Ou mesmo um caso perdido no FCP. Se compararmos, por exemplo, com Rui Patrício naquela idade, o jovem portista está num patamar superior. Decerto todos se lembram das "infelicidades" contínuas que o actual guardião do Sporting e da Selecção Nacional tinha no início da carreira. Apenas a insistência no jovem Patrício pelo Paulo Bento, mesmo com nomes mais ou menos cotados no banco, permitiu a sua evolução. Contudo, se o Sporting pôde (ou deu-se ao luxo) de investir cegamente na formação de um activo para agora tirar frutos, é uma opção leonina. No FC Porto queremos títulos. Não podemos andar a brincar com uma posição tão específica e fulcral numa equipa de futebol. Displicências dessas já nos custaram duas taças com NES e uma com o já desgastado Helton na baliza.

Felizmente, ao que tudo indica, ainda fomos a tempo de corrigir uma das (raras) opções erradas de Sérgio nesta temporada. Quanto ao futuro, decerto que José Sá ainda terá uma palavra a dizer.

Cumprimentos Portistas.

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

O jogo da semana será o único jogo disputado em nossa casa. A equipa de BASQUETEBOL entrava para esta jornada depois da má performance no troféu Hugo dos Santos. O adversário era o Lusitânia. O jogo abriu com os Açoreanos fortes e só a boa entrada de Marcus Gilbert permitiu que os visitantes não fugissem no marcador. Depois, e até ao fim do 1º período, a nossa equipa assumiu a liderança do jogo também assente na perda do base "açoreano" Pedro Catarino. O fim do 1º período chegou com 23-16 para a nossa equipa.

O 2º período foi de afirmação da nossa equipa que com um parcial de 23-11 levou o jogo ao intervalo para uma vantagem de 46-27. O 3º período voltou a ser favorável à nossa equipa por 29-17 o que deixava o jogo com uma vantagem de 75-44 com 75% do jogo decorridos. O último parcial seguiu a tendência dos anteriores o que colocou o resultado final em 100-65.

O próximo jogo será a receção à Ovarense (quarta-feira 1/3 às 20h30)


AS OUTRAS MODALIDADES

A equipa de ANDEBOL deslocou-se a Avanca em jogo da 23ª jornada e uma vitória por 34-26 foi o resultado de um jogo que ao intervalo apresentava uma vantagem de 20-13 para a nossa equipa.

O próximo jogo será realizado sábado às 18h00 com a receção ao Belenenses.

A equipa de HÓQUEI EM PATINS deslocou-se a Vic para a 5ª jornada da Liga Europeia. A nossa equipa já havia garantido o 1º lugar na jornada anterior enquanto o Vic só através de uma conjuntura muito favorável de resultados poderia ambicionar o apuramento.

A equipa do Vic andou sempre na frente do marcador e antes dos 10 minutos já lideravam por 2-0. A nossa equipa ainda reduziu para 2-1 mas aos 15 minutos novo golo dos catalães. Até ao intervalo mais 1 golo para a nossa equipa. A abrir a 2ª parte chegamos ao empate. Até ao fim do jogo mais 1 golo para cada equipa com o nosso a ser alcançado a menos de 3 minutos do apito final.

O próximo jogo é quarta-feira (21/2) com a deslocação a Viana do Castelo.


Abraco,
Delindro

20 fevereiro, 2018

VERDADES DE “LA PALISSE”.


Parece uma verdade de “La Palisse” dizer que todos os jogos até ao final do campeonato serão autenticas finais, cada lance de golo falhado, cada frango sofrido, cada passe mal feito ou cada ponto perdido pode ser a “morte do artista”.

Do meu ponto de vista, a próxima semana não ditará obviamente qualquer decisão definitiva em relação ao futuro campeão mas ajudará muito a perceber quais as linhas em que se vai desenrolar o que resta do campeonato.

O FC Porto depende única e exclusivamente de si para na semana que se segue ganhar uma vantagem interessante (mas longe de ser definitiva claro!) na liderança. Caso contrário, o campeonato continuará com 3 equipas separadas por uma margem reduzidíssima, em que qualquer erro poderá significar a perca de uma liderança que o FC Porto tem segurado praticamente desde a 1ª jornada. Aquilo que o ciclo Amoreira/Portimão vai ditar fundamentalmente é se a margem de erro do FC Porto se vai reduzir a zero (caso não vença os dois jogos) ou se vai alargar para uma margem confortável (caso vença os dois jogos). E isto pode fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato.

Fica bem evidente, portanto, a importância destes 2 jogos, antes da receção ao Sporting. Soa a verdade de "La Palisse" mas joga-se por isso muito do futuro do FC Porto nas próximas semanas.

Sobre o “furacão Liverpool” que assolou o Dragão na passada 4ª feira, gostaria também de dizer algumas verdades de “La Palisse” sobre o que me pareceu o jogo e sobre vários disparates que vi escritos sobre o que se passou no jogo:
  1. Perder 5/0 é, em qualquer das circunstancias, um resultado demolidor para um clube recordista de participações na Champions League, a par do Manchester United e Real Madrid, como é o FC Porto. Nada disfarça, nem reduz a enorme dor em relação àquele resultado de 4ª feira, o pior da história do FC Porto nas competições europeias em jogos caseiros;

  2. Não é verdade, como pateticamente vi escrito e dito em alguns lados, que o FC Porto tenha tido uma atitude de medo em relação ao Liverpool. Analisando seriamente o jogo, e retirando a carga emocional do mesmo, os primeiros 25 minutos foram equilibrados, sendo que a única equipa capaz de criar uma ocasião de golo foi mesmo o FC Porto através de um remate de Otávio transviado num defesa inglês. Depois surgiu o primeiro golo após dois erros graves de Sá, logo a surgir surgiu o segundo e o FC Porto caiu a pique. Quase a terminar a 1ª parte, Soares ainda podia ter dado alguma esperança com um remate a pouca distancia da baliza e… a partir daí assistimos a uma exibição confrangedora e a uma enxurrada de erros e disparates, atrás de disparates, o que num jogo frente a um Liverpool pode sempre dar no que deu;

