22 setembro, 2017

DRAGÃO MORTÍFERO.


FC PORTO-PORTIMONENSE, 5-2

Na Liga NOS, o FC Porto vai de vento em popa. Os Dragões continuam na liderança da prova e têm um registo imaculado de vitórias. Desta vez, a vítima foi o Portimonense, a quarta equipa a ser goleada no anfiteatro azul-e-branco esta época.

Sérgio Conceição voltou a apostar em Herrera ao lado de Danilo e com isso o meio-campo portista perde criatividade (Óliver) mas ganha músculo. O facto de jogar apenas com dois homens no miolo, pode estar aí a justificação para as opções do técnico portista.


De resto, o mesmo onze com a habitual defesa, os dois extremos e os dois avançados possantes e pressionantes na saída de jogo do adversário.

O jogo começou com os portistas a carburarem muito o seu futebol sobre a área contrária. Aboubakar teve uma soberana oportunidade de abrir o marcador nos minutos iniciais. O Portimonense procurou segurar e suster o ímpeto portista e partir no contra-ataque que é a sua principal marca.

Mas os Dragões estavam irresistíveis. Entre os 20 e os 30 minutos, o FC Porto foi mortífero. Foram sete minutos de “terror” para os algarvios que viram as redes abanar três vezes.

Aos 20 minutos, Marcano correspondeu bem a um canto cobrado por Alex Telles e abriu o marcador. Aos 23 minutos, Corona entrou na área pela direita, cruzou para Aboubakar que cabeceou contra um adversário. Na recarga, o camaronês encheu o pé esquerdo e fuzilou as redes adversárias. Quatro minutos depois, numa transição ofensiva, Corona isolou Marega que, à saída do Guarda-redes portimonense, picou a bola por cima e fez um golo de belo efeito. Antes da meia hora, o jogo parecia estar resolvido.


O FC Porto pareceu relaxar à sombra do resultado e talvez o jogo do Mónaco na próxima Terça-feira começasse a pesar no subconsciente dos jogadores. A equipa de Portimão aproveitou-se disso e começou a fazer mais investidas à área portista. Sérgio Conceição irritou-se e mostrou o desagrado à equipa por esta baixar a guarda.

Os algarvios cresceram e aos 36 minutos, num contra-ataque, reduziram o marcador. Foi o melhor período do Portimonense. Nakajima, um japonês de grande qualidade técnica, foi desmarcado na área, tirou Felipe do caminho e rematou ao poste da baliza portista. A bola acabou por entrar junto ao outro poste.

Ao intervalo, Sérgio Conceição terá dado um valente puxão de orelhas aos jogadores. O FC Porto não pode ter relaxamentos durante o jogo, sob pena de ter alguns dissabores. Na entrada para a parte complementar, os azuis-e-brancos quiseram mostrar que o jogo ainda não tinha terminado.

Por isso, aos 48 minutos, Brahimi fez o 4-1 num remate que sofreu um desvio nas costas de um defesa contrário. O jogo continuou aberto e o Portimonense, apesar de sofrer mais um golo, sentiu que nada tinha a perder. Continuou a fazer incursões à área contrária e intensificou o seu ataque. Ora, esta decisão tem as suas consequências.


Aos 66 minutos, o melhor golo da noite surge no Dragão. E para os Dragões. Jogada de entendimento portista com Brahimi a dar para Aboubakar à entrada da área. O camaronês recebeu e de calcanhar endossou para Herrera. O mexicano deixou passar e a bola foi novamente para Brahimi que tirou um adversário do caminho e rematou cruzado para o 5-1.

Seis minutos depois, o FC Porto sofreu um golo. Numa jogada pela direita algarvia, o cruzamento foi feito para a grande área onde Rúben Fernandes encostou, não dando hipóteses a Casillas.

Até ao final, o FC Porto poderia ter marcado mais um ou dois golos com Herrera a desperdiçar um lance prometedor com uma bola no poste mas os Dragões também evitaram o terceiro golo dos algarvios com uma bela defesa de Casillas para a linha de fundo.

Um grande espectáculo de futebol no Estádio do Dragão. Fossem os jogos todos assim e teríamos uma Liga muito mais apetecível e de maior qualidade.