  3. Resta reparar a imagem no jogo da 2ª mao em Anfield, mesmo tendo em conta que no mesmo se terão de poupar vários jogadores a pensar obviamente naquilo que até final da época terá de ter prioridade maxima: o campeonato!
Resta desejar que tudo corra bem e que o bom trabalho realizado até aqui continue a dar os seus frutos até final da época. A verdade é que dá claramente a sensação que teremos de ser perfeitos para levar de vencida este campeonato. Se queremos ser campeões não poderemos perder a liderança até final do campeonato, porque uma vez perdida, e sabemos bem para quem, jamais a recuperamos. Por isso há que mantê-la com unhas e dentes!! FORÇA FC PORTO!

18 fevereiro, 2018

O REGRESSO À NORMALIDADE.


FC PORTO-RIO AVE, 5-0

O regresso à normalidade no FC Porto é o regresso às vitórias gordas no Dragão. Os azuis-e-brancos, na ressaca da noite trágica europeia, retomaram os caminhos das vitórias na Liga NOS, principal objectivo da temporada. E não se fizeram rogados. “Esmagaram” um Rio Ave que é das melhores equipas do campeonato quer em termos de pontuação, quer em termos de futebol jogado.

De regresso também esteve Iker Casillas ao onze inicial para a principal prova portuguesa. O espanhol já não actuava na Liga Portuguesa desde Outubro e não foi surpresa para a generalidade dos adeptos do futebol assistir a este regresso. Depois da pouca inspirada exibição de José Sá na última partida e da necessidade de acrescentar experiência e maior qualidade na recta final da presente época, só aos mais distraídos, pode surpreender a opção de Sérgio Conceição na entrega da baliza a Iker Casillas.


O jogo do FC Porto, frente aos vilacondenses, ficou facilitado logo aos 2 minutos da partida. Jogada pela esquerda, cruzamento de Telles para a área onde Soares tocou para Sérgio Oliveira e este, num remate colocado à entrada da área mas sem muita força, abriu o marcador na noite do Dragão. O FC Porto ameaçou de seguida com um livre cobrado por Brahimi a castigar derrube a Soares em que só faltou a amostragem da cartolina certa. Mas como sabemos, os padres fazem o que querem e só assinalam o que lhes interessa.

Aos 22 minutos, Soares fez o segundo golo num cabeceamento após canto de Telles e aos 34 minutos Marega, desmarcado na esquerda por Brahimi, cruzou contra o corpo de Marcelo e a bola só parou no fundo das malhas, ampliando o resultado para três golos sem resposta.


Ao intervalo a vantagem era bastante confortável e merecida. O Rio Ave não abdicou do seu modelo de jogo e não alterou o seu sistema por defrontar o FC Porto. Tentou jogar o jogo pelo jogo. É de saudar mas perante equipas com qualidades distintas, não há muito a fazer.

Na etapa complementar, o FC Porto geriu o jogo e deu iniciativa ao seu adversário em alguns momentos, mas não deixou de tentar visar a baliza de Cássio. Sérgio Oliveira saiu, por questões de gestão, e entrou Óliver. João Novais colocou duas vezes Iker Casillas à prova e o jogador portista correspondeu como se esperava. No primeiro lance, o jogador vila-condense beneficiou de um livre que só existiu na cabeça do artista do apito.


O quarto golo apareceu aos 72 minutos da partida na cobrança de um livre junto à bandeirola de canto. Alex Telles (quem havia de ser?) cobrou e Marega correspondeu de cabeça obtendo um golo de belo efeito.

Doze minutos depois, Hernâni, entrado para o lugar de Corona, teve uma bela jogada dentro da grande área e foi carregado pelas costas. O árbitro “fechou os olhos”, a bola sobrou para Maxi que rematou contra Marcelo e Soares colocou-a, de seguida, dentro das redes.

Prontamente anulado o golo pelo padre, o VAR interveio para validar o golo, corrigindo a calinada do padre de campo. Não podendo assinalar a grande penalidade sobre Hernâni por questões de protocolo, o VAR limitou-se a corrigir o erro do artista na questão do golo anulado. Fique sabendo o Sr. Xistra que um empurrão na grande área nas costas dá direito a grande penalidade e em situações destas não se aplica a lei da vantagem.


Notas finais para a estreia de Diogo Dalot no campeonato, substituindo Alex Telles e para a bela moldura humana no Dragão. Pela negativa, o excesso de zelo e de necessidade de protagonismo do padre xistrense que assinalou ao FC Porto quase 30 faltas ofensivas (muitas delas absurdas) num jogo em que a goleada por cinco bolas sem resposta torna mais do que evidente que este padre é um péssimo promotor do espectáculo.

Próxima paragem na Amoreira na Quarta-feira para jogar os segundos 45 minutos da partida com o Estoril que foi interrompida no dia 15 de Janeiro. Ao intervalo, o FC Porto encontra-se em desvantagem. Entrar com tudo e contra tudo são as palavras de ordem para conseguir resgatar 3 pontos muito importantes rumo ao objectivo.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo”

Caráter e personalidade
“Não entrámos a pensar no jogo com o Liverpool. Preparámos o jogo de forma tranquila, sabendo o que tínhamos de fazer frente a uma boa equipa, que está a realizar um excelente Campeonato. O caráter e a personalidade dos jogadores ficou sempre demonstrado após resultados negativos, não foi só hoje. Não tinha dúvidas de que íamos dar o máximo, mas podia acontecer que esse máximo não fosse suficiente. Entrámos forte, agressivos, no bom sentido, e conseguimos não deixar o Rio Ave sentir-se confortável no jogo. A nível de equilíbrio defensivo, também estivemos muito bem. Fizemos cinco golos, poderíamos ter feito mais, mas a diferença ajusta-se ao que se passou em campo.”