Terça-feira, os Dragões deslocam-se a Monte Carlo para defrontar o Mónaco para a 2ª Jornada do Grupo G da Champions League. Pontos precisam-se e por isso, o FC Porto vai jogar uma importante cartada na prova, antes da deslocação a Alvalade para a discussão da liderança da Liga NOS.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Não estou aqui para criar polémica”

A passagem pela sala de imprensa
“Ontem, na antevisão que fiz a este jogo, em dez perguntas tive oito sobre o Benfica. Nas redes sociais e nos jornais online, tiraram uma frase e puseram num contexto completamente diferente do que veio a público. Não quero saber dos rivais, no sentido de que tenho muito com que me preocupar. O que estava à ‘vista de todos’ é o que é o Campeonato Nacional e não a crise do Benfica. Há jornalistas que gostam de polémica, mas não estou aqui para criar polémica. Tenho muito trabalho, estes jogadores desafiam-me diariamente para os melhorar individual e coletivamente. Tenho muito respeito pelo Benfica, pelo Rui Vitória, pelo Sporting, pelo Jorge Jesus, não tenho de falar dos outros. Aquilo vem hoje na imprensa não é correto. Tive oportunidade de dizer, porque foi a Sport TV que me fez essa pergunta, que não respondia e falava do jogo, porque só me perguntaram do Benfica, quando tínhamos um jogo extremamente difícil hoje.”

Jogo desbloqueado por lance de bola parada
“As bolas paradas fazem parte de todos os esquemas táticos, para desbloquear um jogo que possa ser complicado. Entrámos muito bem, creio que fizemos a melhor primeira meia hora desde o início do Campeonato, com uma dinâmica muito interessante, muita mobilidade e jogo em largura e interior. Sabíamos que o Portimonense tem algumas dificuldades nos cruzamentos e explorámos isso, fizemos o 2-0 e depois o 3-0, numa jogada fantástica que espelha os princípios da equipa, muito vertical e objetiva."


A segunda parte
“Entrámos muito bem, percebemos o que tínhamos de fazer, conseguimos o 4-1 e o 5-1, pena que tenhamos sofrido um golo depois de uma bola parada, numa segunda bola, o que não me deixa nada contente. De qualquer forma, batemos uma equipa com qualidade individual e coletiva, que não conseguiu mostrar mais isso por culpa do FC Porto, que foi muito forte ofensivamente, com aquele senão da defesa, mas isso faz parte daquilo que é o jogo e a nossa exigência.”

O jogo de terça-feira no Mónaco
“É muito bom trabalhar sobre vitórias e agora já posso falar da Liga dos Campeões. Vamos dar uma resposta muito positiva, vamos fazer um bom jogo e queremos pontos. Vamos preparar-nos da melhor forma, para dar uma ideia daquilo que é o FC Porto, que não é a do jogo com o Besiktas.”

O mar azul
“Não somos de ondas, somos de mar e temos um ambiente fantástico, com toda a gente a acreditar no nosso trabalho. Nem sempre vamos ganhar por cinco, vamos ter ciclos menos bom, mas a maneira apaixonada como nos apoiam é maravilhosa para nós. Não digo nada daquilo que não sinto mas tenho de agradecer sempre, porque nos apoiam e quando tivemos de sofrer uma derrota vi toda a gente de braço dado com a equipa e isso é fabuloso. Eles sabem que o grupo trabalha de uma maneira incrível, com uma ambição e determinação muito grandes.”



RESUMO DO JOGO

20 setembro, 2017

SÉRGIO CONCEIÇÃO... 6 VITÓRIAS DEPOIS!!!


No passado dia 9 de Junho, escrevi aqui um post sobre Sérgio Conceição. Mais de 3 meses depois, como me reconheço mais do que nunca naquilo que escrevi. Que bom é sentir que estava correto! Que bom é sentir que o nosso Mister é tudo aquilo que eu escrevi e muito mais!

Com franqueza, hoje apetecia-me “abrir o livro” e escrever algumas coisas que não escrevi naquele dia... mas, vou continuar sem o fazer! Vou continuar a engolir para dentro e a tentar encontrar explicações factuais para as razões de alguém se ter oposto à sua entrada no FC Porto para substituir Lopetegui com ameaças como: “ou ele ou eu!”. Algo não podia estar bem!