A prioridade é o Campeonato
“Há quatro ou cinco equipas que lutam pela Liga dos Campeões e depois pode haver uma ou outra surpresa. Defendemos um clube que tem história na Liga dos Campeões, mas mesmo os clubes que querem ganhar a Liga dos Campeões têm como principal objetivo a conquista do Campeonato. O nosso foco é o Campeonato, mas é claro que não gostamos de perder da forma que perdemos frente ao Liverpool. Não existe aquela diferença entre as duas equipas. Foi uma noite má da nossa parte.”


Casillas na baliza
“Faz parte das minhas opções, não mais do que isso. Os quatro guarda-redes têm trabalhado de uma forma fantástica e cabe-me escolher. Se puder escolher, creio que não existe qualquer maldade nisso. Foi simplesmente uma opção. Houve jogos em que o José Sá se calhar não esteve tão bem e continuou a jogar. Achei que neste período era importante a experiência de alguns jogadores em campo, além da qualidade, claro. Foi um conjunto de situações que avaliámos para depois decidirmos.”

Intensidade é imagem de marca
“Salvo raras exceções, temos sido intensos a época toda. Somos uma equipa que quer recuperar a bola rápido e que constantemente ganha duelos no jogo. Hoje foi isso que aconteceu. É pena por vezes os árbitros não interpretarem esses duelos e marcarem demasiadas faltas. Por vezes, apita-se demasiado no futebol português.”

Os 45 minutos que faltam no Estoril
“Desde o início do Campeonato que procuramos sempre a baliza adversária. Às vezes é preciso gerir melhor a posse de bola, etc, mas somos uma equipa muito objetiva, sempre à procura do golo. Da mesma forma que não pensámos no jogo com o Liverpool, também não pensámos nos 45 minutos que faltam jogar no Estoril. É um jogo especial e vamos entrar com muita vontade de ganhar, como sempre.”



RESUMO DO JOGO

14 fevereiro, 2018

FURACÃO ASSOLOU O DRAGÃO.


FC PORTO-LIVERPOOL, 0-5

O FC Porto viveu a pior noite da sua história em jogos efectuados em casa. O Dragão foi copiosamente goleado pelo Liverpool e não há nada que se possa dizer para contestar ou contrariar tamanho volume no resultado. Os azuis-e-brancos fizeram a pior exibição da época e um conjunto de situações e erros clamorosos ditaram um resultado de cinco golos sem resposta. A equipa pareceu ruir como um castelo de cartas e quando assim é não há nada a fazer. Apenas lamentar, olhar em frente e arrepiar caminho porque ainda há quase tudo em jogo na presente época para conquistar.

Antes de ir ao jogo, quero debruçar-me sobre situações que vivi no Estádio e outros episódios a que assisti e que me enojaram. Para começar, devo dizer que, independentemente do resultado, estou e estarei com a equipa até ao fim. Não é este resultado que fará com que me vire contra a equipa ou que vá fazer críticas de ânimo leve, estilo adepto-pipoqueiro.


Tive uma noite muito difícil no Dragão ao ver o meu clube ser “esmagado” por um histórico clube inglês. Doeu, doeu bastante ver como o FC Porto foi completamente “engolido” e subjugado ao colosso britânico no seu próprio reduto. Doeu ser brindado com a maior goleada sofrida em casa em todas as competições. Nunca o FC Porto tinha perdido por cinco golos de diferença no seu Estádio em qualquer competição. Sentimo-nos impotentes e sentimos que é nestas horas que devemos estar com a equipa, a apoiar a equipa e mostrar que estamos com ela. Foi isso que eu fiz. Apoiei e estive com a equipa até ao final.

Mas não foi isso que vi numa parte significativa dos pseudo-adeptos portistas. Vi pessoas a abandonar o Estádio quando o Liverpool fez o 3-0. Estávamos com 53 minutos de jogo. Vi pessoas a abandonar o Estádio aos 70 minutos quando o resultado passou para 4-0. Vi pessoas a reclamarem os seus lugares nas bancadas por estarem a ser ocupados por outros que tinham comprado bilhetes para outros lugares e minutos depois esses lugares encontravam-se vazios.

Vi e ouvi comentários anedóticos, idiotas a vociferar asneiras a toda a hora, a assobiar e a insultar os jogadores da nossa equipa de cada vez que perdiam uma bola ou falhavam um passe. Vi, no final do jogo, palerminhas pedirem as camisolas aos jogadores do Liverpool. Vi e li muitos comentários de pseudo-portistas que mais parecem um bando de lampiões a pedir a cabeça do jogador A, B e C e do treinador. Li coisas dignas de um mentecapto. Vi e ouvi muita coisa inenarrável para esta crónica que me deu vómitos, causou-me asco e criou em mim um nojo tal que me recuso continuar a falar disto.


O FC Porto não precisa do esterco destes adeptos. Os Dragões precisam dos adeptos que estejam com eles nas boas e nas más horas. Os adeptos têm obrigação de saber que, mais do que eles, não há ninguém que tenha sentido a derrota como eles sentiram. Deveriam perceber que estas noites podem acontecer a qualquer equipa, até às melhores equipas do mundo. Ninguém está livre delas e o que a equipa e os jogadores precisam depois de uma noite destas, é de sentir o apoio incondicional dos seus apaniguados.

Mas isso não acontece. A esses idiotas que só aparecem nas vitórias, só tenho a dizer uma coisa: “desapareçam porque vocês não são portistas. Vocês são um bocado de trampa que se espalha por certas bancadas e contagia outras pessoas.” Ponham os olhos no Super Dragões e nos Colectivo 95 e também nos restantes adeptos que ficaram lá até ao fim, mostrando um apoio inequívoco a todos os que fazem parte do clube e da equipa. Isso sim é praticar o portismo! Isso sim é ser portista.

O resto é trampa que não serve para nada. A quem servir a carapuça, que sirva. Pode ser que comecem a abrir os olhos mas duvido seriamente que algum dia tenham massa cinzenta para poderem concluir que são uns autênticos idiotas.

Vamos ao jogo. O FC Porto apresentou um onze com um 4x3x3. Na defesa sem surpresas, apenas Felipe ficou de fora por castigo e Marcano, recuperado de lesão, ocupou o eixo. No meio-campo, junto a Herrera e Sérgio Oliveira, surgiu Otávio no apoio a Marega, Soares e Brahimi.

O jogo foi bastante exigente desde o minuto inicial. O FC Porto sentiu um Liverpool imponente, poderoso e sufocante. A equipa inglesa não permitia que o FC Porto iniciasse o jogo desde a sua grande área. Foi então que José Sá começou a colocar a bola com lançamentos longos. E nesses lançamentos e nesse tipo de jogo é que começou a derrota dos Dragões. Passes errados, perdas de bola e lançamentos do guarda-redes mal calculados ditaram a sentença da partida.


No entanto, os azuis-e-brancos tiveram a primeira grande oportunidade da partida aos 11 minutos quando Marega à entrada da área deixou para Otávio e o médio brasileiro, no meio de vários adversários, conseguiu flectir para o meio e rematar contra o pé de um defesa contrário. O Guarda-redes inglês ficou completamente batido e a bola saiu a rasar a trave. Depois disto, o FC Porto acabou praticamente para a discussão da partida.

O Liverpool apertou o cerco ao Dragão que se sentiu sufocado. O FC Porto não conseguia fazer dois/três passos seguidos entre os seus jogadores. As perdas de bola eram constantes e os passes extraviados cada vez mais frequentes.

E foi assim que surgiu o primeiro golo. Bola na área portista com alguma confusão e ressaltos e Mané a rematar para defesa incompleta e muito deficiente de José Sá. Estava aberto o marcador aos 25 minutos. O Guarda-redes portista ficou mal na fotografia. Quatro minutos volvidos, numa bola perdida por Marega (pareceu-me falta) à saída da área portista depois de uma das várias más reposições de José Sá em jogo (esteve completamente perdido), permitiu um remate ao poste de Mané e na recarga, toda a defesa do FC Porto com José Sá incluído, ficaram a ver Sallah a brincar com a bola e a colocá-la na baliza. 2-0 aos 29 minutos era um resultado bastante pesado no Dragão.

Outros lances no jogo surgiram neste espaço de tempo até ao intervalo. Caso tivessem sido concretizados poderiam ter colocado o Dragão a perder de forma estrondosa bem mais cedo. As perdas constantes de bola e as más reposições de bola de José Sá colocaram a equipa numa tremideira que só seria atenuada com uma oportunidade soberana de Soares perto do intervalo com um remate a rasar o poste da baliza inglesa.


Ao intervalo, Sérgio Conceição trocou Otávio por Corona e o FC Porto lançou-se no ataque. Os minutos iniciais da etapa complementar indiciaram uma boa percentagem de bola e de iniciativas da parte dos Dragões, nomeadamente por Corona, mas em termos de efeitos práticos, estas tentativas tiveram resultados nulos.

Por isso aos 53 minutos, o Liverpool sentenciou a partida. Num contra-ataque rápido a bola sobrou para Firmino que rematou para defesa de José Sá mas, na recarga, Mané ampliou para 3-0. Depois assistiu-se ao espectáculo triste e vergonhoso das bancadas. A equipa azul-e-branca foi-se abaixo. Sentiam que era inútil tentar o que quer que fosse. Waris e Gonçalo Paciência entraram para os lugares de Brahimi e Soares mas o jogo não iria mudar. Pelo contrário, iria piorar para a equipa portista. Aos 70 minutos, Firmino fazia o 4-0 após cruzamento da esquerda, depois de Herrera e Corona terem perdido uma bola que originou novo contra-ataque.

E perto do final da partida, aos 86 minutos, na zona central do meio-campo portista, Mané solto rematou fortíssimo sem hipóteses para José Sá. O jogo terminaria pouco depois com mais de metade do Estádio vazio e com os jogadores e equipa técnica reunidos no relvado a receberem o apoio dos verdadeiros portistas que ficaram até ao final.

Este resultado poderá ou não fazer “mossa” na equipa. Vai depender da sua força mental e emocional, mas também dependerá do apoio dos verdadeiros portistas que não deixarão com certeza a equipa cair. O FC Porto tem que virar agora as agulhas para a Liga NOS onde no Domingo defronta o Rio Ave. Preferimos que estejam 20 mil portistas verdadeiros no Estádio do que a presença de mais outros tantos montes de trampa que só lá vão para prejudicar. A esses digo-lhes que fiquem em casa. Já chega! Não precisamos de vós.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Esta equipa sabe levantar-se”

O jogo
“Não tivemos um dia bom, defrontámos um adversário muito forte, capaz de fazer quatro golos ao Manchester City, que nos criou dificuldades, muitas delas por culpa nossa . Iniciámos o jogo de forma equilibrada, aos 20 minutos já tínhamos criado ali uma ocasião pelo Otávio e não tínhamos sofrido ocasiões de perigo no nosso primeiro terço. Depois, numa tentativa de sairmos rápido, através do nosso guarda-redes, perdemos a bola e surgiu o primeiro golo. E frente a uma equipa como o Liverpool, que ataca muito rapidamente a baliza com três ou quatro jogadores muito rápidos, isso paga-se caro.”