No entanto, 3 meses depois, é preferível continuar sem acrescentar nada. Apenas me apetece pedir a todos que leiam novamente aquele post. Não, não era uma mera profissão de fé, era isso sim, um conjunto de ideias e convicções bem claras que se estão a mostrar verdadeiras.
O Sérgio confirmou tudo o que se esperava dele, confirmou aquilo que prometeu na sua apresentação, reforçou na prática as suas ideias chave, mas seguramente superou as expectativas até dos mais confiantes. Felizmente, como este sempre foi o meu nome preferencial, é com enorme orgulho que ao cabo de muitos anos, sinto novamente os adeptos a identificarem-se com o homem do leme, o homem que fala a sua linguagem, o homem que diz aquilo que os portistas pensam.

E não, isto não tem apenas que ver com vitórias. Claro que as mesmas fazem aumentar a confiança e auto-estima, claro que as mesmas potenciam os elogios e o reconhecimento mútuo. Mas o Mister é muito mais do que isso. É um estado de alma, é um reflexo do nosso estado de espírito, é aquilo que designamos de “Ser Porto”, seja lá o que isso significa verdadeiramente.

Mas o caminho faz-se caminhado e ninguém ganha nada nesta altura. Setembro está para uma época como o leitão está para o porco no espeto!
O caminho da união e do passo assertivo ainda agora começou, e seguramente vai ter que ser firme perante a turbulência que vai enfrentar!
Já percebemos que o Sérgio não está preocupado com os elogios pessoais, nem com as críticas que lhe possam ser apontadas. Continua frontal como sempre, sincero como todos esperávamos, de dragão no coração e verdadeiro espírito Porto em cada um dos momentos.

Como portista apenas lhe peço que não recue! Que prossiga a caminhada sempre norteada pelos valores do clube, o seu passado brilhante e o seu futuro auspicioso e ambicioso.
No final das contas, as vitórias e títulos é que o vão julgar. Mas para mim, Sérgio Conceição já deu passos seguros para entrar na galeria dos que mais se distinguiram na bela arte de reconstrução deste clube, recuperação da sua identidade e reforço da sua capacidade de olhar de frente os desafios futuros.

Um abraço, e até sexta-feira no sítio do costume!

19 setembro, 2017

UMA VEZ MAIS... MAREGA! E NÃO SÓ…


Com mais uma monstruosa exibição de Marega, o FC Porto lá acabou por arrecadar o 18º ponto em 18 possíveis. Não esperava eu, e provavelmente a maioria dos Portistas, uma entrada destas no campeonato, tendo em conta tudo aquilo que se tem passado ao longo dos últimos 4 anos, com as conhecidas consequências no último mercado de transferências.

Confesso que para além da consistência demonstrada mais uma vez pela equipa, a qual deve ser atribuída ao treinador, não posso deixar de referir que, mais uma vez, fiquei impressionado com a exibição do maliano. A velocidade aliada à força, conjugada com uma garra e capacidade física impressionantes têm feito do maliano o melhor jogador da equipa nos últimos jogos do FC Porto.

O objetivo deste post não é focalizar em apenas um jogador, neste caso Marega, porque o mérito deve ser associado ao coletivo (porque é esse que ganha campeonatos!), mas insisto que o exemplo de Marega é paradigmático das boas coisas que o trabalho de Conceição tem revelado nos primeiros meses ao comando do Dragão.

É indesmentível que o maliano não é um prodígio de técnica, nem de recorte técnico, tal como é indesmentível que o plantel do FC Porto não tem a profundidade que se exigiria a uma época tão longa com varias competições por disputar. Mas não deixa de ser indesmentível que o maliano tem sabido compensar isso com as características em que ele é melhor, como a força, velocidade e raça. Tal como o trabalho feito até aqui por Conceição, baseado no compromisso total dos jogadores, na entrega, na raça, na resistência e na simplicidade de resolução dos vários problemas que vão surgindo.