“Tivemos uma boa reação ao golo, mas acabámos por sofrer o segundo golo também por culpa de alguma passividade da nossa parte. A partir desse momento, ficou mais difícil: jogar contra o Liverpool, com o valor que tem, a perder 2-0, foi um golpe duro para os jogadores, é natural que, animicamente, tenham ido um pouco abaixo. Ao intervalo tirei o Otávio, que tinha falta de ritmo, entrou o Corona e entrámos bem. Tivemos uma ocasião de reduzir para 2-1 pelo Tiquinho - e tinha sido importante marcar naquela altura -, mas não o fizemos e depois, em mais uma perda de bola no corredor central, sofremos o terceiro golo, que acabou praticamente com jogo.”

A estratégia
“Fazia exatamente igual. Muitas vezes, eles não disputam a primeira bola, mas na segunda bola são muito agressivos. E por isso entrámos com a equipa num bloco médio, a pressionar na zona que tínhamos definido. As coisas estavam bem até ao primeiro golo, que foi praticamente oferecido.”


A segunda mão
“O mais importante é não cometer os erros que cometemos hoje e ir lá com todo o orgulho, com personalidade e caráter. Penso que estes jogadores não mereciam este resultado, foi um dia mau contra uma grande equipa e quando assim é, fica muito mais difícil. As coisas estão praticamente impossíveis na Champions, há que ir atrás do mais importante, que é o campeonato.”

O objetivo principal
“Quero agradecer a presença e o apoio dos adeptos. Estamos tristes, desiludidos, não há ninguém que esteja mais do que nós. É um jogo para tirar algumas ilações, mas não belisca minimamente tudo o que foi feito até agora em todas as competições. Não podemos esquecer de que somos líderes do campeonato, o nosso principal objetivo, e de que estamos nas meias-finais da Taça de Portugal, o segundo objetivo. Contra o Rio Ave vamos querer mostrar a nossa força nesta competição que é tão importante para nós.”

O símbolo
“Agora temos que honrar este símbolo que temos aqui, que todos nós gostamos, que todos nós amamos e vamos tentar dar uma resposta positiva no nosso principal objetivo, que é o campeonato. Se o FC Porto vai conseguir levantar-se? Já mostrámos no passado, depois da derrota com o Besiktas e depois do Leipzig, que esta equipa tem personalidade e sabe levantar-se.”



RESUMO DO JOGO


11 fevereiro, 2018

PASSEIO EM TRÁS-OS-MONTES.


CHAVES-FC PORTO, 0-4

Assim se constrói uma vitória, clara, inequívoca e sem qualquer margem para dúvidas. O Dragão foi a Chaves, venceu e convenceu com uma exibição e resultado condizentes. Os azuis-e-brancos entraram no jogo com determinação em querer resolver cedo a partida. Desta forma, pôde gerir o jogo e os seus activos, tendo em vista os próximos jogos importantes a começar já na Quarta-feira frente ao Liverpool.

Sérgio Conceição fez duas alterações com alguma surpresa num onze que teve duas variações durante o jogo. Os portistas alternaram entre o 4x4x2 e o 4x2x3x1 em diferentes momentos da partida. Maxi Pereira jogou no lado direito da defesa e Otávio rendeu Brahimi. Surpresa porquê? Porque Maxi não joga há alguns jogos e Ricardo Pereira está num grande momento de forma. Mas com o decorrer do jogo veio-se a perceber a aposta de Sérgio Conceição.


O corredor direito foi escolhido especialmente para o FC Porto atacar e Maxi Pereira, apresentando-se com poucos jogos nas pernas, pôde canalizar pelo lado direito, juntamente com Marega, o jogo dos portistas, poupando, de certa forma, Alex Telles do lado esquerdo que tem muitos jogos em cima e para o qual, neste momento, o FC Porto não tem uma alternativa para a sua vaga. Deste modo, Alex Telles foi poupado no seu corredor, limitando-se a defender e a apoiar o seu corredor, tendo Corona como seu parceiro para dinamizar o ataque. Quanto a Otávio, esperava-se a sua titularidade, visto que entrou bem no jogo com o Sporting e Brahimi precisava de descansar.

O jogo foi um belo espectáculo de futebol desde os minutos iniciais. O Chaves e o FC Porto tentaram o domínio da partida e viu-se um jogo repartido, com muita luta e agressividade no meio-campo. Aos dois minutos, os Dragões criavam a primeira grande oportunidade com Herrera a disparar um míssil à baliza flaviense, com uma defesa aparatosa para canto do guarda-redes da equipa da casa.

O Desp. Chaves tentava responder mas sem efeitos práticos. E foi sem surpresa que aos 15 minutos, Otávio recuperou a bola no seu meio-campo, endossou a Sérgio Oliveira que isolou Soares. Este entrou na área e, de pé esquerdo, rematou ao ângulo inferior da baliza contrária. Estava feito o mais difícil.


O Chaves tentava responder mas como sempre a boa organização defensiva portista não dava quaisquer hipóteses da equipa flaviense atingir a baliza de José Sá. No entanto aos 22 minutos, Matheus, extremo flaviense, escapou-se pela direita, flectiu para o meio e rematou fortíssimo para a defesa da tarde de José Sá. Uma defesa ao nível dos grandes guarda-redes da Europa.

O FC Porto voltou a responder à investida da equipa transmontana. Seis minutos depois, Maxi cruzou na direita para o coração da área e Soares, à meia-volta, sem deixar a bola cair, atirou fortíssimo para o fundo da baliza contrária. 2-0 antes da meia hora de jogo, facilitava e muito a vida ao FC Porto.

Depois disso, o Chaves ressentiu-se um pouco mas antes do intervalo, a equipa flaviense criou um lance de muito perigo com a defesa do FC Porto a ver-se aos papéis na sua área para afastar o perigo. Marega também desperdiçou o 3-0 em cima da baliza, após excelente combinação entre Otávio e Soares.


Na etapa complementar, os azuis-e-brancos sabiam que não podiam “adormecer” à sombra do resultado, sob pena de complicar o jogo e a vantagem. Entraram fortemente empenhados, com grande determinação e concentração máxima. Sérgio Oliveira, que já se tinha destacado na parte inicial, continuou a espalhar o perfume do seu futebol, dominando o meio-campo com Herrera.

Aos 57 minutos, Marega, apagado no jogo, combinou com Otávio na área flaviense e aumentou o resultado para 3-0, num remate enrolado que só parou no fundo das malhas.

Com um resultado dilatado e seguro, Sérgio Conceição geriu os seus activos da forma que mais lhe convinha, tendo em vista o jogo da Liga dos Campeões. Saíram Marega, Otávio e Corona para as entradas de Waris, Oliver e Ricardo Pereira.

O FC Porto, apesar das alterações, ameaçou impingir uma derrota das antigas em Trás-os-Montes. Primeiro, Soares ficou perto de mais um golo, ao disparar fortíssimo ao poste da baliza e depois Waris rematou estrondosamente à barra. O Chaves bem tentava responder mas os portistas dominavam por completo a partida e até ao fim só permitiram um remate com relativo perigo de Pedro Tiba por cima da baliza de José Sá.


Mas antes da festa terminar, aos 91 minutos, Sérgio Oliveira deixou a sua marca com um golo monumental. Herrera trabalhou perto da grande área e, com um toque, isolou o médio português. Este, dentro da área, dominou de peito e sem deixar cair desferiu um remate fortíssimo sem hipóteses para António Filipe.

Goleada consumada que pecou por escassa, atendendo ao número de oportunidades criadas mas que seria um castigo demasiado pesado para uma equipa que tentou jogar futebol e que também criou duas oportunidades merecedoras de golo.

Os Dragões apontam agora baterias para a grande montra do futebol europeu onde se constituem como os únicos representantes portugueses na prova milionária. No entanto, são completamente “esquecidos” e discriminados por muita gente cá no burgo. Inclusive em discursos de pessoas com grandes responsabilidades no país como ontem foi possível ver e ouvir na televisão pública. Televisão essa que é paga com os nossos impostos e que também se atreve a fazer um spot publicitário do nosso jogo de Quarta-feira de uma forma descabida, provocatória e ordinária.

É o país do “quero, posso e mando”, subjugado ao centralismo e dominado e controlado pelo nacional-benfiquismo.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Fizemos um jogo muito acima da média”

Equilibrados do início ao fim
“O Chaves não é muito de transições, mas entrou com o intuito de aproveitar algum espaço deixado por nós. Estivemos sempre equilibrados, tirando uma ou outra situação. No ataque, para chegarmos à baliza com perigo, precisávamos de mais gente no corredor central, daí serem mais importantes os três médios do que propriamente os dois avançados. Essa foi a chave da nossa vitória. Preparámos o jogo da melhor forma e os golos são uma sequência do bom trabalho feito por toda a equipa.”

Todos a caminhar na mesma direção
“Fizemos um jogo muito acima da média e estou contente com o desempenho de todos os jogadores. Maxi e Otávio, por exemplo, não vinham jogando muito nos últimos tempos, mas deram uma excelente resposta e mostraram que todos estão envolvidos e comprometidos. Isso deixa-me satisfeito enquanto treinador. Temos de continuar a caminhar rumo ao nosso objetivo, que é o Campeonato.”


Gestão? Qual gestão?
“Não fiz gestão. Utilizei o melhor onze e coloquei os jogadores que me davam mais garantias a todos os níveis. Tenho sempre opções e para o jogo de hoje, por exemplo, pensei que eram importantes as entradas do Maxi e do Otávio. Damos prioridade ao Campeonato e esse é o nosso grande objetivo.”

Soares e a equipa
“O Soares teve um início de época muito bom, mas lesionou-se e o Marega deu uma resposta muito positiva, como todos sabem e reconhecem. Quando o Soares estava a recuperar a sua forma, voltou a lesionar-se. Ele é um rapaz fantástico dentro do balneário e querido por todos. Mesmo que não fizesse os golos, a trabalhar desta forma é o Soares que eu quero, a jogar no limite. De qualquer forma, não gosto de individualizar. Foi um jogo acima da média e muito consistente da minha equipa.”



RESUMO DO JOGO

07 fevereiro, 2018

VITÓRIA (MUITO) CURTA.


FC PORTO-SPORTING, 1-0

A primeira metade da meia-final da Taça de Portugal permitiu ao FC Porto colocar-se em vantagem no acesso à final do Jamor. No terceiro jogo frente ao Sporting, o FC Porto mostrou pela terceira vez a sua superioridade em campo.