E esta será provavelmente a única forma do FC Porto ter sucesso este ano, ou seja, esconder ao máximo os seus pontos fracos e potenciar os seus pontos fortes. Estamos muito longe de ter um plantel com a qualidade da época 2010/2011 ou mesmo das épocas de Jesualdo Ferreira (que tinha Hulks, Falcões, Lisandros, Bruno Alves, Pepes, Luchos, etc, etc), isto para não falarmos do fantástico plantel campeão europeu em 1987, mas os sinais dados até agora são positivos. Dá a ideia que se trabalha mais do que se fala, que não se apregoa o “Somos Porto” mas sim pratica-se dentro de campo. É muito importante falar pouco, porque de palavras os últimos 4 anos estão cheios. É preciso sim recuperar aos poucos, porque os problemas não desaparecem de um momento para o outro como por magia, várias coisas boas que o FC Porto foi esbanjando ao longo dos últimos 4 anos, como por exemplo, a incapacidade desesperante quer na época de Lopetegui, quer na época de NES, de aproveitar as escorregadelas dos rivais. Pelo menos este ano, e vale muito pouco porque ainda estamos muito no início do campeonato, conseguimos aproveitar alguns deslizes de um dos rivais.

Uma última apreciação ao jogo da Champions. Sinceramente, pareceram-me exageradas algumas das críticas que li ao jogo do FC Porto perante o Besiktas. Até pode acontecer (espero muito bem que não!!!!), mas ler alguns comentários de que muito provavelmente o FC Porto nem um ponto faz nesta fase de grupos é manifestamente exagerado. Não temos um plantel com muita profundidade, mas temos qualidade suficiente para lutarmos em cada um dos jogos por pontos. Não creio até que o FC Porto tenha feito um jogo assim tão mau com o Besiktas, a verdade sim é que Casillas, sofreu um golo (determinante para o resultado final, numa altura em que tínhamos acabado de empatar o jogo) que nunca poderia ter sofrido, não só pela sua reconhecida qualidade e estatuto, mas pelo elevado ordenado que aufere. O FC Porto não paga tantos milhões a um GR para ele depois asneirar em pleno jogo de Champions League. Espero que a dose de golos perfeitamente defensáveis tenha terminado por aqui. Senão era preferível ter apostado em José Sá ou Vaná ou num qualquer jovem da equipa b.

É verdade que o jogo não se resume à péssima abordagem de Casillas no 2º golo dos turcos, o FC Porto possivelmente abordou mal o jogo (se bem que depois de comer não faltam pratos) e falhou as poucas oportunidades que criou sobretudo na 2ª parte. É importante já na próxima visita ao principado do Mónaco obter um bom resultado. A ver vamos...

AS NOSSAS MODALIDADES – RESUMO DO FIM DE SEMANA.



JOGO DA SEMANA

Mais uma semana em que apenas tivemos o ANDEBOL em ação, e uma vez mais, nada positiva. Deslocação a lisboa para defrontar os de carnide, não tendo entrado nada bem no jogo, já que entrou logo a perder por 1-0, apesar de ter tido a 1ª posse de bola do jogo. Depois do 1-1 por Cuni Morales, a nossa equipa passou para a liderança do marcador através de Rui Silva. Foi esta uma das duas únicas vezes que lideramos o marcador, sendo a outra no 3-2.

Depois da igualdade a 3, andamos sempre atrás no marcador, e excluindo o 4-3, nunca mais com hipóteses de empate. Os mais de 46% de falhas técnicas (19 vs 13) acima do nosso adversário, poderá ser uma das explicações para o sucedido.

A próxima jornada traz o regresso a casa com a receção ao S. Bernardo, que esperamos, a vitória que se perspetiva para esse jogo seja um novo começo no trilho do sucesso.


AS OUTRAS MODALIDADES

A nossa equipa de HÓQUEI EM PATINS prossegue a preparação para a nova época, com um plantel ainda com muitas ausências, colmatadas por atletas da equipa B, tendo-se deslocado à cidade da Maia para defrontar os locais do Hóquei Clube da Maia, e depois uma das equipas do encontro entre Braga e Juventude de Viana. Sábado vencemos por 6-3, e domingo por 4-3.

No próximo fim de semana, iremos participar no torneio Solverde com o Lleida, Académica de Espinho e Oliveirense. O jogo de sexta será com o Lleida às 22h00, no sábado o 3º/4º lugar às 16h00, sendo que a final joga-se às 17h30.

A equipa de BASQUETEBOL defrontou a ovarense, tendo vencido por 77-73.

Dia 20 e 21, deslocação a Cáceres para defrontar os locais do Cáceres CB e o Club Melilla Baloncesto, duas equipas da Leb Oro. No sábado, será a vez de viagem até Palma de Maiorca para defrontarmos o Palma Air Europa também da Leb Oro.