A primeira vez tinha sido em Alvalade para a Liga NOS. Os Dragões desperdiçaram a oportunidade de vencer o jogo e saíram com um nulo. A segunda vez foi há poucos dias em Braga no jogo da meia-final da Taça dos correios. Novo nulo, um golo anulado, superioridade a toda a prova sobre os verdes mas os Dragões acabaram por claudicar no desempate por grandes penalidades. Esta noite, para a Taça de Portugal, o FC Porto não enjeitou a possibilidade de vencer o jogo mas ficou a dever a si 4 golos feitos para arrumar praticamente a questão quanto ao finalista da prova. É certo que o Sporting poderia ter feito um ou dois golos mas é diferente vencer por 1-0 ou ganhar por 5-2.


Ainda assim, o 1-0 é uma vantagem que dá algumas garantias, até porque o FC Porto não sofreu golos em casa, o que lhe permite gerir o jogo e o resultado em Alvalade. Apesar de tudo, Sérgio Conceição não gosta nem joga para a gestão do jogo e do resultado. Os Dragões irão jogar a Alvalade como se o resultado estivesse 0-0.

Esta noite, Sérgio Conceição fez apenas uma substituição no onze inicial em relação ao jogo com o Sp. Braga. Soares surgiu no lugar de Aboubakar que nem sequer se sentou no banco de suplentes. Também nestas opções, o técnico portista surpreendeu ao deixar de fora Paulinho e Waris mas estas opções só surpreendem quem andar distraído. Com a sequência interminável de jogos, o treinador tem que gerir o plantel e no Domingo há já outro jogo importante para vencer.

O domínio portista foi notório desde o princípio do jogo. Foi um jogo mais aberto do que os dois anteriores entre as duas equipas. Os jogadores de parte a parte procuraram jogar mais ao ataque, soltando-se um pouco do condicionamento tático que caracterizou os outros dois jogos.


Os Dragões apostaram muito no jogo pelas alas. Com Ricardo, Corona e, por vezes, Marega, pela direita e Telles e Brahimi pela esquerda, o FC Porto colocou em sentido a equipa leonina que foi com o intuito de não sofrer golos como grande prioridade, apresentando um figurino de 5x3x2.

Nesta etapa inicial, o FC Porto poderia ter construído um resultado robusto em dez minutos. Entre o minuto 20 e o minuto 30, os portistas desperdiçaram três oportunidades soberanas de se colocar em vantagem. Primeiro foi Brahimi, que isolado por Corona frente a Patrício, rematou contra o seu adversário. Depois, Sérgio Oliveira na cobrança de um livre, rematou estrondosamente ao poste. E, por fim, Herrera, a passe de Corona, falhou na bola quando estava quase em cima da baliza.

O Sporting teve dois remates perigosos em dois lances irregulares. O primeiro foi assinalado e bem um fora-de-jogo a Doumbia após remate de B. Fernandes. O segundo passou incólume à equipa da arbitragem quando Acuña controlou a bola com a mão e deixou para Ristovski que atirou para defesa de Casillas.


A segunda parte começou melhor o Sporting em termos de oportunidades. Aliás, a melhor oportunidade da equipa de lá de baixo, foi aos 49 minutos quando B. Fernandes, junto à linha do fundo, fez um cruzamento atrasado para a entrada da grande área para Doumbia que rematou fraco ao lado da baliza portista. Depois aos 58 minutos, numa perda de bola infantil de um jogador portista à saída da área, Alex Telles foi obrigado a fazer falta. No livre, B. Fernandes rematou ao lado.

Dois minutos depois, surgiu o golo que ditou o resultado. Sérgio Oliveira cruzou com conta, peso e medida para o coração da área e Soares cabeceou sem hipóteses para Patrício. Começava a fazer-se justiça no marcador mas o resultado era muito curto para o que se via em campo.

Cinco minutos depois, Soares, de novo, rematou de cabeça para Patrício fazer a defesa da noite para canto, após ir buscar a bola ao ângulo superior da sua baliza. E ainda antes de terminar, Brahimi (jogo muito pobre e sem ideias), desmarcado na área, permitiu a mancha de Patrício, desperdiçando o 2-0.


A terminar o jogo, Ricardo, que fez uma excelente exibição e fez gato-sapato de Coentrão, quase borrava a pintura quando se deixou antecipar por Rúben Ribeiro. Valeu Felipe e Casillas para salvar o erro crasso do lateral direito.

Quanto à equipa de arbitragem fez o que lhe competia, não deixando de cometer alguns erros mas sem influência no resultado. No duplo amarelo a Acuña, no meu entender, seria vermelho directo atendendo a que o jogador leonino pontapeou Hernâni, esquecendo completamente a bola que estava a passar nas suas costas.

Os portistas prosseguem a sua caminhada na presente época, virando as agulhas para Chaves onde no Domingo defrontam o Desportivo local para a 22ª Jornada da Liga NOS. Um jogo sempre difícil em terras tra(n)smontanas, mas em que os três pontos são obrigatórios.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Fomos superiores”

A resposta da equipa
“Depois do último jogo, com o SC Braga, no dia seguinte disse aos meus adjuntos que o Jorge Jesus vinha aqui com uma linha defensiva de cinco. E não me surpreendeu nada. Trabalhámos a equipa e sabíamos que era importante que os nossos avançados tivessem uma diversidade de movimentos e ocupassem espaços diferentes dos habituais. Na primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades, a bola no poste, e o Iker [Casillas] não fez uma defesa. No início da segunda parte o Sporting criou uma ou outra situação, mas a partir daí voltamos a ser nós os melhores e criámos situações mais do que suficientes para sair daqui com uma diferença maior, frente a uma equipa forte. Tivemos muitas situações no último terço e, se as formos contar, comparando com o Sporting, então demos uma goleada. E aí, se as definíssemos melhor, se calhar acabávamos com outro resultado. Fomos à procura da despesa do jogo e por isso penso que foi um jogo bem conseguido. Fomos superiores, embora ache que o resultado é curto, mas temos que sair satisfeitos.”