Abraco,
Delindro













17 setembro, 2017

A VITÓRIA DA UNIÃO.


RIO AVE-FC PORTO, 1-2

O FC Porto foi a Vila do Conde consolidar a liderança e não deixou o Sporting fugir. Em seis jogos, outras tantas vitórias. Desta forma, os portistas conseguem ultrapassar mais um obstáculo, num campo onde um dos seus adversários directos escorregou.

Com o plantel com todos os jogadores disponíveis, Sérgio Conceição operou uma pequena revolução no onze e mudou o sistema táctico de 4x4x2 para 4x1x3x2.Herrera, Otávio e Aboubakar entraram para os lugares de Óliver, Corona e Soares Marega apareceu muitas vezes descaído para a direita e Aboubakar foi bem apoiado nas costas por Otávio.


Apesar de tudo não foi um bom jogo dos Dragões. Foi uma boa vitória, importante e que pode vir a ser determinante nas contas do campeonato. Apesar disso, os azuis-e-brancos conseguiram estancar a construção ofensiva do adversário e criaram uma oportunidade bem cedo por Brahimi.

O Rio Ave sentiu essa pressão mas foi-se soltando aos poucos. A equipa da casa foi subindo no terreno e incomodou de alguma forma Casillas.

Na etapa complementar, os portistas tiveram uma entrada mais forte e isso fez a diferença. Depois de Marcano e Aboubakar estarem na cara do golo, Danilo fez o primeiro tento da partida correspondendo a um canto batido por Alex Telles. O Rio Ave sentiu o golo e permitiu aos Dragões maior ascendência no jogo. Aos 67 minutos, Brahimi numa bela jogada pela direita, assistiu Marega que fez o golo que viria a ser determinante para o desfecho da partida.


Depois os portistas relaxaram e isso teve as suas consequências. Numa displicência da defensiva portista, aos 79 minutos, o Rio Ave reduziu o marcador e manteve o jogo em aberto.

Foram dez minutos de alguma incerteza e inquietação. O jogo ficou partido. Enquanto o Rio Ave tentava o empate, o FC Porto procurava suster as ofensivas vilacondenses e aplicar o golpe em contra-ataque. O jogo terminou com a expulsão de Marcão numa entrada às margens da lei sobre Marega.

O FC Porto recebe o Portimonense na próxima sexta-feira, num jogo a contar para a 7ª Jornada do campeonato. Uma vitória é essencial para depois visitar Alvalade na luta pela liderança, com uma viagem ao Mónaco pelo meio.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “A justiça da nossa vitória é inequívoca”

Vitória importante num campo difícil
“Todos os adversários são difíceis, mas o mais importante foi a vitória, a conquista dos três pontos. A justiça da nossa vitória é inequívoca. Na primeira parte, o Rio Ave manteve-se fiel aos seus princípios e construiu jogo a partir de trás, com qualidade. Tentámos e conseguimos, em alguns momentos, bloquear essa construção. Roubámos 15 bolas no meio-campo contrário, pelo que fomos eficazes na pressão alta. Tivemos oportunidades para ir para o intervalo em vantagem, mas não fomos eficazes.”

Segunda parte aberta e com golos
“Na segunda parte o jogo foi mais aberto e acabámos por merecer os dois golos que fizemos. Sofremos um golo numa altura em que estávamos a ajustar coisas na nossa defesa em virtude da saída do Alex Telles, mas há que dar mérito ao Rio Ave, que é uma equipa audaz e competitiva. Joga com muita qualidade e valorizou a nossa vitória. Vai ser muito difícil para qualquer adversário passar em Vila do Conde.”

Ajustes importantes
“Na primeira parte, sobretudo nos últimos 10/15 minutos, o Marega começou a jogar mais na frente e o Otávio mais descaído para a direita, mas são ajustes que se fazem. Vamos vendo como podemos provocar mais situações de golo. Todos os ajustes que são feitos durante o jogo são importantes.”


A escolha do onze
“Tenho um plantel não muito vasto em soluções, mas é muito competente e com jogadores de grande nível e qualidade. Tento sempre ajustar da melhor maneira e estrategicamente estamos preparados para os desafios. Nenhum treinador pensa nos jogos futuros pois o mais importante é o presente. Hoje entraram os 11 que achei que me davam mais garantis para ganhar.”

Seis jogos, seis vitórias
“Estamos no bom caminho e demos continuidade ao que de bom temos feito no campeonato. Não olhamos para os nossos rivais e para aquilo que fazem, só olhamos para nós e para o nosso trabalho, que é chegar ao fim de semana e ganhar. O campeonato é muito longo, é uma maratona com muitas etapas. Não estamos em bicos de pés e temos consciência do muito trabalho que ainda temos pela frente.”

O mar azul
“O apoio que os nossos adeptos nos têm dado é fantástico. Existe uma simbiose perfeita entre a equipa e os adeptos e vice-versa. Fico extremamente contente. O meu obrigado a todos os que vieram aqui apoiar-nos. Que este mar azul continue pois é sempre uma grande força para nós.”



RESUMO DO JOGO

16 setembro, 2017

MEMÓRIA E COERÊNCIA.


O sabor amargo da derrota chegou esta Semana. O resultado, a meu ver, acaba por ser enganador mas penalizou, essencialmente, a nossa ineficácia no último terço e também a falta de soluções no banco para contrariar o conjunto organizado e experiente do Besiktas. Não era isto que queríamos para iniciar a Liga Milionária, mas também não é o fim do Mundo. O apuramento continua perfeitamente em aberto e acredito que neste Grupo não haverá nenhuma que se irá sobressair, sendo a passagem disputada ao limite pelos quatro conjuntos. É hora de voltar a mudar o chip para a Liga, onde nos espera uma sempre complicada deslocação ao Estádio dos Arcos. 3 Pontos são Ouro, Ouro esse que todos esperemos que se possa espalhar sobre o Mar Azul que voltará a invadir Vila do Conde.

A semana ficou também marcada por um “caso” que envolveu o Aboubakar. Penso que todos conhecem a História, não sendo necessário estar com grandes explicações sobre o que se passou. Ponto prévio: Acho que o Camaronês não esteve bem. Acredito que nunca pensou que aquilo se pudesse alastrar às proporções que são conhecidas, muito por culpa da Imprensa afeta ao regime diga-se de passagem, mas a verdade é que a divulgação daquele vídeo, depois da partida e independentemente de ter sido filmado antes ou depois do jogo, era perfeitamente evitável e o nosso Ponta de Lança deveria ter tido esse cuidado, por respeito ao Clube, aos Colegas e aos Adeptos.

No entanto, isto não é motivo para se fazer um caso como a máquina de propaganda benfiquista o tentou fazer. Acredito que uma conversa séria no balneário seja o suficiente para que o Aboubakar perceba que errou e que isto não se volta a repetir. Porém, na minha opinião, esta situação é também uma boa oportunidade para muito boa gente fazer uma auto-reflexão.


Muitos daqueles que imediatamente criticaram o nosso número 9 pela sua atitude, são os mesmos que aplaudiram de pé alguém que teve atitudes como a que é ilustrada na imagem deste meu artigo. Todos conhecemos o contexto da imagem. O FC Porto empatava na Luz, ficava praticamente fora do título, o Treinador do FC Porto Julen Lopetegui acabava de ter um bate-boca à entrada do túnel com o Treinador do nosso rival Jorge Jesus e passado uns segundos acontecia isto. Então, como é que alguém pode criticar o Aboubakar pelo que se vê naquele vídeo e depois tratar como um Herói alguém que tem uma atitude destas, num jogo onde o FC Porto praticamente perdia o título em casa do maior inimigo?

Este é apenas um exemplo, poderia falar das últimas Épocas com Jesualdo onde as faltas de respeito para com o Treinador, Colegas e Adeptos eram constantes, poderia falar das saídas de campo amuadinho, também poderia lembrar o jogo de Lille (um dos primeiros jogos oficiais de Lopetegui) onde depois de ter sido nomeado um dos Capitães decidiu ser o primeiro a abandonar o terreno de jogo sem sequer agradecer aos adeptos que estiveram em França apenas porque foi lançado em jogo já perto do final da partida, entre outros casos de comportamentos menos felizes e pouco dignos de um Profissional do FC Porto.