Sporting satisfeito com o resultado
“Acho que o Sporting sai mais satisfeito, tendo em conta o que foi o jogo. Depois de ver aquilo que conseguimos criar e o que se passou no jogo, com inúmeras situações de perda de tempo, penso que eles saem satisfeitos com o resultado.”

O conhecimento da equipa do Sporting
“Na Liga dos Campeões o Sporting teve uma situação idêntica: no jogo com o Barcelona jogaram desta mesma forma. Foi inteligente da parte do Jorge Jesus em tentar vir aqui e não sofrer golos.”

Eliminatória em aberto
“Está tudo em aberto. Mesmo se fosse 2-0, estaria. Estamos a falar de duas das melhores equipas de Portugal e tudo é possível. São sempre jogos difíceis de prever. Controlamos aquilo que queremos para o jogo, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Não sofrer é sempre bom e depois nós somos o FC Porto. Vamos a Alvalade para ganhar o jogo, como sempre. Não abdicamos do que são os nossos princípios.”


A dupla Sérgio Oliveira-Herrera
“Estamos à espera do Danilo, pois é um jogador muito importante para nós a todos os níveis. Eu confio em todos os jogadores e se me disser que o Sérgio e o Herrera estão em grande forma, para mim não é surpresa nenhuma. O Danilo é diferente, mas eu tenho soluções e os treinadores trabalham para arranjá-las. Esta é uma vitória dos jogadores e destes adeptos, que foram fantásticos.”

A ausência de Aboubakar
“No jogo com Braga sentiu uma dor. Não treinou estes três dias e nem um treino com baixa intensidade foi capaz de fazer. Mas temos muita esperança nos outros três avançados.”

A confiança em Soares
“Depois daquele episódio, o Soares logo a seguir refletiu e pediu desculpa. Um momento infeliz acontece, o importante é que não se repita. Mas o golo do Soares é fruto do trabalho de muitos jogadores e por isso temos que dar os parabéns a todos.”

A primeira vitória num clássico
“Tem a importância que tem. Estamos a meio de 180 minutos. Depois daquilo que se passou na Taça da Liga, em que falhámos a final de forma injusta, isto dá-nos algum conforto. Mas vêm aí mais lutas e a partir de amanhã já estamos a pensar no jogo com o Chaves e no campeonato, que, como sabem, é a nossa grande luta.”



RESUMO DO JOGO

06 fevereiro, 2018

CONTRATEM O TOMMY!


Num registo diferente e mais curto, gostaria de compartilhar convosco três tópicos laterais desta última semana.


1.
Numa votação que é feita todos os anos, Tommy Kabemodel do FC Erzgebirge Aue, equipa dos escalões secundários germânicos, foi "eleito" o pior jogador do conhecido jogo FIFA18. Na realidade, o nosso amigo Tommy nem jogador profissional é. Apenas fez alguns jogos na formação do referido clube como guarda-redes, sendo actualmente o roupeiro do mesmo. É caso para dizer que teve azar em não se ter cruzado atempadamente com Sérgio Conceição. A julgar pela empatia que o nosso treinador tem por incompreendidos e patinhos feios, neste momento poderia muito bem ser titular indiscutível e intocável no FC Porto. A julgar pelas últimas exibições, Marega que o diga!


2.
Numa altura em que Luís Filipe Vieira, e o slb, são mais visados por fogo cerrado sobre corrupção, do que o Stalone por balas, em todos os seus filmes dos "Mercenários", eis que o Jornal i tem a ideia criativa e peregrina de tentar misturar o nome do FC Porto na confusão. Se no terreno de jogo é difícil arranjar argumentos incriminatórios, para uma equipa que é sonegada de decisões a seu favor, jornada sim, jornada sim, eis que tentaram dar a volta pela Porto Canal, insinuando financiamentos públicos indevidos à estação de televisão. Meus amigos, a Porto Canal foi criada, não pelo FC Porto, mas como um canal para servir toda a região Norte, com incidência especial na região do grande Porto. Após dificuldades financeiras do canal, o FC Porto entrou no capital social da empresa, adquirindo a sua maioria. Contudo, a entrada do clube na estação, não desvirtuou o âmbito inicial, procurando uma simbiose entre a vocação regionalista para o público em geral, com as temáticas naturais associadas a um canal generalista, bem como uma vertente de rubricas relacionadas com o próprio clube. Feita esta breve introdução, é perfeitamente natural que diversos municípios adquiram serviços de produção, divulgação e promoção, no canal PRIVADO que mais enfoque tem sobre a vida e costumes dos seus cidadãos. Aquisições e gastos que, aliás, foram divulgados publicamente como competia aos municípios. É deveras interessante esta súbita preocupação do "i" pelo erário público. Igual preocupação não lhes notamos quando um organismo público, como é o caso da Federação Portuguesa de Futebol, efectuou pagamentos "por baixo da mesa" a determinado clube lisboeta. Ou quando o presidente do mesmo, contribuiu com centenas de milhões de euros para o buraco no BES que todos nós portugueses andamos a pagar. Contudo, numa publicação onde o homem dos 1000 euros, Afonso de Melo, é redactor principal, e onde colaboram personagens tão "insuspeitas" como António Galamba ou Ricardo Costa, estamos falados quanto à credibilidade e isenção do pasquim em causa.


3.
Ainda a propósito do Jornal i, vá-se lá saber o porquê da falta de destaque a ESTA (DENUNCIADO 'INFILTRADO' DO BENFICA NA INVESTIGAÇÃO AO CASO DOS EMAILS) denúncia da própria PJ.

Cumprimentos Portistas .