Obviamente que gostos não se discutem e aceito que existam muitos Portistas, provavelmente a sua esmagadora maioria, que gostem do número 7 do Besiktas, no entanto, não posso aceitar nem permitir que muitas dessas pessoas, após passarem 70 minutos a aplaudir um adversário no nosso Estádio, venham depois atirar-se para cima de um jogador do FC Porto apenas porque ele teve uma atitude que é bastante menos grave do que aquelas que o jogador que tinham acabado de venerar teve com as nossas cores.

Domingo todos a Vila do Conde na luta por mais 3 pontos!

Um abraço Azul e Branco,
Pedro Ferreira

13 setembro, 2017

AS DEBILIDADES DO DRAGÃO.


FC PORTO-BESIKTAS, 1-3

Ao sexto jogo oficial, o FC Porto claudicou. Os Dragões estrearam-se na presente edição da Champions League com uma derrota clara, por números significativos, na sua própria casa e perante um adversário que, apesar de bons jogadores, historicamente é uma equipa sem grande tradição na prova.


As debilidades da equipa portista ficaram completamente expostas. O Dragão já se sabia que tinha um plantel curto para dar as respostas adequadas em todas as provas. Foi preciso apenas colocá-lo à prova na liga milionária sem dois activos seus (Aboubakar e Maxi) e a falta de soluções tornou-se evidente. Aboubakar fez falta, o mesmo não se pode dizer de Maxi. Mas os portistas estão claramente limitados nesta época.

O FC Porto terá de espremer bem este naipe de jogadores se quiser ter algum sucesso e Sérgio Conceição terá de ser capaz de fazer uma gestão mais equilibrada e bastante cautelosa para não perder o controlo nas competições que tem que enfrentar. Para a Liga NOS, o plantel é razoavelmente bom mas para a Champions League poderá não dar para os objectivos mínimos.

Naturalmente que é precipitado da minha parte estar a tirar conclusões no fim da 1ª jornada da prova mas a derrota por 3-1 frente ao Besiktas esta noite é significativamente preocupante. Não quer dizer que o FC Porto não possa chegar ao Mónaco daqui por quinze dias e fazer o que o Besiktas fez no Dragão mas há motivos para uma reflexão imediata sobre a performance da equipa azul-e-branca e o resultado alcançado frente aos turcos.


Este jogo foi a prova de que o esquema de Sérgio Conceição é demasiado curto e insuficiente perante adversários mais fortes. Jogar com dois médios não é fácil e coloca a equipa fragilizada, sujeita a dissabores. Na segunda parte, ao operar substituições e colocando o terceiro homem no meio-campo, o FC Porto já foi capaz de colocar o Besiktas em sentido. No entanto a finalização, a ausência do melhor ponta-de-lança da equipa e o regresso de lesão do segundo melhor ponta-de-lança do plantel, claramente fora de forma, revelaram-se decisivos para o desfecho. No banco, o FC Porto não tinha nenhum avançado, apenas médios e extremos.

Ao onze do FC Porto, o Besiktas respondeu com um meio-campo povoado. Daí retirou dividendos e foi premiado com um golo aos 13 minutos de jogo. Quaresma surgiu na direita, fez um cruzamento milimétrico e Talisca cabeceou para a baliza do estático Casillas. Marcano não foi lesto e deixou-se antecipar pelo jogador da equipa turca.

A este golo inicial, o FC Porto respondeu muito bem. Logo a seguir num cruzamento para a grande área, Soares cabeceou, a bola sobrou para Óliver Torres que rematou com o pé esquerdo estrondosamente ao poste da baliza turca. Mas aos 21 minutos, Alex Telles cobrou um canto, Marega fez-se ao lance e Tosic introduziu a bola de cabeça na própria baliza. Estávamos no melhor período dos Dragões na primeira parte. Acreditava-se que a reviravolta seria uma questão de minutos.


Marega ainda teve ensejo para rematar à baliza aos 23 minutos mas depois veio um balde de água fria. Tosun, jogador do Besiktas, rematou do meio da rua, obtendo um golo de belo efeito mas depois Casillas viu-se que ficou mal na fotografia. O remate apesar de potente, foi mal abordado pelo guardião espanhol.

O FC Porto sentiu bastante este golo. Não conseguiu reagir da melhor forma. Primeiro perdeu dinâmica e depois viu o Besiktas criar mais duas oportunidades junto à baliza de Casillas. Soares ainda rematou a rasar o poste mas o intervalo chegava com um Dragão algo combalido.
Ao intervalo, Sérgio Conceição retirou, surpreendentemente inexplicavelmente, Óliver, e colocou A. André. Fez entrar Otávio para o meio-campo ofensivo e saiu Corona. Marega foi para a direita e o FC Porto aproximou-se do 4x3x3. A reacção foi bastante positiva. Os Dragões ameaçaram a baliza contrária algumas vezes e os turcos foram obrigados a recuar no terreno.

Apesar disso, o FC Porto não foi feliz no último passe e não concretizou as poucas oportunidades criadas. Soares teve uma soberana oportunidade na cara do guarda-redes do Besiktas aos 60 minutos e depois Marcano cabeceou para a zona do poste direito da baliza contrária mas um defesa turco salvou junto à linha de baliza.


Perto do final do jogo, Babel “matou” a partida, colocando o resultado em 3-1 e desfazendo as dúvidas. O resultado é deveras pesado para os portistas que viram os outros adversários do grupo empatarem na Alemanha. Um empate no jogo de abertura teria sido um mal menor. Assim, os Dragões terão de ir buscar os pontos perdidos no jogo desta noite a outro lado se quiserem almejar alguma coisa nesta prova.

Não será nada fácil mas vamos aguardar e continuar a acreditar nesta equipa.

Notas finais para as boas exibições de Óliver (não se percebeu a substituição) e de Brahimi (conseguiu desequilibrar inúmeras vezes).
O FC Porto desloca-se a Vila do Conde no próximo Domingo para defrontar o Rio Ave a contar para a 6ª Jornada da Liga NOS. Três pontos são essenciais para manter a equipa no topo da tabela.




DECLARAÇÕES

Sérgio Conceição: “Nada está perdido”

A abordagem ao jogo
“É verdade que encontrámos uma equipa experiente e com qualidade individual, mas não nos podemos refugiar nisso, porque também temos uma equipa capaz, com qualidade. Penso que entrámos mal no jogo, mas aqui o treinador sou eu e assumo essa responsabilidade. Faltou-nos agressividade na primeira fase de construção de jogo do Besiktas. Eles jogaram muito à vontade e conseguiam variar o jogo muito facilmente e isso começou a criar dificuldades à nossa equipa. Eles marcaram o primeiro golo, nós reagimos bem, fizemos o empate e depois disso tivemos oportunidade de fazer o 2-1, o que tornaria tudo muito diferente. Entrámos na segunda parte modificando uma ou outra situação, encostámos o Besiktas e depois na parte final aconteceu o terceiro golo deles, que matou o jogo. Tinha que mudar alguma coisa: o Tiquinho [Soares] estava-me a pedir substituição e tive que o manter porque me faltou uma ou outra solução. Mas isso também não é desculpa. Era com estes que ia para a luta e assim foi. Nada está perdido, pois o Leipzig e Mónaco empataram e está tudo em aberto.”

As mexidas no meio-campo
“Tudo depende da dinâmica da equipa. Depende do que é o nosso processo defensivo. Os jogadores sabem o que têm que fazer para esse equilíbrio existir e não haver inferioridade numérica. Na primeira parte tentei meter o Brahimi mais pelo corredor central porque senti que havia alguma facilidade do Besiktas em jogar. Senti que um meio-campo mais povoado poderia ser benéfico e foi também por aí que mudei na segunda parte.”


O primeiro jogo europeu
“Não houve choque de realidade. Tivemos inúmeras oportunidades. As suficientes para quando o jogo estava empatado termos podido ir para a frente do resultado. Um golo muda em termos emocionais o que é a equipa e sobre os jogadores não há nada a dizer. Se há culpa de alguém é minha, porque a abordagem estratégica para este jogo não foi a melhor, porque se fosse teríamos ganho. Quando não se ganha a estratégia nunca é boa.”

O melhor momento do jogo
“O início da segunda parte foi muito bom e a reação ao golo também foi boa. Sem dúvida que em termos de consistência gostei mais do que fizemos no início da segunda parte.”

O apoio dos adeptos
“As pessoas sabem e nós não temos segredos. Sabem que nós trabalhamos com determinação e com ambição. Nós não somos imbatíveis. Há jogos que podem ser menos conseguidos, mas uma coisa é certa: houve atitude e a equipa procurou sempre o melhor.”



RESUMO DO JOGO